O valor do nosso trabalho

domingo, 13 de dezembro de 2020

  


Vejo tantas pessoas em nosso país reclamarem do salário, do (a) chefe, do trabalho, disso e daquilo, vejo empresários ou pessoas em cargo de chefia reclamarem de seus subordinados, vejo um país onde o povo reclama pois não ganha o suficiente para viver.

Porém, vejo também pessoas com medo de serem demitidas e aguentando xingamentos de seus chefes, vejo pessoas humilhadas, trabalhando em péssimas condições de trabalho com medo de perderem o emprego e não terem como colocar comida em suas mesas. Nosso país vem sendo explorado desde o seu descobrimento e nosso povo carrega essa energia inconscientemente, carrega essa "herança" da exploração e talvez por isso esse comportamento de serem humilhados, ganhando mal e baixando a cabeça.

Precisamos mudar esse cenário e isso se faz com cada trabalhador dando mais valor à sua força de trabalho, isso se faz com não aceitar assédio moral no ambiente de trabalho e não digo que quem sofre isso deve brigar, dar porrada, não, nada disso, mas essas pessoas devem com educação se impor e exigir respeito. Cada um de nós tem valor, cada tarefa que fazemos por mais simples que pareça deve ser valorizada e quem deve reconhecer esse valor em primeiro lugar é nós mesmos.

Devemos dizer não ao assédio moral e a todos os outros assédios que por ventura ocorrem, nesse caso, estamos falando do ambiente de trabalho.

Devemos dizer não às horas extras que viram rotina e não algo que precisa ser realizado de vez em quando, porque sim, de vez em quando pode ser necessário, mas isso deve ser exceção e não regra e claro, deve ser remunerado.

Devemos dizer não a atividades que fogem do que foi combinado ser realizado no contrato de trabalho, na contratação.

Devemos dizer não à salários que sabemos que estão muito abaixo do mercado.

Devemos dizer não a falta de respeito, de educação por parte de chefias e colegas.

Devemos dizer não a "favores" a serem feitos em finais de semana ou feriados, a não ser claro, que tenha sido de comum acordo na contratação.

Devemos dizer não a não valorização de nossa mão de obra.

O país precisa de trabalhadores, se todos se unirem e valorizarem a si mesmos, quem contrata não terá outra opção a não ser valorizar também.

Entendo que muitos têm medo de agirem assim, afinal, se não se submeterem a certas situações exploradoras, serão demitidos e não terão o que comer. Mas a construção desse valor não precisa ser radical, pode ser aos poucos, usando argumentos e conversas francas e respeitosas. Quando fazemos um bom trabalho e somos respeitosos com quem nos contrata, não há porque essa pessoa nos prejudicar e se assim fizer, saiba que está se livrando e não perdendo.

Precisamos perder esse medo de nos dar valor, precisamos perder esse medo de enfrentar, com respeito e conversas educadas, nossos superiores. Eles não são monstros, eles não são deuses que irão nos julgar e nos condenar pelo resto da vida, eles são seres humanos que testam seus funcionários até onde esses permitirem e da forma que permitirem. Ninguém pode destruir nossa autoestima, nossa vida, nossos sonhos se não dermos autorização.

O brasileiro precisa se valorizar mais, procurar menos brigas e mais entendimentos, precisa ver que numa entrevista de emprego não é apenas o contratante nos entrevistando, mas também nós que devemos entrevistar o contratante para saber sobre a empresa, o que ela nos oferece e como será nossa função. Precisamos também entrevistar quem nos contrata para saber se aquele lugar que estão nos oferecendo uma vaga de emprego é um lugar que se encaixa nos nossos requisitos de onde queremos trabalhar, pois não é apenas nós que devemos nos encaixar nos requisitos de uma vaga, esta mesma vaga precisa nos encaixar nos nossos requisitos de onde queremos passar horas e horas do nosso dia. Mas para quem não tem esses requisitos e qualquer coisa serve, bom, para esses qualquer exploração, qualquer salário, qualquer assédio também serve.

