Retorno numa terra pouco habitada

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Olá trilheiros !!




Há anos quando os blogs de moda, de literatura eram super visitados, os blogs eram o que o Instagram é hoje em dia em termos de visibilidade. 

Final de semana eu vim aqui arrumar os marcadores, esse layout atual é um que eu mandei fazer especialmente para o Trilhas, mas quando eu decidi dar um tempo aqui e terminar com as parcerias e colunistas, eu apenas guardei esse layout junto com um backup geral do blog. Aqui ficaram apenas as resenhas de livros. 

No meio dessa pandemia me deu saudades do que o Trilhas um dia foi e por isso subi o backup completo com todas as postagens e o layout personalizado. Claro que nem tudo ficou do jeitinho de antes, mas estou arrumando do jeito que dá, postagens de resenhas ficaram duplicadas e marcadores bagunçados, foi então que comecei uma maratona de arrumar aos poucos tudo aqui. Ainda não terminei mas em breve quero ver tudo organizadinho. 




E nessa arrumação toda, revi muitas postagens que me deram saudades, que nostalgia da época que os blogs eram os Instagram de hoje em dia mas não com postagens pequenas ou stories curtinhos feitos para uma geração que não tem paciência para nada, mas sim postagens grandes, estudadas, bem elaboradas e vídeos longos no Youtube. Como preparar conteúdo para blog exigia de todos nós blogueiros, estudos, pesquisas, mas era gostoso, tanto que me deu uma saudade imensa. 

Diante disso decidi voltar a produzir esse tipo de conteúdo, mesmo que os blogs não sejam mais o foco principal, mesmo que não haja visitas por aqui, quero voltar a produzir conteúdo para pessoas que sei que existem espalhadas por aqui com tanta saudade daquela época como eu. 

Voltarei com algumas colunas que eu tinha por aqui, por exemplo: Caixa Postal que eu mostrava tudo o que eu ganhava, que chegava pelos correios e comprinhas também.  Estou pensando também em voltar com outras colunas, mas aos poucos vou anunciando por aqui. 

Estarei também no Instagram e nas redes sociais mais moderninhas mas sem deixar de produzir conteúdo completão aqui para o Trilhas Culturais.  Aguardem. 

Resenha: Sobrevivendo entre lobos

segunda-feira, 12 de julho de 2021


Autor: Bruno Apitz

Editora: Universo dos livros

Número de páginas: 464

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Em fins de março de 1945, a organização comunista secreta do campo de concentração de Buchenwald é abalada pela chegada de um garotinho de apenas três anos, trazido dentro da mala de um judeu polonês. Agora, Bochow, Krämer, Höfel, Pippig e seus camaradas do Comitê Internacional do Campo precisam enfrentar um dilema cruel - e também as consequências de suas escolhas.

Qual seria, então, a opção mais sensata: esconder a criança, arriscando todo o grupo ou enviá-la no próximo comboio com destino à morte iminente? Esse é o emocionante relato de uma história eletrizante e humana ambientada na dura realidade da Segunda Guerra Mundial.


Informações sobre o original

A primeira publicação do livro, em 1958, causou comoção intensa e rapidamente esgotou os estoques de exemplares impressos. Em razão da turbulência política que permeava a época da primeira edição e da clara intenção de Bruno Apitz quanto a retratar a vida no campo de concentração de forma deveras impiedosa, deu-se início uma série de polêmicas acerca da obra.

Apesar da situação conflituosa, a narração foi adaptada para a televisão da Alemanha oriental em 1960; transformada em um filme homônimo pelo diretor Frank Beyer, em 1963; e em 2015, adaptada novamente para a televisão, sob o mesmo título, mas dessa vez pelo diretor Philipp Kadelbach, consagrando-se uma vez mais como símbolo da resistência antifascista.

Nesta nova edição, a Universo dos Livros relança o fenômeno literário mundial incluindo os trechos que haviam sido censurados em edições anteriores.


Este livro estava na minha meta de leitura de 2021, eu li e ao mesmo tempo que reconheço que é um ótimo livro, não consigo não sentir dor nas linhas dessa narrativa. 

