Resenha: Aprendizados
Autor: Gisele Bündchen
Editora: BestSeller
Número de páginas: 238
Sinopse:
"Conheça além da imagem pública de uma das brasileiras mais respeitadas do século. A caminhada de Gisele Bündchen começou no Rio Grande do Sul, numa casa com cinco irmãs, jogando vôlei e resgatando cães e gatos de rua. Nessa época, a carreira dos sonhos de Gisele estava bem longe das passarelas e mais próxima das quadras de vôlei. Mas, aos 14 anos, numa viagem a São Paulo, o destino interveio e colocou um olheiro em seu caminho. Gisele se tornou um ícone, deixando uma marca permanente na indústria da moda. Porém, até hoje, poucas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer a verdadeira Gisele, uma mulher cuja vida privada é o oposto de sua imagem pública. Em Aprendizados, ela revela pela primeira vez quem realmente é e quais ensinamentos, em seus 38 anos, a ajudaram a viver uma vida com mais significado. Uma jornada da sua infância de pés descalços em Horizontina à carreira internacional, à maternidade e ao casamento com Tom Brady. Uma obra que demonstra grande sinceridade e vulnerabilidade, Aprendizados revela a vida íntima de uma mulher extremamente pública."
Um livro recheado de fotos e de aprendizados como o próprio título diz. É com essa mistura que uma das maiores modelos do mundo compartilha um pouco de sua vida desde a infância, até a vida de casada com filhos longe das passarelas.
Gisele começa o livro falando da sua família, infância e do fato que ela não tinha o sonho de ser modelo não, mas percebemos que era o destino. Ela fala de muitos aprendizados que teve em casa, com pais trabalhando e 5 irmãs. Nessa parte algo fica muito claro para o leitor: o que a Gisele é, o que conquistou e o que ela quer passar ao mundo tem raízes na família. Paralelo com as oportunidades que se abriram para ela com a carreira de modelo, a família dela esteve sempre muito presente mesmo morando em lugares diferentes.
Mas quem pensa que sempre foi tudo glamour se engana, Gisela fala das dificuldades encontradas no início da carreira, os vários e vários nãosssss que recebeu, os lugares que morou que nem sempre eram o que ela gostaria, falou das distrações de festas que outras modelos curtiam e ela, ao contrário, curtia era ficar em casa. Foco, dedicação, humildade são alguns assuntos citados no livro.
Mas nem tudo é perfeito, ela fala também da fase de comer muita coisa nada saudável, fala da pressão e correria que vivia e o quanto esse conjunto fez mal a ela, tanto que ela entrou em uma fase nada boa em sua vida, no livro ela detalha como foi essa fase ruim.
A solução porém, estava em estilo de vida mais saudável em vários sentidos e é ai que um estilo de vida mais saudável entra na vida de nossa querida modelo. E nesse relato foto não podia faltar a cachorrinha Vida, como Gisele a encontrou, como trouxe para sua rotina e como esse bichinho transformou sua vida.
Além de tudo isso tem muito mais nesse livro que inspira e ensina. Diferentemente do que podemos imaginar, vida de modelo nem sempre é glamour, nem sempre é capas de revista e desfiles belíssimos, existem muitos obstáculos por trás, existem dezenas e dezenas de nãos, existem caminhos não muito indicados, existe necessidade de equilíbrio.
Gisele de uma forma simples e envolvente fala de suas fases boas e ruins e passa muitas reflexões através de seus ensinamentos de vida. Com certeza absoluta um livro que ensina muito e faz a gente refletir. Entrou para minha lista de favoritos.
Trechos de livros #4
Olá!
Abaixo trechos do livro Nós Somos A Mudança Que Buscamos - Os discursos de Barack Obama, resenha aqui.
Resenha: Nós Somos A Mudança Que Buscamos - Os discursos de Barack Obama
Autor: Barack Obama (Autor), E. J. Dionne Jr., Joy-Ann Reid (Editores)
Editora: Best Seller
Número de páginas: 322
Sinopse:
Reunindo 27 dos seus melhores discursos, “Nós somos a mudança que buscamos” é um livro tocante e contundente que nos permite ter contato com a essência do pensamento do ex-presidente
Barack Obama entrou para a história dos Estados Unidos da América por muitos motivos, entre eles, ser o primeiro presidente negro de um país que registou uma das mais longas e infames segregações raciais do planeta e por sua eloquência comparada a poucos dos seus antecessores. Impulsionado pela própria capacidade de mudança e capaz de persuadir outros tantos a mudar, Obama marcou uma era de ressignificação do ideal americano e busca por um mundo mais justo e igualitário. Seus discursos são um convite para a esperança em um contexto atribulado que só será transformado com a firme crença na melhora e pelo desejo de mudança vivo em cada um de nós.
