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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Hoje Sou Poesia e Nada Mais.




 Soul poesia, alma que rima em busca de paz,
Sufoco vontades pelos deveres, deveras calo meus ais!
E esse grito que não ecoa, faz tanto barulho
Que ensurdece ainda mais.
Silêncio é feito escolha,
Aprendi a colher frutos depois dos vendavais.

E para semear de sonhos nosso dia, eu simples, vos deixo minha poesia.




Destino sem Capital

A verdade passou e me ofereceu carona.
Subi! Pude ver a cidade de cima!
Veracidade ensina!
Comprei passagem sem volta para a Paz,
Eu vou! Quero ser feliz sem ter hora marcada!
Nunca vi agenda com paz reservada.
Dei as mãos para a autoestima,
Não soltarei mais! Saltarei, aliás!
Tenho bases sólidas e meu desejo não é fugaz.
Flertei com a delicadeza,
Me apaixonei e já não consigo disfarçar!
Procuro gentileza em cada olhar! Chega de gente lesa.
A vida tem me pedido paciência,
E eu tenho perdido a consciência do quanto mereço ser feliz.
Do quanto ainda posso amar,
Ando esquecendo tudo que sempre quis!
Então, agora sou eu que peço paciência à vida!
Se tão cedo já me fez criança amadurecida,
Então faça o favor de me colorir com as cores mais bonitas!
Como pode um coração repleto de cores, desbotar e ficar cinza?
A partir de hoje quero colorir minhas dores,
Seja com sorrisos, lápis, giz ou tinta!
E as únicas mãos que me tocarão,
Serão suaves mãos de artista.

Pessoas que não rabisquem emoções e nem limitem poesias.


Um Beijo Meu!
Grazielle Maria.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Controvérsias, Conto Versos, Canto Textos, Desfaço Poesias




Costumo dizer que tudo o que fica parado demais, pega pó. Deus nos deu pernas e não raízes, e mais do que isso, nos deu liberdade de escolha e um infinito de oportunidades dentro de nossas possibilidades  
( físicas, financeiras, mentais, intelectuais, espirituais) e ainda disse mais, que o que nós não formos capazes de fazer, Ele o faria.

Algumas situações da vida, exigem de nós posturas conflitantes aos nossos desejos, aos nossos instintos. Porém, mais difícil do que dizer não aos outros, é dizer não para nós mesmos. É uma controvérsia benigna, pois sabendo o que há de ruim em nós , vamos contra o que em nós é prejuízo, ainda que represente prazeres momentâneos, os desconfortos também são momentâneos, e ficamos com uma escolha "suada", "sofrida", conquistamos territórios no próprio eu, isso se chama equilíbrio. E bem sabemos que nessas lutas, nunca estamos sós!

E não há nada de errado em voltar atrás, rever atitudes e consertar aquela cadeira de perna bamba que você até já tinha se acostumado com o balanço, pois uma hora ela iria derrubar você, ainda que você julgasse conhecer os limites daquele problema, tem coisas que são tão óbvias que a gente acaba pensando que é brincadeira e sempre se machuca.

Se a rima não ficou boa, não conseguiu passar o que pretendia, desfaça a poesia! Faça novos versos, mude a métrica, mas não se conforme com mediocridades que foram feitas para serem desfeitas, vencidas, melhoradas! Um texto foi escrito para ser lido, mas também pode ser cantando, pode ser picotado e transformado em várias frases, com novos sentidos, da mesma forma que pode-se ler uma música que foi escrita para ser cantada!

Não vamos parar nas aparências, a vida foi feita em nós e nós somos feitos dela, e essa extensão é uma medida que vai além, não podemos nos limitar ou melhor, apenas nós podemos nos limitar, a escolha será sempre nossa!

"Tudo posso Naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13)

Beijos !

Grazielle Maria.






sexta-feira, 14 de março de 2014

As Nossas Estações



Quando a estação vai mudando, a natureza exala um cheiro diferente, os ventos são diferentes, paira um ar de mudança em todo lugar, um ar de transição.
A gente sente que algo novo está chegando, modificações. Tudo o que muda, nos tira de nossa zona de conforto, leva coisas antigas e traz coisas novas, é um convite ao desprendimento e ao aprendizado.