Nós temos o poder da valorização de nosso trabalho, de nossas vidas. Vamos cortar os laços com nossos antepassados que foram tão explorados, vamos honrar eles sim, vamos conservar a garra e demais valores positivos mas vamos deixar no passado o comportamento de serem explorados. Eles foram explorados, não tinham muitas escolhas, nós temos, nós não precisamos dessa exploração. Vamos entregar ao passado esse sentimento e vamos construir um novo legado, do respeito, da valorização de nossa mão de obra, vamos construir um novo passado para a futura geração.

Quem nos representa

domingo, 29 de novembro de 2020

Domingo, dia de segundo turno nas eleições municipais e dia de muitas brigas e de muitas alegrias. De um lado a felicidade da vitória naquele candidato que acreditamos e votamos, de outro a revolta dos que votaram em quem perdeu. Há! Mas tem ainda o grupo de quem acredita que ninguém deveria ter ganhado. Sim, devemos respeitar o modo de pensar de cada um, porém também devemos deixar de sermos orgulhosos e analisar a situação com clareza. 


Quantos de nós já reclamou do nosso país? Quantos de nós quer e quer isso ou aquilo dos governantes? E quantos de nós entendem o que é o voto? Quantos povos não possuem essa alternativa de escolher seus governantes! Quantos povos não tem a liberdade de decidir quem vai cuidar de sua casa, de seu país! Hoje, como foi à 15 dias atrás, não será 1 candidato que irá ganhar nas cidades com 2° turno, mas será sim a consciência, será a liberdade de escolha, será sua reflexão de escolher 1 candidato para representar sua cidade. Precisamos amadurecer e ver com clareza a importância do voto. Nosso povo (e isso inclui todos nós), precisa sair da adolescência e ir para a vida adulta, vida adulta que pede reflexão, vida adulta que pede batalha, vida adulta que pede que defendemos não 1 candidato mas sim uma melhor administração de onde moramos. 

Portanto hoje, independente de quem ganhar, vamos enviar boas vibrações para que essa pessoa faça bom uso do cargo que vai ocupar e se caso não fizer, vamos cobrar. Somos 1 povo abençoado por morarmos em 1 terra onde podemos escolher quem vai administrar nossa cidade, nosso estado, nosso país! Vamos sair de nossas confortáveis posições cômodas de só criticar e vamos fazer nossa parte, nós podemos, nós temos esse direito. 

Se queremos ser tratados como pessoas adultas, se queremos ser tratados como respeito, vamos respeitar, vamos defender onde moramos com argumentos e vamos fazer nossa parte com coerência. Precisamos entender que não é a pessoa X que governa nossa cidade, quem governa é o povo que é representado pela pessoa X. Vamos acordar para os direitos que temos, vamos lutar por eles, essa luta é nossa! 

OBS: não é porque a eleição acabou que vamos esquecer da importância de conhecer em quem vamos votar, não é porque a eleição acabou que vamos fechar nossos olhos para fiscalizar quem nos representa, todo dia é dia de mudarmos nossas atitudes e ajudar esse país a ser um lugar melhor para se viver. Lembrem: não serão os governantes que vão mudar nosso país, quem muda é o povo e o povo somos todos nós. 

Resenha: A sabedoria da transformação

terça-feira, 1 de setembro de 2020
Autor: Monja Coen
Editora: Academia
Número de páginas: 190



Sinopse:

Neste livro, Monja Coen, missionária oficial da tradição Sôtô Zenshû para o Brasil, convida o leitor a lançar um olhar sobre si mesmo e a rever valores e conceitos. Num texto leve e bem-humorado, conta fatos históricos e situações cotidianas, fala de personagens ilustres e de pessoas comuns. A sabedoria da transformação procura nos conscientizar da importância de refletir sobre as nossas atitudes no dia a dia, para que, fazendo o nosso melhor, possamos ser
a transformação que desejamos ver no mundo.