É angustiante ler sobre os detalhes do campo de concentração, como era organizado, como funcionava, o que os homens ali presos passavam. Com o decorrer da leitura, o coração fica apertado quando uma criança chega escondida nesse terrível lugar, a sorte é que ela encontrou pessoas do bem, pessoas que sim pensavam na própria sobrevivência e em alguns momentos questionaram suas decisões de proteger tal ser tão pequeno mas, o espírito da bondade é o que prevalecia dentro deles, para sorte do garotinho. 

Quantas vezes essa criança foi quase descoberta, e o que foi preciso para mantê-la em segredo, o desespero de quem a levou lá para dentro, e a revolta dos superiores quando descobriram que havia uma criança entre eles. 

É chocante ler sobre tamanha crueldade de seres humanos para com seres humanos, é dolorido ver que pessoas torturavam pessoas, mas é mais desesperador pensar que, embora a gente viva num país livre e democrático, sabemos que a crueldade ainda existe, que torturas ainda acontecem e pessoas ainda são mantidas presas em muitos lugares, e isso tudo fica "camuflado" numa sociedade com mil e um atrativos. 

Ao ler esse livro me deparei com reflexões a cerca do valor da liberdade para fazer coisas simples do dia a dia, com o valor de ir e vir, com o valor que muitas vezes não atribuímos às nossas "simples" vidas.

O livro é forte sim, é tenso, é triste, mas recomendo a leitura pois ele esclarece, informa, e nos tira as vendas dos olhos para uma época da história mundial que não podemos deixar que se repita.



Amor por livros - parte 1/2

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Quem me conhece um pouquinho sabe do meu amor por livros, eu não posso ver uma livraria que já quero ir entrando e comprando (mesmo que minha conta bancária fique berrando nos meus ouvidos para não mexer na carteira). 

Eu devo esse amor aos livros ao meu pai que, sem querer (ou querendo), me incentivou a isso. Mas acredito que essa relação profunda com os livros começou bem antes de aprender a ler, começou com os livros de pintura. 

Quando eu era pequenina, lembro que minha mãe comprava livros com gravuras para pintar, eu amava e digo com toda a certeza: foi aí que comecei a ter os primeiros contatos com páginas, com folhas, com um objeto que eu tinha que folear mesmo que fosse para simplesmente pintar gravuras. 

Aprendendo a ler, meu pai, todo o mês quando ia no banco pegar o seu dimdim decorrente de seu trabalho, passava na banca de revistas e me trazia gibis. E eu ia saber o que era aquilo!! Porém, aos poucos eu ia vendo, descobrindo e lendo, um atrás do outro, até que eu tinha uma caixa grande lotadinha. Eu lia e relia, eu sabia todas as historinhas que tinha em cada um deles só vendo a capa. Tinha minhas histórias favoritas e estas eu relia dezenas de vezes até decorar cada frase. Somado a isso, cresci vendo meu pai ler jornais todos os dias, da primeira à última página.


Quando eu estava chegando na pré-adolescência, parece que o dono da banca disse que eu não tinha mais idade para gibis e indicou uma revista de adolescente que meu pai comprou e me trouxe (não sei se ele entendia o que era bemmm uma revista de adolescentes, mas ele comprou minha primeira, hehehehe). Ele comprou só uma, porque em seguida ele faleceu, mas depois continuei indo na banca com minha mãe e fiz coleção de revistas de adolescentes, hehehehe. 

Parece algo bobo, mas vejo que meu amor por livros foi construído dessa forma, dos livros de pintar até as revistas de menininas em crescimento, hehehehe. Nesse período eu me aproximei de "coisas" como: páginas, folhas, textos, histórias, etc. 

Depois disso, quando já estava namorando, hoje ex sogra, que amava ler livros de romance, começou a me emprestar alguns livros e aí eu entrei num caminho sem volta, hahahahahaha, do amor por livros! Óbvio que aqui pulei os livros do ensino médio que tive que ler para as aulas de literatura, mas foram livros que li na obrigação mesmo e não por querer. 

Tempinho depois, quando entrei na faculdade de Sistemas de Informação eu precisei de um computador, afinal eu estava iniciando uma faculdade da área de tecnologia, ia necessitar de um computador em casa. Com o primeiro computador e inúmeras tarefas da faculdade, Fernandinha curiosa entrou em ação e descobriu na internet os blogs, na época eram praticamente, literalmente diários pessoais mesmo, hehehe. 