Assim como as estações do ano: primavera, verão, outono e inverno, existem também as estações da vida. Não existem tempestades eternas e nem tampouco flores permanentes, a não ser que sejam artificiais, pois tudo o que é verdadeiro se modifica.

Nos OUTONOS da vida, aprendemos sobre o desapego, pois perdemos as folhas, folhas essas que podem significar tantas coisas: emprego, amores, saúde, status, paz. . . São folhas que caem e deixam em nós um vazio, um incômodo, mas não caem em vão! Note que as folhas que caem da copa das árvores se tornam adubo para o próprio tronco, tornando a seiva mais forte, mas para tanto, é preciso sabedoria e desprendimento.

E quando tudo parece difícil e sem ter para onde piorar, eis que chega o INVERNO! Dias frios para aquela árvore já desprovida de folhas, sem proteção. Nesses dias, somos convidados a resignação, refletir sobre todas as perdas e mais do que isso, somos convidados a ter fé! Fé para acreditar que a noite mais escura vai passar e que nos será dada a oportunidade de florescer novamente, ainda que nada ao nosso redor nos comprove isso. A fé é acreditar naquilo que não se vê, quando toda situação é adversa, é o nosso momento de transcender.

O inverno avançou, os ventos uivaram, as madrugadas foram frias e silenciosas e você perdeu muito, ficou exposto, mas ficou de pé! Talvez você tenha envergado, alguns galhos tenham se quebrado, mas a raiz permaneceu forte, te sustentou. E quando você menos esperava... Eis que surge a PRIMAVERA! Agora, com a seiva  fortalecida pelas folhas do outono e pelas provações do inverno, as flores surgem mais bonitas, viçosas, como se fossem flores de mérito, sim, você as mereceu! Os pássaros vêm cantar e fazer ninhos em seus galhos, o que parecia findado agora se transforma num abrigo de vida.

E  há uma explosão de cores no VERÃO! Tudo em volta é alegria, movimento, vivacidade.  Você está no auge , floresceu, deu frutos, coloriu, externou beleza, doou e recebeu, é o auge da exuberância! Aproveite, você merece! Mas não baixe a guarda, não se iluda! Apesar de toda positividade, o verão também é apenas uma fase, fase da colheita dos esforços e também vai passar. Logo logo, os ventos mudarão novamente, é o eterno convite que a vida nos faz a repensar, improvisar, reinventar, é um ciclo de amadurecimento que inclui perdas, mudanças, humildade, esforço, fé, gratidão e principalmente SABEDORIA.

Não se acomode! E se sua vida virar de pernas pro ar, aproveite para enxergar as coisas de um ângulo diferente, jogue fora tudo o que se mostrar desnecessário, ainda que doa, volte atrás se necessário, nem todo recuo é retrocesso! E quando a vida te sorrir, sorria de volta! Há tempo para tudo e em tudo haverá proveito se olharmos a vida com os olhos da eternidade!

Finalizo com Eclesiastes 3, que sintetiza de forma grandiosa tudo o que tentei humildemente explicar até aqui, trecho muito sábio daquele livro. . . A Bíblia Sagrada:

"Debaixo do céu há momento para tudo, e tempo certo para cada coisa:
Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta.
Tempo para matar e tempo para curar. Tempo para destruir e tempo para construir.
Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para gemer e tempo para bailar.
Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras. Tempo para abraçar e tempo para se separar.
Tempo para procurar e tempo para perder. Tempo para guardar e tempo para jogar fora.
Tempo para rasgar e tempo para costurar. Tempo para calar e tempo para falar.
Tempo para amar e tempo para odiar. Tempo para a guerra e tempo para a paz".


Um grande beijo, e que  Jesus seja para nós Emanuel, o Deus conosco!


Grazielle Maria.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sem textos ou Pretextos


Não tenho um pré-texto, nem tampouco pretextos.

Gosto da verdade nua e crua, despida de qualquer  porém. O que está explícito, por mais que seja estúpido, está estampado! Em posse disso, podemos nos posicionar de certezas e avaliar com segurança nossas próprias inseguranças, assegurando-nos na veracidade dos fatos.