Buscar a paz interior e, consequentemente a felicidade, é uma meta a ser conquistada. Através do desa o da vida humana, podemos encontrar um caminho de prática que nos leve ao nosso eu verdadeiro para desfrutarmos de uma vida simples e feliz.

Monja Coen, neste livro, nos presenteia com um texto claro e objetivo, recheado de amor ao próximo. Através de re exões sobre acontecimentos ocorridos e experiências vividas, a autora ajuda ao leitor a refletir sobre suas atitudes e a buscar a transformação. O momento é agora, comece, pratique, busque.

Conjunto de pequenas histórias reais, palestras, aulas que ela deu e pensamentos da monja, mensagens pelas quais ela procura nos provocar a pensar sobre nosso comportamento e atitudes, é isso que o livro aborda. 

Atualmente vivemos numa correria e enfrentamos um bombardeio de informações vindas principalmente da internet e o acúmulo destas provocam um comportamento de seguir a multidão, nem sempre filtramos o que lemos, o que escutamos e muito menos analisamos nosso próprio comportamento. Precisamos de leveza, de excluir de nossa vida o rancor, a raiva, os ressentimentos pois estes só nos contaminam de uma forma muito prejudicial. Não somos vítimas de nada, não somos coitadinhos, somos seres humanos responsáveis por cada ação que temos e portanto também pelas consequências que elas geram. 


***
"Céu e inferno estão em nós mesmos. Quando entramos no mundo do ódio, da raiva, do rancor, da vingança, do ciúme, do tédio, da preguiça, da ganância, da ignorância, penetramos o inferno."
***


Estamos passando por uma fase mais de reação e menos de responder com calma com reflexão. O controle sobre nosso comportamento, de nossas emoções e das atitudes com os outros, podem provocar uma reação em cadeia de melhoria do mundo, das relações humanas. Mas isso vem através de treino, não é de um dia para outro, é preciso disciplina e também de silêncio, cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. 


***
" Buda dizia que a mente humana deve ser mais temida que cobras venenosas e assaltantes vingadores. Temos de vigiar a nós mesmos para obter a verdade."
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Temos pressa para tudo, sendo que a natureza tão linda e sábia possui a paciência necessária para esperar cada planta brotar, crescer, florescer, devemos inserir essa sabedoria nos nossos dias e entender que nossa evolução requer tempo, nossa e das pessoas ao redor e isso também inclui estar presente em cada momento, viver o agora. Nós criamos a realidade que na qual nos encontramos.  "Céu e inferno estão em nós mesmos."


***
" Segundo os ensinamentos budistas, não é necessário que queiramos nos vingar de alguém nem mesmo desejar o mal a quem nos fez o mal. A lei da causalidade é implacável. O mal produzido será recebido de volta. "
***

Monja Coen nos mostra que estamos todos interligados, somos um só e cada atitude boa ou ruim que temos, beneficia ou prejudica as pessoas ao redor e a nós mesmos. 

O livro é de leitura rápida, e como já disse no início é formado por pequenas histórias e esse formato não me prendeu tanta atenção. Mas deixo claro, adorei todas as mensagens do livro, são lições muito ricas e importantes, porém prefiro leituras com capítulos interligados. Recomendo muito a leitura. 

Resenha: A Única Coisa

terça-feira, 18 de agosto de 2020
Autores: Gary Keller, Jay Papasan
Editora: Novo Século
Número de páginas: 208


Sinopse:

Tudo bem, não há nada de errado em se dedicar a seu trabalho, a sua família, a seu futuro. A questão é: você está focado no que é realmente importante? Você dedica, hoje, a maior parte de seu tempo a alguma coisa, uma "Única Coisa", que sintetize seus sonhos, seus desejos, suas aspirações? Os resultados que você obtém são diretamente influenciados pelas escolhas que faz. Alcance resultados extraordinários em todas as áreas de sua vida. Acabe com a desordem de sua rotina, siga e mantenha-se firme em direção a sua meta. Torne-se um mestre no que realmente importa para você. Focando em sua "Única Coisa", é possível alcançar mais, fazendo menos


O livro trata de como atingir objetivos, como modificar nosso comportamento para atingir resultados coerentes com nossos sonhos.