Da leitura para a escrita, e foram tantos blogs criados e apagados, até que um dia, nas férias de verão da faculdade, eu sem nada para fazer fiquei vagando na internet em blogs e num deles tinha um desafio: escolher um personagem de algum livro e criar uma entrevista para esse personagem, tinha um porquê esse desafio, mas na hora nem dei bola, fiz e enviei. 

Dias depois, tinha um e-mail da dona do blog dizendo que eu tinha sido selecionada para ser colunista do blog dela, colunista de entrevistas com autores, era o blog Bookaholic. Oie? Quem? Eu?  Entrei em choque, nunca imaginava nada daquilo, eu era mega tímida, como assim eu fazer entrevistas mesmo que por escrito? E detalhe: aquele era o último dia que eu tinha para responder senão iam escolher outra pessoa. No susto mesmo aceitei. E aqui começa outra fase da minha vida de leitora que vou contar em outra postagem.

Reflexões - meu aniversário

domingo, 6 de junho de 2021


Hoje eu faço aniversário, 06/06, uma data fácil de lembrar, mas o que mais recordo nessa data é de tudo o que eu vivi até agora. 

Como costume, faço uma análise do último ano que passou e hoje farei aqui no blog. 

Durante alguns anos de minha vida eu não estava muito na empolgação de comemorar, os motivos sei bem quais foram, mas não entrarei em detalhes aqui. O que sei é que de 2019 para cá decidi comemorar sim, cada ano que eu estou viva, cada passo que dou na vida, cada tentativa de acerto e cada erro e o aprendizado que cada um deles me trouxeram. 



Estamos no segundo ano da pandemia do Coronavírus e este sendo meu segundo aniversário que comemoro apenas com as pessoas de casa (estou seguindo de maneira bem rígida a quarentena), mesmo assim está sendo um aniversário com energias boas ao redor, com paz, recebendo muito carinho de amigos, e para mim isso que importa. 

Quanto aos objetivos de vida, não vou mentir dizendo que estou onde e na maneira que eu gostaria, não estou e isso por muito tempo me incomodou a mente pois eu tinha pressa em realizar meus sonhos, eu tinha pressa em caminhar, eu tinha pressa em conquistar. Porém, quanto mais pressa eu tinha mais presa no mesmo lugar eu ficava, parecia uma tortura e levei anos para entender que a chave do caminhar é não ter pressa. Aprendi e desapeguei (mas não totalmente ainda hehehe), hoje evito pensar no destino, hoje foco sim é no próximo passo que posso dar e desde que eu comecei a pensar assim as coisas começaram a se mover na minha vida. 

Estou numa fase literalmente de recomeço de vida, em todos os sentidos, ou quase todos. Tenho ainda muitos fantasmas para espantar da minha mente, mas posso dizer que depois de muito tempo eu não os deixo mais me assombrarem e me impedirem de caminhar. Alguns deles podem até existirem, mas não são impedimentos para que eu dê o próximo passo. 



Cada dia que passa vejo o quanto já perdi tempo com coisas que não me traziam benefício algum, aprendi que:

- vida ao vivo e a cores pode existir perfeitamente com a online de maneira saudável, desde que encontremos o equilíbrio;

- que o botão para a vida se movimentar se chama "calmaria" e o botão "pressa" na verdade aciona os freios e não o acelerador;

- que tudo o que é demais causa estragos, inclusive doces, hehehe;

- que enquanto eu quiser a aprovação dos outros eu nunca vou me sentir bem;

- que sonhos mudam muitas vezes;

- que podemos estar trilhando uma linda estrada mas se o destino quiser, ele coloca uma curva do nada na nossa frente e força a gente pegar outro destino. Precisamos confiar nele, ele sabe o que está fazendo;

- que se negamos a entrar na curva acima, ela vai nos perseguir pelo tempo necessário até a gente seguir o caminho "sugerido";

- que tirar de nossas vidas pessoas que não estão nos fazendo bem é uma das melhores decisões que podemos tomar;

- que procurar ajuda quando precisamos não é vergonha, mas sim ato de coragem;

- que nem todos ao nosso redor vão entender nossas necessidades;

- que quem tem que acreditar em nossos sonhos é nós, somente nós;

- que recomeçar quantas vezes for preciso é um ato de amor à nós mesmos;