A poesia nos ensina a observar as entrelinhas da vida, nos ensina a sonhar e compreender sentidos ocultos em palavra sutis, por isso, o poeta tem ainda um maior compromisso com a verdade, por não deixá-la tão evidente, tem então que fazer a verdade continuar sendo pleonasticamente verdadeira.

Gosto de pensar que todas as vidas são poesias em andamento. Há versos, trovas, trocadilhos, virgulas, reticências, pontos finas, rimas. . . Uma grande obra que se escreve a todo momento, toda uma vida. E ainda existem as poesias que se tornam música, que destino fantástico para nossas vidas, não só escrever, mas também cantar nossa existência! Não podemos contar mentiras, cantar mentiras, não podemos escrever  uma vida descrevendo uma mentira, poesias e vidas são feitas para iluminar, mas se a verdade que existe em nós não traz nenhuma luz para este mundo, somos incumbidos a acender uma vela  cada dia, muitas vezes contrariando nossa própria vontade de permanecer na escuridão, e assim, com o passar do tempo, teremos iluminado tudo e todos ao nosso redor, pois iluminamos a nós mesmos.

Abaixo uma poesia minha para complementar o texto! Bom carnaval, mas que o espírito vença a carne todos os dias e para sempre.

A Vida e os Parônimos... Parônimos?
(Grazielle M.)

Há sempre conserto para uma vida desafinada,
Consertar a harmonia, transformar a vida num eterno concerto,
Com "c" ou com "s". .. Deus entende os parônimos necessários para cada momento.
Quem acende uma luz em si, ascende e não fica no mesmo lugar.
Ninguém sabe o comprimento do amor de Deus,
Mas seu cumprimento, depende de nós, de nos deixarmos amar.
Não há como ser decente, enquanto somos descentes em nossos pensamentos,
É preciso elevar e não apenas levar a vida.
E de nada adianta a gramática se não diferenciarmos na prática o sentido nela escondida.


Beijos, Grazielle Maria.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Do que você tem medo?



Há pessoas que tem medo, existem medos que têm as pessoas. E você, tem medo de quê?
De que vale ser destemido e ser alguém que prejudica os outros e a si mesmo por não ter limites? O maior covarde é exatamente aquele que não sabe dizer não para as situações da vida que lhe trazem prazer com prejuízo, prejuízo por prazer ou por falta de raciocínio.
Tem muita gente de idade já bem avançada que continua vivendo feito criança mimada, faz tudo o que quer, mas nem sempre quer a conseqüência de tudo o que faz, é como um carro sem freio na pirambeira das escolhas: não sabe frear a própria vontade.
Quem não sabe ter medo não pode ter coragem. O medo raciocinado nos resguarda de nós mesmos, norteia o que vamos trazer para fazer parte da nossa vida e muitas vezes, esse mesmo medo amadurecido, se torna um bom senso-crítico que continua a salvar a pátria do nosso coração o resto da vida.
O medo que nos faz caminhar distante das nossas más inclinações acaba se tornando coragem, coragem de se opor, de se impor, como se fosse uma fonte de sabedoria que jorra da nossa fraqueza e vai regando o solo das nossas experiências, assim, crescemos mais fortes.
Quem tem medos saudáveis não adoece a própria coragem. Nesse grande hospital chamado Vida, estamos todos doentes em algum aspecto, a diferença é que alguns vivem buscando a cura e outros se comprazem em caminhar cada vez mais para o estado terminal , ignorando a finalidade da própria vida.

Um Grande beijo!


Grazielle M.




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Onde Mora o Ano Novo?




Começamos 2014, desejamos feliz ano novo, nos alegramos, soltamos fogos e brindamos... Mas, o que mudou? A única coisa que muda com facilidade é o calendário, as demais exigem de nós muito mais força.

Onde mora o ano novo? O ano novo, as mudanças e as novidades moram em cada milésimo de segundos que compõe o dia chamado HOJE.  Cada passo que damos em direção ao progresso celebra o ano novo em nós e os céus fazem festa , há fogos de artifício por toda parte na eternidade!