Ter clareza sobre quais caminhos queremos seguir, onde queremos chegar, saber o que queremos fazer de nossas vidas é essencial para escolher as trilhas para chegar lá. E para escolher elas é necessário fazer perguntas, perguntas certas, quebrar em pequenos pedaços o longo caminho que temos pela frente, transformar a talvez complexidade de realização de um sonho em pequenas metas mais fáceis de atingir.

Mas qual pergunta certa a se fazer? Essa é saber qual é a única coisa que precisamos fazer para conseguirmos o X objetivo? Qual a única coisa que precisamos fazer para termos uma relação familiar harmoniosa? Sim, o caminho certo e as tarefas certas para atingir um objetivo específico engloba todas as áreas da vida. Em cada área devemos escolher o que é mais importante para nós. 

E não basta somente saber o que queremos mas também ter a atitude em começar, fazer algo, iniciar por algum lugar. Sair da acomodação de não fazermos esforço ou do hábito de andarmos em círculos, obviamente sem chegar a lugar nenhum, esse tipo de comportamento é debatido. Ao invés disso, fazer as escolhas certas pois isso faz parte de quem tem resultados extraordinários, é uma constante de inserir na nossa vida hábitos que estejam alinhadas com nossos sonhos.

Produtividade, no meio dos bons hábitos ser produtivo também faz diferença, sem esquecermos de ficarmos atentos aos ladrões dele, comportamentos talvez automáticos que nem notamos o quanto está roubando nosso tempo e consequentemente, diminuindo a importante produtividade. 

Algo também sugerido é envolver as pessoas que amamos, envolver quem nos cerca, claramente a certeza que não somos ninguém sozinhos, que todos nós precisamos uns dos outros para realizar nossos sonhos, porém há cuidados a tomar com quem escolhemos conviver e nos inspirar, no livro isso é explicado. Há! E a importância do descanso também é lembrada, afinal, para focarmos no que realmente importa precisamos de energia e energia está ligada a mente descansada e corpo físico sadio.

Durante a leitura, a sugestão em escolhermos apenas uma única coisa em cada área da vida, em fazermos essa pergunta da "única coisa" é algo que se torna repetitivo do início ao fim, talvez esse seja realmente a intenção dos autores, mas confesso que me incomodou um pouco. De resto, gostei da forma de estabelecer metas para atingir grandes resultados, em fazer a ligação de o que queremos e a coerência com nossas atitudes diárias. Um bom livro. 


Seres de luz que nos transformam...

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Hoje, dia 17 de agosto de 2020, fazem 3 meses que o meu eterno filhote de 4 patas virou literalmente 1 anjinho de 4 patas. 



Ainda dói muito não ter ele ao meu lado fisicamente. Ainda choro quando penso nele, quando pego a fotinho dele e converso com ele e faço isso seguido, conversar com ele me conforta. 


Para quem não conhece a história, eu tinha um cocker spaniel inglês, de 16 anos, o orelhudo mais lindo do planeta, vejam fotos espalhadas nessa postagem. Em abril desse ano de 2020 ele fez 16 anos, ele estava velhinho, não enxergava mais e lidava com sequelas de um avc que deu nele em novembro de 2018. 