- que às vezes nosso jeito de ser é mais antigo do que a época que vivemos ou muito mais à frente de nossa época atual e está tudo bem;

- que bens materiais podem ser meros meios de ter momentos felizes mas que ter momentos felizes não depende de bens materiais;

- que quando algo ruim acontece coletivamente, só conseguimos avançar e ultrapassar esse momento ruim se darmos as mãos uns aos outros e fazermos nossa parte;

- que rico e pobre estão sujeitos às mesmas doenças e que o fim de todos é igual;

- que respirar fundo e contar até 100 pode ser a melhor forma de evitar arrependimentos futuros;

- que todos nós temos dias ruins;

- que errar é inevitável;

- que abraços, beijos, palavras de carinho nunca são demais. Exceto para época atual de pandemia que beijos e abraços estão temporariamente fora da área de cobertura;

- que devemos aprender a ouvir nosso corpo;

- que quando o corpo grita que está com sono ou cansado, devemos respeitar e apertar o botãozinho stop (sempre que possível);

- que os animais são anjos encarnados no nosso planeta;

- que caráter nada tem a ver com o montante acumulado na conta bancária;

- que agradecer todos os dias pelas coisas que temos e que estão acontecendo é a melhor forma de atrair mais motivos para gratidão;

- que a lua e as estrelas são as melhores lâmpadas durante a noite;

- que a melhor coleção é a de bons momentos com quem gostamos;

- que quando aprendemos a escutar nossa alma e seguimos o que ela fala, nos libertamos;

- que o sorriso, o pensamento positivo, a gentileza são essenciais para termos dias leves apesar de toda a correria e obstáculos que possam surgir;

- que magia existe e está disfarçada como: gratidão, natureza, pensamentos elevados, paz interna;

- que às vezes o remédio para dor de cabeça pode ser colocar para tocar aquela música que amamos e dançar no meio da sala;

- que a vida é feita de ciclos e precisamos respeitar cada um deles;

- que conquistas são sementes que plantamos de respeito, gentileza, persistência, confiança, fé, disciplina;

- que o melhor combustível para nosso corpo é o que for mais natural possível;

- que temos uma força imensa e normalmente só descobrimos ela quando ultrapassamos nossa zona de conforto ou quando a vida nos presenteia com um desafio que faz a gente se sentir sem chão;

- que cada dia pode ser o último de nossas vidas ou da vida de quem gostamos;

- que estresse é acúmulo de muitas coisas que precisamos tirar de nossas vidas e que em alguns casos, não tem nada a ver com o motivo que pensamos ser o responsável por ele;

- que a vida fica leve quando regamos tudo que é importante para nós;

- que disciplina não nos prende mas sim nos liberta;

- e que eu poderia ficar horas e horas aqui digitando e sempre teria algo a compartilhar pois todos os dias eu vivo, eu aprendo, eu evoluo.

 

Vida não tem a ver com o que compramos, com os títulos que temos, mas sim com o que somos e com quem estamos constantemente nos tornando através das infinitas transformações que vivemos.

Se cada um de nós vivesse de forma consciente cada minuto do dia, tirando de nossas vidas tudo o que não nos faz bem (e é possível retirar), se nutríssemos sentimentos bons dentro de nós e nossa preocupação fosse seguir nossa essência, certamente nos sentiríamos muito melhor, seríamos mais felizes e teríamos uma jornada de vida muito mais feliz. O lado bom de tudo isso é que sempre é tempo de agir assim. Eu estou colocando isso em prática, e entre meus erros e acertos, quero cada vez mais colecionar momentos bons, momentos felizes ao lado de quem é importante na minha vida.

Agradeço ao Universo por mais um ano viva, por chegar até aqui com saúde e livre desse vírus, agradeço por não ser a Fernanda de 5, 15, 10 anos atrás e por ter certeza que não serei a Fernanda do próximo ano, a de 5, 10 anos à frente. Não quero só aprender, quero colocar em prática tudo o que aprendi, quero fazer dos meus anos que ainda tenho pela frente a melhor versão da minha vida.