Não podemos delegar ao ano que se inicia as responsabilidades que só cabem à nós. Todos os dias podemos mudar os rumos incertos que tomamos e corrigir nossas rotas, somos como um barco sem âncora e se não ligarmos o motor chamado ESFORÇO, somos levados ao sabor das marés e batemos contra as rochas da imprudência... Nossa imprudência.

Desejo que esse ano você seja novo! Comemore cada vitória, chore cada dor, se arrependa, se surpreenda e descubra que não existe nada mais divino do que ser humano, reconhecer-se pequeno , errante, mas capaz de transformar e transformar-se para o bem.
 
Um beijo!
 
Grazielle M.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

As Luzes de Natal




Tão bom ver avenidas cinzentas se iluminarem... Casas se encherem de luz, as noites coloridas de dezembro falam de coisas aconchegantes,lembram abraço, família, sorrisos.

Muitas vezes as luzes de natal refletem a nossa necessidade de luz. As casas se iluminam refletindo o desejo de iluminação dos corações, a necessidade de clarear que existe dentro de nós.

Particularmente, as luzes de natal me lembram Cristo, aquele que veio trazer luz ao mundo e luz à nossa ignorância. As luzes sempre nos remetem a escuridão de nós mesmos, aí a gente pensa: - "Caramba, quanto preciso melhorar!" .

Pensamos assim porque as luzes desnudam nossa miséria, mostram o que estava escondido e quando tudo se torna visível, percebemos que precisamos arrumar a casa. E isso também me recorda Jesus, aquele que veio nos ensinar a cuidar e arrumar nosso coração, não ter medo de acender a luz da sala escura que existe em nós, olhar a bagunça e ajeitar. Quando podemos enxergar é mais fácil deixar tudo mais bonito.


Desejo a todos, sem distinção, que as luzes de natal se mantenham acessas para sempre. Ninguém merece escuridão, ainda que se esconda nela. As mudanças nos melhoram, nos apresentam novos horizontes e capacidades, e embelezando nosso coração decoramos o mundo com as mais belas luzes, as luzes que somos.

Um Beijo cheio de luz! Boas Festas!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Paz Que Ninguém Viu


Há quem percorra o mundo em busca da paz, eu, que não tenho dinheiro para percorrer o mundo e nem paz para não percorrê-lo, aprendi a viajar nas reviravoltas da vida e cada sim e cada não se tornaram ponto de partida.

Paz não tem nome, endereço, fórmula. Paz é desassossego, quem esta em constante luta consigo mesmo,  tem a paz de consciência. Quem não se acomoda, não segue moda, está sempre mudando, sempre é moldado.

Paz não é inércia, ausência de desconforto. Paz é aquela linha tênue pela qual caminhamos durante as tempestades, caímos uma vez ou outra, mas sempre temos para onde voltar.

Paz é escrever uma poesia no barulho do mundo. Paz é reescrever a vida no barulho de si mesmo.
Como descrever a paz que ninguém viu? A paz é aquele ar de mistério, a primeira nota que precede uma sinfonia maravilhosa, tudo parte de uma nota.

Olhar para si mesmo é estar em paz, a paz de quem trava uma guerra contra tudo que destrói.

Às vezes a paz é um convite a descobrir a desordem, e assim, organiza-la.

Beijão e um Final de Semana de muita paz!

Grazielle M.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Maria das Dores e das Alegrias



De dores e alegrias são feitas as Marias, Marias de fé, Marias de luz, Marias das dores disfarçadas num bom-dia.

Seria Maria das dores ou as dores que seriam de Maria? Penso que o mundo necessite dessa simplicidade, pessoas que enfrentam a vida sem perder a doçura, desistem de se cansar e continuam na luta, equilibrando lágrimas e sorrisos, buscando uma balança justa.

Se hoje sou Maria das Dores, choro a minha dor e choro a dor do mundo, que é para manter o coração úmido e não endurecido. Amanhã posso ser a Maria dos Sorrisos, florindo jardins esquecidos, dando cor ao que se apagou, distribuindo luz sem imposto: tudo de graça, estampado no rosto.

Encontre uma Maria dentro de você, todos os dias, de nome para suas dores, batize suas alegrias, seja 365 Marias, sem pretexto e 366 em ano bissexto.