Desde esse episódio do avc, eu sempre segui as recomendações de medicação e cuidados que deveria ter com ele e fui além: beijei mais do que eu beijava antes, fiquei mais tempo ainda abraçada com ele, deixei ele fazer tudo o que queria e que não colocava ele em risco, levantei diversas vezes durante todas as noites (de novembro de 2018 até maio de 2020) para atender ele sempre que me chamava e continuei fazendo outras coisas que eu já fazia antes: coloquei bolsas de água quente na caminha dele para ele não ficar com frio (devidamente enroladas no cobertor para ele não me queimar) nos rigorosos invernos do sul do nosso país, encurtei o tempo de passeios para chegar logo em casa, deixei de viajar para não deixar ele longe de mim muito tempo, sai do computador sempre quando ele me chamava para ir para o pátio fazer companhia para ele, interrompi meus estudos para simplesmente acompanhá-lo quando queria ir na frente da casa (ele não ia sozinho), etc. Fiz isso e muito mais e ainda acho que fiz pouco. 

Mas em maio desse ano de 2020, quando eu vi que ele estava indo embora aqui da Terra, fiz uma promessa a São Francisco de Assis que, se meu fiinho desencarnasse em paz sem sofrer, eu ia lutar, eu ia ajudar a causa animal pelo resto de minha vida. E ele desencarnou como o anjo que sempre foi e portanto, aos poucos, vou pesquisando sobre projetos de resgate de animais abandonados, vou lendo, vou acompanhando perfis nas redes sociais de pessoas que se envolvem com a causa animal, aos poucos vou montando minha rede de projetos que quero ajudar a divulgar e de outras formas dentro do que posso fazer. 


Mas voltando ao filhote...o primeiro mês sem ele foi dor pura, éramos um grude, sempre fomos. Onde

um estava dentro de casa o outro estava junto, cada vez eu passava por ele eu beijava a testa dele, muitas vezes eu abraçava até ele fazer uns sons tipo dizendo: "tá mãe, me larga". Eu cuidava do que ele precisava primeiro para depois cuidar de mim, isso desde a hora que eu saia da cama. Não é de se surpreender que a ia dele para a morada dos anjos fez eu chorar muito, o meu peito parecia se abrir, mas com o passar do tempo, comecei a me acalmar e refletir e hoje estou vendo qual foi a missão dele na minha vida:

Quando vivo, ele me ensinou a amar sem pedir nada em troca, ele me mostrou que também sou amada, que sou importante e o quanto o carinho puro, uma brincadeira sem maldade, um abraço (porque ele quando estava no meu colo, colocava os bracinhos ao redor do meu pescoço) ou a eterna alegria de viver (quando ele pulava e se mostrava feliz da vida pelo simples fato de correr no pátio) podem fazer bem para todos ao redor. Isso quero levar para a vida: quero amar mais as pessoas e não guardar mágos, quero abraçar mais (quando essa pandemia passar claro), quero ter meus momentos de descontração, de dançar sozinha em casa, de brincar mais, sorrir mais e dar carinho para as pessoas ao meu redor, quero ser leve como ele foi. 


Agora ele desencarnado, ele está me ensinando a ser forte, a enfrentar as dores de frente (elas podem ser da falta dele, ou de ver animais sofrendo precisando de ajuda, ou de ver a realidade ao meu redor, etc), ele está me ensinando a viver por um propósito maior que eu mesma. Ele está me mostrando que por mais que eu ainda chore de saudade dele eu sou forte sim e que a dor pode ser o impulso de olhar para quem precisa.  Ele está reforçando os sonhos de vida que eu já tinha mas que agora não serão apenas para mim, mas conforme eu for conquistando o que desejo, serão sonhos que eu vou transformar em ajuda para nossos nossos amigos de 4 patas em homenagem a ele. Dessa forma, vou cumprir a promessa que fiz a São Francisco e a ele também em uma das nossas últimas conversas com ele ainda vivo. 




O meu eterno filhote, mesmo em outro plano, ainda está me ensinando coisas, agora é a de transformar a dor da saudade em garra para lutar pelos meus sonhos e pelo meu novo propósito de ajudar os amigos dele. Pelo Lyon, pelo ser que transformou a minha vida: vou transformar sim a vida de outros seres de luz como ele... 



Fique em paz meu amor... fique sempre na luz... te amarei por toda a eternidade. 