Este foi o primeiro livro sobre Barack Obama que eu li.
Começar por este livro, lendo os discursos dele considerados mais impactantes, os melhores, foi uma boa forma de começar a entender os ideais, valores dele. Ao ler esses discursos aprendemos muito com os argumentos que ele usa buscando despertar nas pessoas o senso de importância de assuntos como racismo, religião, melhoria de vida das pessoas.
Ele tenta despertar nos ouvintes a importância do querer mudar, do sentimento de que os cidadãos unidos em prol de uma américa melhor podem sim ser a mudança que tanto sonham. Ele acredita nessa união, acredita que todos são iguais, também fala da igualdade nas religiões. Nesses discursos ele compartilha um pouco de sua vida, de sua infância, de sua jornada de vida.
Obama tem um talento nato para convencer pessoas, para despertar nas pessoas o apoio nas causas que defende através de sua fala e ler os discursos dele dá uma amostra desse talento e desperta mesmo para nós que não somos norte americanos, a vontade de lutar por mudanças, a vontade de vestir a capa da esperança e se dedicar a construir um mundo melhor.
Lendo esse livro, que li no Kindle, senti em certo momento uma sensação que não estamos fazendo nem 20% do que poderíamos, tive uma sensação de desperdício de dias com tarefas tão irrelevantes e tive a vontade de repensar minhas tarefas, tive vontade de repensar minhas leituras, meu tempo no celular, meu tempo de lazer (que sim é de extrema importância) e de tentar fazer minha parte para um mundo melhor, mesmo que minha parte seja bem pequena mas, ter algo maior na vida, um objetivo que vá além do meu mundo particular. Não sei se foi esse o objetivo desse livro, mas em mim despertou tudo isso.
Super recomendo a leitura que é muito construtiva e realmente vale a pena cada minuto gasto nela.
Resenha: De Bagdá, com muito amor
Querido John
Como escrever uma coluna sobre livros e filmes e não mencionar Nicholas Sparks?
Impossível, não?
Sempre que eu me deparo com um lançamento deste autor, a frase que me vem à cabeça é da música de Tom Jobim: "eu sei e você sabe que a distância não existe. Que todo grande amor, só é bem grande se for triste".
Assim é o bom e velho Nick. Embora seja um autor previsível, também é sensível e sabe como lacrimejar os olhos mais secos. E Hollywood que não é boba nem nada já enxergou esse potencial para comover multidões. Caixas registradoras façam ding ding! $$$
Querido John é uma história que cumpre bem sua promessa: um amor bem grande e bem triste. Assim: garoto militar conhece garota perfeita na sua licença, se apaixonam intensamente mas ele precisa partir. O amor se fortalece por cartas, ele volta, eles juram fidelidade contudo ele precisa voltar ao Afeganistão. E é lá que ele recebe uma carta de despedida.
Não sei dizer o que eu achei da história em si, talvez porque eu odeie tanto a Savannah que ela turva meu julgamento. Sim, isso mesmo, eu ODEIO a mocinha. Sabe aquelas pessoas metidas a santa que parecem verdadeiras aparições e que não lembram em nada seres humanos? E sabe quando essas sonsas revolvem fazer uma m#$@ muito grande e depois ficam chorosas e melancólicas? Assim é ela, tanto no livro quanto no filme.
O que mais me agradou no livro foi que o peso das decisões um tanto quanto aventadas da Savannah tiveram consequências em seu futuro. Ela envelheceu antes da hora, endureceu e criou hábitos viciosos (ou seja viveu o arrependimento), ao passo que no filme... Ela continuou sendo a vítima (etérea e tola)! Só que não! Ponto para o livro.
No entanto, quanto ao John, que no filme foi lá e confrontou o amor de sua vida, querendo explicações e sendo humano, já no livro foi de uma abnegação irritante que contribuiu e muito para o final melancólico.
E é claro, que na adaptação para as telonas, o final foi mais esperançoso. Ao passo que quando fechei o livro me sentia socada no estômago, tipo: cara, é isso? Vai acabar assim? O que é bom, porque faz você ficar refletindo na leitura. Me coloquei no lugar dos dois umas vinte vezes e reescrevi as decisões deles milhões de vezes na minha cabeça.
No fim das contas, não se trata de nenhuma história inesquecível, nem para o cinema, tampouco para a literatura. Mas ambos valem ser prestigiados, pois te fazem refletir sobre o poder das palavras depois de lançadas. Neste caso, escritas.
Feliz 2014!