Até as piores dores da vida podem se transformar em algo bom, geralmente se tornam lindas demonstrações de arte: poesia, quadro, canção. Recuso-me a desperdiçar um sentimento, que seja. Que seja puro o sentimento que deseja ganhar linhas e ensinar (talvez de forma esquisita) que a dor também pode ser bonita.


Grazielle, A Maria.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

De Pernas Pro Céu



Pulou no mar e mergulhou fundo. Os olhos esverdeados se tornam uma coisa só com o mar, o universo verde de águas puras e olhar sincero.
Debaixo d'água chorou, uma lágrima amarga em imensuráveis litros salgados. Ah o mar! Capaz de absorver nossas dores e misturar nossas águas com as suas, lágrimas que viram ondas e que vieram das ondas mais distantes da mente.
A falta de ar por estar submersa assemelha-se ao aperto no peito quando está na superfície, pois de ambas as formas falta oxigênio,  mas no mar encontra o silêncio e a dor tem ouvidos sensíveis.
Nenhum grito, pensamentos dormentes, os problemas as vezes poderiam dormir ou se afogar, mas sempre emergem.  E ela, emergirá? De um coração tão grande se fez grandes pedaços de esperanças partidas, palavras cortantes,afiadas para ferir. Não tinha escudo, não tinha proteção, abraçou a dor como se a merecesse, não sabia negligenciar. Chorou lágrimas que não eram suas e as suas guardou numa usina de energia, gostaria que fossem úteis.
O tempo passa, seu vestido branco denuncia a transparência que a água traz, transparência nas vestes e nas cores que revestem a alma. O mar nos desnuda, revela a delícia ou a tempestade que se faz dentro de nós. Nela havia um ciclone e desde de criança tinha medo de ventania.
Ninguém sabia seu nome, mas se ouviu dizer que tinha nome de dádiva, coisa vinda do céu. E fazendo jus a graça que lhe deram, do fundo do mar fitou o que estava acima, imensidão azul de possibilidades, sentiu que merecia o céu, ou que deveria merecê-lo um dia, então, saiu do mar e mergulhou fundo nas eternidades que revelam a vida, com os olhos voltados para o alto, criou asas de pés no chão, criou chão nas nuvens mais loucas, viveu como se estivesse de passagem comprada, fazendo de tudo para não perder a hora, o destino, para merecer uma poltrona feita de escolhas ao lado do coração Daquele que já foi Menino.





sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Menina que Escrevia de Trás Pra Frente


Bão dia galera! Lá vai mais um texto mirabolante sobre as belezas dessa vida!! Beijos!!

Na pequena cidade chamada Inversos, havia uma menina dada aos versos desde pequena, escrevia o que sentia a qualquer preço, chegou a poetizar numa folha de papel de pão as dores do seu coração.
Sabia o que queria dizer, mas não sabia o porque sentia, assim, decidiu que de trás para frente melhor se explicaria e melhor compreenderia os meios que levavam ao fim.
E foi levando sua vida ou sendo levada pelas poesias, nunca teve cabeça cheia ou alma vazia, trazia sempre um papel em branco que com letras preenchia, feito borboletas que brincavam entre choros e alegrias. Enquanto se desfazia em rimas a menina crescia, não por fora somente, pois sua mente evoluía.
Seu primeiro amor foi criticado, mas foi o único em sua vida. O rapaz era um tanto atrasado e a menina desenvolvida, mas ela podia ler em seus olhos a poesia mais bonita, mesmo que ainda estivesse para ser escrita. Ela via o futuro no presente provisório, por escrever de trás para frente não se prendia a estereótipos, sabia e acreditava, simplesmente, que o final seria satisfatório.

Embora fosse nascida e criada nos Inversos, a menina foi sempre coerente, vivia e não apenas escrevia seus versos, sua vida não foi uma poesia escrita, mas vivente.




Beijão! Deus abençoe sempre ^^

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Árvore de Avenida

 
 


Árvore de Avenida x Nossa Vida

 
Existe algo bom no trânsito das grandes cidades, além dos mil e um problemas que eles causam e nos causam, ou que causamos por querermos ir até a esquina de carro, o trânsito na avenida de uma grande cidade pode ser um momento de aprendizado e não apenas um instante em que a gente esquenta os neurônios ou tem ímpetos de raiva.