Quer mudar o mundo?

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Para quem deseja um mundo melhor, aconselho a começar pelo item: encarando a realidade. Realidade de sua própria vida; realidade da situação geral do mundo; realidade de como muitos animais são mal tratados; realidade das pessoas que não tem condições mínimas de sobrevivência e vivem de formas...desumanas; realidade sobre a destruição do planeta que começa dentro de nossas casas com comportamentos copiados de outras gerações que só destruíram o que o planeta oferece.

Porém, muitas pessoas dizem que não tem estômago para ver animais sofrerem, que choram em ver como muitos seres humanos vivem, que dizem que na sua casa não tem nada que possa mudar pois quem tem que fazer é o governo, que não se interessam por coisas que "não podem mudar". 

Mas e quem tem estômago para ver animais sofrendo? Quem não se sente mal ao ver pessoas em condições desumanas? É claro que não é fácil de encarar muitas coisas mas fugir delas só faz a gente criar um mundo onde "não conseguimos ver as coisas ruins", pessoas se fecham em bolhas porque tem pessoas mais preparadas para encarar essas verdades de frente, porque tem outras pessoas envolvidas nessas causas mas essas mesmas que falam isso, que usam tais respostas são muitas vezes cidadãos que reclamam do jeito que está o mundo, das inundações, da fúria da natureza. 


Gente: quem quer ver o mundo melhor tem que agir pois é das atitudes individuais que é criado a força para mudar o que precisa!! Não é a atitude de uma, de 2, de 200 pessoas que vai fazer o mundo um lugar melhor de viver, é a atitude de todos!! Somos milhões, milhões de vozes que precisam se posicionar para transformar esse planeta num lugar melhor de viver!! E não são somente os governos que precisam fazer algo, nós também precisamos nas atitudes de todos os dias. 

Vamos mudar o mundo para melhor no instante que nos preocuparmos com o que consumimos, com o que descartamos e na forma como fazemos isso. 

Vamos mudar o mundo no instante que comprarmos o que precisamos e que vamos usar e não somente itens para ficarem atirados no fundo do armário. 

Vamos mudar o mundo no instante que denunciarmos maus tratos de animais, que ajudarmos as pessoas envolvidas no resgate deles (aquelas que tem estômago para ver um bichinho em condições ... terríveis de maus tratos), vamos mudar o mundo quando tivermos a coragem de enxergar essa realidade e fizermos nossa parte e não precisa ser vendo eles em condições de sofrimento, mas o fazer nossa parte também inclui em apoiar ONGs, em doar valores em dinheiro para projetos sérios e que salvam da morte muitos animais (sim doações em dinheiro pois medicamentos precisam ser comprados, ração também), em compartilhar nas redes sociais ações sérias e que lutam para se manterem ativas.

Vamos mudar o mundo quando ajudarmos pessoas que não tem o básico para viver, quando damos oportunidade para alguém que quer ser alguém e quer sustentar sua família, quando não ficamos calados e tentamos acordar pessoas de nosso convívio da necessidade de enxergar o outro, aquela pessoa sofrendo que na sua frente que muitas vezes ignoramos.

Vamos mudar o mundo quando pararmos de mascarar os problemas que estão na nossa frente mas que quando estamos no conforto de nossas casas, ou num almoço com a família com a mesa farta de comida comentamos sobre aquele caso pavoroso da cena de preconceito que esteve na mídia dias atrás ou das postagens daquela ONG que resgatou um animal que não sabem como sobreviveu, e conversamos sobre isso e segundos depois falarmos sobre como estamos com as pancinhas lotadas e até pedindo um chá pois comemos demais. O simples comentar não adianta! 