 

Resenha: Vai lá e faz

quinta-feira, 3 de junho de 2021

 


Autor: Tiago Mattos

Editora: Belas Letras

Número de páginas: 431

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O mundo está cheio de histórias de empreendedores que começaram do nada. Tiago Mattos, um dos maiores futuristas brasileiros, formado pela Singularity – a universidade erguida no Vale do Silício pelo Google em parceria com a Nasa – vai te mostrar neste livro que, sim, você pode criar uma empresa bem-sucedida do zero se tiver o mindset certo e entender como o mundo está mudando. Porque nunca foi tão fácil fazer. Nunca foi tão fácil fazer um livro, uma música, um filme, uma reunião dos colegas do ensino médio, uma passeata, um partido político, uma casa, um carro, uma declaração de amor, uma viagem ao redor do mundo. Nunca foi tão fácil fazer uma empresa. Nunca foi tão fácil entender que ninguém fará o mundo que você quer por você. Só você.

Este livro foi indicação da minha amiga Andrea, aproveito e agradeço muito a sugestão. 

Antes de começar a ler o livro eu imaginei que ia me deparar com dicas de empreendedorismo mas algo para pessoas com um nível inicial de experiência já formado.

Ao iniciar a leitura me vi diante de um livro super agradável de ler, fonte super agradável aos olhos, formatação feita de uma forma que não cansa a visão nem deixa o leitor entediado. O livro possui esquemas, gráficos e os assuntos são organizados de forma direta, ou seja, sem enrolação e em tópicos o que facilita muito a leitura. Formatação nota 10!

Sobre o conteúdo me surpreendi quando me deparei com uma breve explicação sobre a história da humanidade que foi dividida em três grandes eras: a agrícola, industrial e da informação (único spoiler que darei). Cada uma, obviamente, tem certas características já conhecidas por mim mas no livro tive um novo entendimento sobre cada uma delas no instante que refleti muito sobre o comportamento da população nessas eras e o que elas trouxeram de "herança" para a humanidade tanto de formas de fazer algumas coisas quanto de comportamento também, a parte referente à educação atual foi algo que eu nunca tinha pensado (não entendeu? leia o livro!). 

Durante a leitura também somos convidados a refletir sobre as mudanças que estão ocorrendo desde sempre em nossa história,  nas divisões de eras e em como essas transições de uma para outra foram feitas e em qual momento estamos vivendo. Somos levados a entender o que está ocorrendo hoje com o mundo e nas mudanças inevitáveis que algumas pessoas já está assimilando e que outras ainda possuem receio ou até desconhecimento em realizar. 

Somos também esclarecidos sobre os tipos de empreendedores e dicas do que fazer e do que não fazer para quem quer começar a empreender, um passo a passo não com fórmulas mágicas mas com sugestões de direção. 


Esse livro para mim foi mais do que um livro que fala de empreendedorismo, esse livro fez cair por terra alguns julgamentos que eu tinha de mim mesma, julgamentos não muito bons, mas que ao ler o livro fez eu me sentir "normal" e perceber que esses julgamentos não tinham razão para existir, eu apenas não tinha encontrado meu caminho, mas ao ler o livro senti algo tão bom dentro de mim.

Com a leitura desse livro sinto como se eu tivesse encontrado minha turma, e por diversas vezes durante a leitura eu falava baixo para mim mesma coisas como "é isso que eu penso e ninguém entende", "e eu achando que eu era a diferentona que em nada se enquadrava e que por isso o problema era comigo", "mas isso é tão claro para mim, porque ninguém entende?", etc, etc.

Você pode não querer empreender, mas se você trabalha, ou vai começar a trabalhar, leia esse livro pois ele abre a mente e pode ser que você entenda muitos pensamentos que você tem e as pessoas ao redor não tenham. 

Resenha: Nós Somos A Mudança Que Buscamos - Os discursos de Barack Obama

terça-feira, 18 de maio de 2021


Autor: Barack Obama (Autor), E. J. Dionne Jr., Joy-Ann Reid (Editores)

Editora: Best Seller

Número de páginas: 322

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Sinopse:

Reunindo 27 dos seus melhores discursos, “Nós somos a mudança que buscamos” é um livro tocante e contundente que nos permite ter contato com a essência do pensamento do ex-presidente

Barack Obama entrou para a história dos Estados Unidos da América por muitos motivos, entre eles, ser o primeiro presidente negro de um país que registou uma das mais longas e infames segregações raciais do planeta e por sua eloquência comparada a poucos dos seus antecessores. Impulsionado pela própria capacidade de mudança e capaz de persuadir outros tantos a mudar, Obama marcou uma era de ressignificação do ideal americano e busca por um mundo mais justo e igualitário. Seus discursos são um convite para a esperança em um contexto atribulado que só será transformado com a firme crença na melhora e pelo desejo de mudança vivo em cada um de nós.