Quando o seu carro/ônibus/táxi parar no sinal vermelho ou estiver no congestionamento ainda que o sinal esteja verde, procure por uma árvore. Geralmente elas estão sozinhas, com suas raízes sufocadas nas calçadas ou em pequenos grupos, distanciadas umas das outras, numa simetria que remete ao desenvolvimento das metrópoles.Encontrou? Observe-a. Ela balança com o passar dos carros, com o passar do vento, fornece certa sombra no asfalto quente e certa proteção sob a chuva fina, além de dar cor ao que o homem já predominou de cinza (as cidades e até um pouco de si mesmo).

Quando fiz esse exercício de observação, pude concluir que uma árvore de avenida é um dos representantes da nossa flora mais sofridos que podem existir. Veja bem: a função biológica de uma árvore é substituir as impurezas do ar por oxigênio, um trabalho nobre, recolher o que há de ruim no mundo e devolver o que é essencial: o ar que respiramos, ou seja, fornecemos à árvore o que há de pior em nós, no nosso mundo e ela nos devolve gratuitamente a vida que percorre nossos pulmões, dá o melhor de si embora não receba o melhor de nós.

Quantas árvores de avenida recebem por nome Maria, João, José, Clara. Pessoas que para fazer a diferença no meio em que vivem, toleram e filtram a maldade do mundo em atitudes de amor sincero. Quantas árvores de avenida você conhece? Pode haver uma delas plantadas dentro da sua casa, aquela pessoa que faz sombra para as suas dores e não te pede nada em troca, apenas destila a bondade que é inerente ao fato de ser quem ela é.

A árvore de avenida sofre muito, pois trabalha praticamente sozinha: poucas árvores para muita poluição, o fluxo de quem poluí é maior do que o fluxo de quem quer limpar e por isso nossos ares vão ficando pesados, refletem a falta de leveza que trazemos dentro de nós. E quando uma delas cai, só vemos os transtornos eu causaram não o bem que promoveram enquanto estavam firmes e fortes.

Poderíamos fazer um pacto ecológico: vamos ser floresta, vamos reflorestar a aridez da falta de cumplicidade que existe entre nós. Pessoas apressadas, com pouco tempo para doar algo bom se esquecem do grande potencial que existe no ser humano e para ser mais humano há que se aprender muito com a natureza a qual pertencemos (e não o contrário). Vamos trabalhar em conjunto com as árvores de avenida, ampará-las, cuidá-las, nos assemelhando a elas, aprendendo assim a ofertar o melhor que podemos independentemente do contexto em que vivemos.
 
Tenham todos um bom dia e um final de semana arborizado...oooops, abençoado, digo!
 

 
 
 
 
 
 
 


 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

E você? Já sorriu hoje?




Bom dia galera!!! Não sou dentista nem nada pra pedir logo num início de uma sexta-feira 13 que vocês me mostrem os dentes, mas aqui vos fala um ser humano que procura sempre se deixar surpreender pela vida, e hoje me surpreendi com a vida em meio a morte, um raio de luz onde o ser humano insiste em cultivar sombras.
Na nossa correria do dia-a-dia vamos deixando de nos surpreender com as coisas simples e óbvias da vida, nosso critério de “belo” vai adoecendo, pois nos achamos sofisticados demais para ver as maravilhas das coisas simples ou ocupados demais para observar o quanto a vida nos é generosa.
Queremos uma internet rápida, trânsito rápido, dinheiro fácil, prazeres imediatos e vamos dando um ritmo maluco à uma vida que já é breve, perdemos a alegria nas pequenas coisas por nos tornarmos pequenas miniaturas do imediatismo.
Onde está a sua alegria? O que te faz abrir aquele sorriso no rosto? Será necessário algo sobrenatural para que você se maravilhe com o mundo e as pessoas a sua volta ou será necessário que você perca o que possui para olhar a vida com mais gratidão?
Essas duas menininhas da foto me fizeram refletir seriamente sobre o termômetro da minha alegria. Elas estão num campo de refugiados da Síria, perto da fronteira com a Jordânia, vivendo todos os tipos de privações e ainda conseguem sorrir. E mais, ainda conseguem se abraçar! E nós? Onde estamos? Onde acordamos todos os dias? Será que conseguimos sorrir em meio às guerras do nosso dia-a-dia? Nos abraçamos em meio as dificuldades?
Se não choramos com as cenas de guerra, ao menos devemos aprender a sorrir e reclamar menos, se não seremos eternamente reféns da infelicidade, pois a nossa felicidade se tornou um objeto que se pode TER e não uma verdade que se pode SER, ser feliz!
 