Claro que vamos conversar sobre coisas aleatórias e boas mas não podemos nos desviar da realidade e além de ver, precisamos fazer algo! Não é só atirar para o governo fazer, é nossa tarefa cobrar atitudes de quem colocamos no governo, e não interessa se votamos nas pessoas que estão lá, o fato é que estão lá e sim, precisamos cobrar delas. Mas também precisamos nos cobrar, fazer nossa parte que pode ser de tantas formas: compartilhando em nossas redes sociais o trabalho de quem está fazendo algo, ajudando essas causas das formas como podemos, é mudar nossos comportamentos que não estão de acordo com nossa ideia de mundo bom para viver. 



O mundo que queremos viver não vai aparecer do nada e nem está nas mãos de poucas pessoas, o mundo que queremos viver está nas nossas mãos, é nós que vamos construir ele! Mas para isso é necessário união, é necessário primeiro ter coragem de encarar a realidade, é fazer algo!! 

Abra os olhos para a realidade! Comece vendo o que te rodeia! Reaja!

Resenha: Casa Organizada

terça-feira, 11 de agosto de 2020
Autor: Thaís Godinho
Editora: Gente
Número de páginas: 222



Sinopse:

Uma casa deve nos servir – e não o contrário! Este livro veio para desmitificar a ideia de que é preciso investir muito tempo na casa para deixá-la organizada. Thais Godinho defende que a organização da casa não precisa – nem deve – ser uma tarefa desgastante. Você também se sente frustrado por ver seu tempo perdido em arrumações que logo serão perdidas? Sua casa vira uma bagunça pouco tempo depois de você colocar tudo no lugar? Aqui você verá que organizar a casa é fazer dela um lugar que funcione para você. É transformar o lugar no qual você mora em um refúgio para aproveitar os dias e que faça você ter vontade de voltar. Aqui você verá que é possível ajustar as expectativas em relação à casa de acordo com o seu estilo de vida sem deixar de lado a satisfação de ter um lugar com a sua cara. Depois de ler este livro, você terá a certeza de que é possível ter uma casa organizada mesmo com uma rotina cheia de compromissos e sem precisar contratar alguém para ajudar. Aprenda a manter sua casa organizada por meio de simples ações diárias; Crie um sistema de organização em que todos participem; Saiba como aliar cuidados com a casa ao trabalho e aos estudos; Tenha, de uma vez por todas, a casa que sempre sonhou.



Ao ler o título do livro logo se pensa em: organização de objetos, limpeza, tudo em seu devido lugar... e sim, é sobre isso e muito mais. 

Quando analisamos nossa casa e observamos armários, a própria decoração e o famoso quartinho da bagunça podemos achar que precisamos dar uma boa organizada em tudo, porém na leitura desse livro vimos que há um ponto bem importante além do organizar: o de destalhar. A arte da casa organizada vai além de colocar objetos em lugares específicos e no decorrer das páginas teremos muitas dicas de como fazer isso, ter tudo organizado também envolve se desfazer de tudo o que não precisamos mais, tudo que não usamos mais. 

Há uma grande diferença entre fazer coleção de algo e acumular esse algo, além disso a quantidade de itens na coleção também precisa ser proporcional ao tamanho do espaço que temos disponível. O tamanho da nossa casa, de cada cômodo também interfere na decoração e são nessas dicas que percebemos que organizar uma casa vai além do: colocar itens nas gavetas e prateleiras.

Até aqui já tratamos de tópicos como: ser acumuladores...ou não, ter o que somente o que precisamos ... minimalismo, decoração,  aproveitamento de espaços, então você que achava que o livro só ia falar sobre dicas práticas de organização, se enganou, aqui o assunto evoluiu para muitas áreas. 

E não são somente os objetos que recebem as atenções, mas também: sentimentos, nossos relacionamentos e decisões. Além disso, é levantada a importância do trabalho conjunto de todos os integrantes daquela moradia. Como envolver todos que moram ali contrariando a ideia de ter somente uma pessoa responsável pela dinâmica da casa. 

Todo esse trabalho tem finalidades maiores do que envolver as pessoas que moram juntas em tarefas domésticas, a satisfação de morar num lugar com boa energia, funcional e aconchegante deve ser um dos motivos principais dessa rotina, que sim é diária. 

