De dores e alegrias são feitas as Marias, Marias de fé, Marias de luz, Marias das dores disfarçadas num bom-dia.
Seria Maria das dores ou as dores que seriam de Maria? Penso que o mundo necessite dessa simplicidade, pessoas que enfrentam a vida sem perder a doçura, desistem de se cansar e continuam na luta, equilibrando lágrimas e sorrisos, buscando uma balança justa.
Se hoje sou Maria das Dores, choro a minha dor e choro a dor do mundo, que é para manter o coração úmido e não endurecido. Amanhã posso ser a Maria dos Sorrisos, florindo jardins esquecidos, dando cor ao que se apagou, distribuindo luz sem imposto: tudo de graça, estampado no rosto.
Encontre uma Maria dentro de você, todos os dias, de nome para suas dores, batize suas alegrias, seja 365 Marias, sem pretexto e 366 em ano bissexto.
Até as piores dores da vida podem se transformar em algo bom, geralmente se tornam lindas demonstrações de arte: poesia, quadro, canção. Recuso-me a desperdiçar um sentimento, que seja. Que seja puro o sentimento que deseja ganhar linhas e ensinar (talvez de forma esquisita) que a dor também pode ser bonita.
Grazielle, A Maria.
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