Este foi o primeiro livro sobre Barack Obama que eu li. 

Começar por este livro, lendo os discursos dele considerados mais impactantes, os melhores, foi uma boa forma de começar a entender os ideais, valores dele. Ao ler esses discursos aprendemos muito com os argumentos que ele usa buscando despertar nas pessoas o senso de importância de assuntos como racismo, religião, melhoria de vida das pessoas. 

Ele tenta despertar nos ouvintes a importância do querer mudar, do sentimento de que os cidadãos unidos em prol de uma américa melhor podem sim ser a mudança que tanto sonham. Ele acredita nessa união, acredita que todos são iguais, também fala da igualdade nas religiões. Nesses discursos ele compartilha um pouco de sua vida, de sua infância, de sua jornada de vida. 

Obama tem um talento nato para convencer pessoas, para despertar nas pessoas o apoio nas causas que defende através de sua fala e ler os discursos dele dá uma amostra desse talento e desperta mesmo para nós que não somos norte americanos, a vontade de lutar por mudanças, a vontade de vestir a capa da esperança e se dedicar a construir um mundo melhor.  

Lendo esse livro, que li no Kindle, senti em certo momento uma sensação que não estamos fazendo nem 20% do que poderíamos, tive uma sensação de desperdício de dias com tarefas tão irrelevantes e tive a vontade de repensar minhas tarefas, tive vontade de repensar minhas leituras, meu tempo no celular, meu tempo de lazer (que sim é de extrema importância) e de tentar fazer minha parte para um mundo melhor, mesmo que minha parte seja bem pequena mas, ter algo maior na vida, um objetivo que vá além do meu mundo particular. Não sei se foi esse o objetivo desse livro, mas em mim despertou tudo isso. 

Super recomendo a leitura que é muito construtiva e realmente vale a pena cada minuto gasto nela. 

Resenha: A Origem

segunda-feira, 3 de maio de 2021


Autor: Dan Brown

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 432

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Sinopse:

De onde viemos? Para onde vamos?

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".

O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.

Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo. 


Dan Brown, sou suspeita para comentar sobre os livros dele pois gosto muito da escrita desse autor. Inclusive ele é um dos autores que faço questão de ter todos os livros na minha estante. 

Nesse livro em particular, eu gostei, mas não entrou para minha lista de "Top livros de Dan Brown", talvez a narrativa detalhada de obras de arte, área que tenho quase nenhum conhecimento, tenha sido a responsável por isso. 

Sobre os personagens:

Robert Langdon é um personagem muito interessante, culto, observador e que não foge das aventuras quando o motivo tem boas justificativas. 

Edmond Kirsch é o personagem que reina em toda a história e isso devido "apenas" à descoberta dele, não necessitando de sua atuação até o final da narrativa, apesar que, ele atua não atuando...bom, vocês vão entender quando lerem.

Ambra Vidal, mulher forte, independente e ao mesmo tempo delicada, noiva do príncipe da Espanha, passa por cima de certas convenções para ir em busca das respostas que acredita serem importantes. 

E não podemos esquecer de Winston, o computador! Isso mesmo, há um personagem que é uma máquina, brilhantemente inteligente, sempre disposto a ajudar seu inventor e todos aqueles que estão ao lado dele, buscando em segundos soluções rápidas para todos os problemas que aparecem, eu simplesmente achei muito gut gut o Winston durante grande parte da história, é... pois é, mas não é totalmente verdade isso. 

Entre outros personagens, todos têm espaço especial cada um com sua importância, o que causa uma dinâmica nada cansativa de acontecimentos.

A história descreve, aos poucos, a vida de Kirsch, da paixão dele por tecnologias e sobre a descoberta que a princípio seria mostrada num grande evento no início do livro, porém, acontecimentos inesperados ocorrem e a partir daí começa a corrida contra o tempo, ou contra os guardas, para revelar o que não foi, para revelar o que o mundo está querendo saber. 