Portanto o livro vai além de orientações práticas de como guardar o item x, de como organizar objetos Y, ele engloba também os sentimentos de satisfação, de bem estar, de ter tempo para dar atenção para quem amamos. 

O conteúdo me surpreendeu por não ser superficial como eu imaginei que seria. Recomendável para todos. 

Resenha: Arrume sua cama

terça-feira, 4 de agosto de 2020
Autor: William H. McRaven
Editora: Academia
Número de páginas: 128


Sinopse:

Dez lições de um almirante das forças especiais para mudar sua vida.
Quando foi convidado para proferir a aula inaugural dos alunos de graduação da Universidade do Texas, o almirante William McRaven pensou em compartilhar suas lições sobre liderança. Afinal, em 37 anos de carreira na marinha norte-americana, ele exerceu o comando em vários níveis – inclusive tendo sido o responsável pela missão que capturou Osama bin Laden. O que ele não imaginava é que o discurso fosse parar nas redes sociais, viralizar e ter mais de 10 milhões de visualizações!
Impressionado com o impacto e com o apelo universal, McRaven transformou a palestra em livro no qual resume as 10 lições que aprendeu no treinamento das forças especiais. Assim como o vídeo, o livro virou um best-seller: ficou meses em primeiro lugar na lista do jornal The New York Times.


Sobre o autor:

O almirante William H. McRaven serviu na Marinha dos Estados Unidos com grande distinção. Em seus 37 anos como SEAL, exerceu o comando em vários níveis. Como almirante de quatro estrelas, seu último cargo foi o de comandante de todas as Forças de Operações Especiais.

Sobre o livro:

O almirante relata no livro aprendizados que teve no  treinamento das forças especiais, um deles é o arrumar a cama logo que acordar.  Pode ser uma abordagem um pouco estranha mas se pararmos para pensar, quantos de nós clica várias vezes no soneca cada vez que toca o despertador? Quantos de nós  antes de sair da cama fica enrolando vendo as redes sociais e mensagens no WhatsApp? E quem tem horário para cumprir logo pela manhã, quantos que acabam levantando na correria para não se atrasar? E esse corre corre dá ou não uma sensação de cansaço e desânimo? E isso aconteceu porque provavelmente o tempo que poderia ter sido reservado para arrumar a cama foi gasto com redes sociais antes mesmo de sair da cama.

A tarefa de arrumar a cama logo que acordar teria o "poder" de transformar a nossa energia logo cedo, com isso nos sentiremos mais motivados para o restante do dia e também mais disciplinados. Seria o estímulo que precisamos para enfrentar com mais disposição nossas outras atribuições. 

Porém não é somente isso que pode transformar nossa vida, ter a consciência que não estamos só no mundo e que precisamos sim de outras pessoas ao redor também faz diferença. Pessoas que nos ajudarão nas dificuldades, que caminharão conosco e que tem bom coração, sim isso é muito importante: ter um  bom coração. 

Mas ele não fantasia a vida pois admite que a vida é injusta sim, que enfrentaremos muitas dificuldades, enfrentaremos pessoas tiranas que vão querer nos intimidar, porém, mesmo esses momentos nos são benéficos pois evoluímos e aprendemos muito nessas fases, nos tornamos mais fortes. 

Coragem, disciplina, esperança, ousadia são alguns sentimentos que precisamos ter para mudar nosso mundo, para fazer diferença na nossa vida e na dos outros. 

Os tópicos tratados não são muito aprofundados, mas podemos ter a ideia da diferença que cada um pode fazer em nossa jornada.  Apesar do autor ser do meio militar, achei totalmente possível inserir tais ensinamentos na vida de qualquer pessoa. São "detalhes" que fazem a diferença.

Gostei do livro, na verdade, li ele no Kindle. Recomendo para quem quer ler algo leve e breve.