Um beijo, fiquem com Deus!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Apresentando : Brasiluz- Viagem Aos Detalhes Magníficos

 
Boa tarde galera!! Tudo certo?
Então, eu hoje vou aproveitar esse espaço do Blog Trilhas para apresentar meu primeiro trabalho literário, o livro de poesias "Brasiluz- Viagem Aos Detalhes Magníficos", meu primeiro filhotinho ^^
O livro conta com 51 poesias de temas variados, não sigo uma métrica tão tradicional, sou meio avessa às regras, mas amo as rimas, as reflexões, o senso-crítico, a ironia usada a favor do pensamento e toda essa liberdade de poder escrever o que se pensa e compartilhar o que se sente.
Selecionei também duas poesias que fiz quando criança, pela inocência das rimas, pela visão simples do mundo, aquela coisa boa que muitas vezes a dureza da vida vai cerceando em nós, vale a pena conferir!
O termo "Brasiluz" é uma maluquice minha, pedi licença à gramática e a ortografia para dar ao nome do meu país a luz merecida. Estou tão cansada de ver o Brasil e os brasileiros sempre ligados as mesmas coisas: futebol, carnaval e mulher, e ver esquecidas características tão nobres que não saem no jornal. Quem ilumina esse país são as pessoas humildes, generosas, aquelas pessoas com um coração tão grande que não cabe no peito, o brasileiro é hospitaleiro, receptivo e pra isso não precisa estar com os "atributos físicos" à mostra, pois é inerente ao que somos, a nossa miscigenação, é algo que vem de dentro e tem muito mais valor do que qualquer atividade capitalista.
O subtítulo "Viagem Aos Detalhes Magníficos" busca valorizar os detalhes, as belezas intangíveis, a delicadeza do corriqueiro do dia-a-dia, muitas vezes abafada pelos sons da nossa pressa!
 
Abaixo segue uma amostrinha do livro, espero que gostem e traga mais alegria ao dia de vocês hoje!
 Viagem aos Detalhes Magníficos
Um ponto de luz solar,
Um pequeno filho do sol,
Entra pela minha janela
E chega ao meu lençol,
Anunciando um dia novo
Direto da esfera de fogo!
 
Mensageiro claro nas trevas
Que invade vidas, janelas e quartos,
Luz dos raios na névoa
Derretendo a geada dos pastos,
Secando o sereno dos carros.
 
O relógio desperta!
Desperta para as obrigações,
Mas nenhuma hora é certa
Para deixar os colchões.
 
O sol é diferente!
Convida-nos para a vida
Leve e gratuitamente.
Às vezes com pingos de chuva,
Prolongando as manhãs menos quentes.
 
 
 
 
Um Beijo poético!!! Fiquem com Deus!
 
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pais, Mães, Paz e Pães



Bom tarde pessoal! Pegando carona no dia dos pais que foi no último domingo, hoje venho dividir com vocês minha experiência sobre paternidade! Não, não está errado! Poderia falar de maternidade (pois sou mãe), mas falarei como uma filha que conheceu em vários homens e mulheres a figura de um pai, em atitudes de amor sincero.
Através dos tempos, na história da humanidade, a figura do pai jamais foi inflexível, mas foi se moldado para não deixar de amar. Nós, enquanto filhos, esperamos que nossos pais supram todas as nossas necessidades, materiais, morais, afetivas e muitas vezes nos decepcionamos, pois pensamos que somos seres humanos sendo criados por super-heróis, e não é bem assim.
Somos humanos criando humanos, imperfeitos criando imperfeitos, melhorando uns aos outros, dividindo a vida e as experiências, por uma única razão: o amor. Por amor, um avô se transforma em pai, uma mãe se desdobra na tarefa de educar, um irmão mais velho amadurece mais cedo, para que os irmãos mais novos cresçam em segurança. Por amor, um pai que é homem falho, combate seus vícios, suas paixões, para ser o porto seguro do filho que procura abrigo em seus braços. Por amor, adota-se um desconhecido no aconchego do lar, dando-lhe o nome de filho.
Portanto, filhos e filhas, de pais que são pais, de avós que são pais, de irmãos que são pais, de mães que são pães (junção de pai+mãe), tenham paz e amem mais, não somos perfeitos! Amemos além da medida que fomos amados, assim seremos filhos, pais e cidadãos melhores!
Um Grande Beijo!
“Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser,
Quando você crescer?”- Pais e Filhos (Legião Urbana)