Nessa corrida, tecnologia, história e arte se misturam, alguns personagens aparentam ter relação com tudo de ruim que está acontecendo, não se sabe em quem confiar, ou se está confiando demais em outros. Lugares conhecidos mundialmente são descritos em detalhes, e a lealdade para com os amigos é colocada em prova todo o tempo. 

O final do livro me surpreendeu muito principalmente numa parte específica (mas claro que não vou dar spoiler), e todas as questões levantadas na tão esperada revelação me fez refletir durante e após a leitura.

Apesar, de como eu já mencionei, este livro não estar na minha lista top, eu gostei muito dele, vale muito a pena a leitura e reflexão de todos os temas abordados nele. 




Cai no planeta errado, só pode!

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Até quando o ser humano vai achar que é invencível? Até quando vai achar que com ele não acontece nada, ou que ele não se importa se algo ruim acontecer? Até quando o ser humano vai achar que tudo é culpa dos partidos, dos políticos, do governo, do tempo, da natureza, do Gasparzinho, dos gnomos? Até quando o ser humano vai achar que não tem controle sobre si mesmo e que tudo o que acontece é sinal divino?

De uma vez por todas o ser humano precisa acordar para muitas coisas: 

- que NÃO é invencível coisa nenhuma;

- que com ele pode acontecer muitas coisas sim;

- que ele tanto se importa se algo de ruim acontecer com ele sim que quando a coisa aperta, que quando está hospitalizado e os médicos expressando sem querer no rosto um "não tem mais volta", ai rezam e fazem promessas que não vão cumprir para voltar a vida normal;

- que os partidos políticos podem ter muita coisa para evoluir mas partidos são compostos por pessoas e que não tem responsabilidade pelos atos que o ser humano em questão pratica;

- que os políticos só vão nos explorar se deixarmos;

- que o governo não é uma pessoa mas que escolhemos pessoas para governar onde vivemos;

- que o tempo, a natureza são influenciados por nossas atitudes e se estamos destruindo a natureza, como queremos que ela nos retribua com doçura?

- Gasparzinho, gnomos e turminha não tem nada a ver com a falta de responsabilidade e noção de comunidade que devemos ter. 

O ser humano tem um péssimo hábito de culpar os outros, de quando faz algo bom quer receber os méritos, mas que quando faz merda joga a culpa em qualquer coisa o mais rápido possível. O ser humano quer ser tratado com educação, respeito, maturidade sendo que age sem educação, sem respeito nem com outras pessoas, nem com animais, plantas e que as atitudes mostram que está longe de ser um adulto de verdade. O ser humano age como uma criança mimada que se nega a crescer. 

Será que só com transplante de cérebro para o ser humano perceber que não é ninguém sozinho, que precisamos um dos outros para viver e que precisamos sim ter esse senso de comunidade onde um vai ajudar o outro, onde um será educado com o outro e as diferenças serão tratadas com uma boa conversa? Tudo é tão óbvio, tudo está na nossa frente, a saída para acalmar o ódio, a saída para acalmar esse dito vírus que só fica cada vez mais forte graças a irresponsabilidade de muitos, a evolução chegou, as informações chegaram, mas é preciso que cada um se mexa, saia da zona de conforto e faça sua parte. Será que é tão complicado cada um ver que todos nós temos responsabilidade pelo o que acontece na nossa volta?  

Não sou perfeita, ninguém é, e mudar, sair da zona de conforto dói, machuca, é desconfortável mas precisamos passar por isso!! Precisamos ir lutar e fazer nossa parte, a evolução do mundo depende de todos nós e não somente de alguns. Não adianta, precisamos vestir a roupa, "pegar as armas" e ir pro campo de batalha, não tem jeito não, precisamos tomar consciência da nossa parcela de responsabilidade. 

Porém ao ver a grande maioria ignorando tudo isso me pergunto: será que cai mesmo no planeta certo? Porque vendo achando que meu destino era outro, que a nave espacial fez uma curva brusca, que a porta estava aberta e eu despenquei lá de cima aqui. Não sou mais evoluída que ninguém mas tenho mais consciência da minha responsabilidade se me comparo a muitas pessoas sim. 

Próxima nave espacial que passar aqui no planeta: me dê uma carona, porque o povo aqui não quer entender nem através de desenho, nem diante de pandemia.