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Aspirante a Colunista Que já Sabia Rezar


ASPIRANTE A COLUNISTA QUE JÁ SABE REZAR
 
 Olá galera!! Meu nome é Grazielle, tenho 23 anos, sou caiçara de Ubatuba-Sp e minha maior paixão é escrever. Semana passada, exatamente dia 25/07/2013, acordei cedinho, e além de ter que ir trabalhar, estava um frio danado (risos). Sou muito grata pelo meu emprego, sou funcionária pública e tenho certa estabilidade, mas exatamente naquele dia, estava com vontade de escrever, não memorandos e ofícios, mas escrever a beleza da vida de forma livre, de forma leve, senti vontade de ter discriminado em meu holerite: escritora, colunista, poetisa e não “Severino  Administrativo”, ao menos por um dia.
Foi então que encontrei um anuncio antigo, do Blog Trilhas Culturais, onde a Fernanda Rocha anunciava uma vaga para colunista. Embora eu estivesse uns 4 meses atrasada para me candidatar, resolvi arriscar e escrevi o texto que segue abaixo, como se fosse um currículo descarado e atrasado, para uma vaga que eu já julgava perdida, divido com vocês o meu texto inaugural, de tema livre, que me trouxe até esse blog, e mais, me trouxe a alegria de poder compartilhar um pouquinho da minha vida com vocês, após o texto, tem uma oração que criei ( ORAÇÃO DO COLUNISTA), que tenta sintetizar o desejo de quem escreve, de se sentir compreendido, de alcançar corações, de compartilhar a vida.
 
TEXTO INAUGURAL: TEMA LIVRE
Bom dia, dia frio e bom para estar debaixo das cobertas, mas eu estou aqui, numa mesa entulhada de papel com assuntos chatos, não que papel seja ruim, adoro uma folha em branco prontinha para ganhar sentido, mas os papéis que possuo são preenchidos e têm carimbo.
Passar o dia trabalhando edifica o homem, mas passar o dia trabalhando com o que se faz de melhor, deve ser a glória do homem edificado! Ainda não tive esse dia de glória, enquanto isso, trabalho na área administrativa de uma escola atendendo o publico, atendendo telefone, elaborando documentos e fazendo poesias nas horas mais estranhas e não propícias, sou uma poetisa do inverso da vida, não contemplo paisagens, mas consigo encontrar uma realidade paralela no calor do dia-a-dia.
Enquanto não sou colunista, adquiro problemas na coluna sentada oito horas por dia, a digitar informações de controle funcional, não é genial? Brincadeiras a parte, levo com seriedade meu trabalho, tanto que, estou no meio do expediente correndo atrás dos meus sonhos, inaugurando uma página em branco do Word, para um dia inaugurar a alegria de viver das palavras.
Se a vaga de colunista já estiver preenchida, espero contente aguardar na fila, para quem sabe um dia ter a oportunidade de dedicar minhas palavras à coluna referida. Meu nome é Grazielle Maria, vinte e três anos de idade eu possuo, escrevo com empenho, pois as palavras desenham o futuro.
 
Oração do Colunista
Público nosso que estais na rede,
Bem acessado seja nosso Blog,
Venha a nós o vosso sorriso,
E bem satisfeitas as vossas necessidades,
Assim o colunista estará no céu.
O comentário vosso de cada dia nos dai hoje,
Fortalecendo nossa crença
De que quem escreve é compreendido,
E não nos deixeis cair em contradição,
Mas dizei-nos sempre o que é real.
Amém.