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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

O que eu aprendi no PEG

Vamos começar falando o que é PEG.

PEG é a sigla para o nome do curso: Programa Especial de Formação de Professores para a Educação Profissional, isso na UFSM, universidade federal da cidade onde moro.

Em 2023, mais precisamente em agosto, eu iniciei este curso, sendo que 2 meses antes eu nem sabia que ele existia, mas graças a minha amiga Juliana, eu soube, fiz a inscrição, a prova de redação para poder ingressar e fui aprovada, eu e minha amiga Ju.


Este curso é basicamente a formação de professores para a educação técnica. Eu amo estudar, aprender e passar o que sei, adoro salas de aulas, presenciais e virtuais e apesar de ser professora nunca ter passado na minha mente, de certa forma eu já estava sendo uma no sentido de eu, na época, já estar dando aulas particulares para quem tem dificuldade em mexer em computadores e celulares. O curso foi para me dar embasamento teórico e também prático.

Amei o curso, que só não concluí ainda porque está me faltando o estágio, no meu canal do Youtube eu já fiz vídeo comentando sobre o terceiro semestre do curso e expliquei o detalhe que me impediu de me formar agora em janeiro.

Mas tirando o que aconteceu no semestre, venho aqui hoje falar do que eu aprendi não só no PEG, mas na UFSM como um todo nestes três semestres que eu já cursei.

O primeiro ponto que quero ressaltar é: sair da zona de conforto. Desde minha formatura na graduação bacharelado, eu não tinha mais feito cursos presenciais, somente online, então meio que fiquei numa zona de conforto de estar em casa atrás do meu computador, longe de muitas interações humanas. O PEG foi presencial, apesar de ter também online, e a Universidade Federal de minha cidade fica um tanto longe de minha casa, tanto que eu vou lá só de carro. Me arrumar, sair de casa, caminhar, conhecer prédios novos, lugares novos, conhecer a UFSM como aluna me abriu a mente e me fez me senti mais leve, despertou mais minha curiosidade, fez eu treinar minha comunicação verbal com desconhecidos pedindo informações, hehehehe, fez eu estar na presença dos meus colegas, pessoas que eu nunca tinha visto na vida, com exceção da Ju, fez eu mexer o corpo que antes estava apenas sentado numa cadeira na frente do computador, fez eu ver o céu, sentir o cheiro das árvores, das flores. Isso só me fez bem.

Outra coisa que me fez fazer foi dirigir bem mais, mas isso foi ótimo, porque adoro dirigir, e descobri que amo dirigir de noite.


Também quebrei medos, vergonhas de falar na frente das pessoas, pois eu ainda tinha, em menor grau do que 10 anos atrás por exemplo, de falar, de apresentar trabalhos na frente de tantas outras pessoas. O falar, perguntar durante a aula (algo que nunca fiz no colégio porque eu sempre fui uma bichinha do mato), o fazer comentários durante a aula, são coisas básicas, mas que anos antes eu tinha muito receio de fazer por timidez mesmo. No PEG quebrei esse bloqueio e por mais que no início não tenha sido muito fácil, eu enfrentei esse bloqueio e hoje me tornei uma pessoa que comenta assuntos que estão sendo falados, me tornei uma pessoa que não tem mais vergonha de perguntar o que não entendeu, e uma pessoa que por mais que dê um frio na barriga, tem coragem de apresentar um trabalho, falar de um tema na frente seja de quem for. Essa foi uma grande barreira quebrada.

Aprendi a me aventurar sozinha no sentido de descobrir lugares sozinha. No início do meu curso, uma querida conhecida minha que é professora lá na UFSM, me levou de carro para fazer um tour pela universidade, algo que amei. Nesse tour eu anotei mentalmente e depois no papel, lugares que eu queria conhecer pessoalmente, com calma. E comecei a fazer isso, na maioria das vezes sozinha. Aos sábados, depois de semanas tentando encontrar onde era, encontrei sozinha a lancheria/restaurante Pitadella, atrás do hospital e lá descobri um pastel maravilhoso de massa caseira, de frango claro, que comecei a comer quase todo sábado, pelo menos nos sábados que eu tinha aula eu ia lá. O café de máquina deles é ótimo, sempre o mocaccino, suco de frutas também uma delícia e na hora de pagar, sempre pegando duas paçoquinhas. E eu ia lá sempre sozinha, depois cheguei a levar uma colega e agora nas férias quando eu fui na universidade, apresentei para minha mãe também.

Além disso, conheci com a Ju, a lancheria do Centro de Tecnologia, o Cosmopolita ; experimentei o melhor peixe que comi na vida no restaurante do entro de Educação Física e Desporto, graças a minha amiga Mariza que foi quem me levou lá; conheci também graças a Mariza, a floricultura da UFSM (lugar que estava na minha lista de desejos de conhecer), vimos morangos e as árvores frutíferas; fiz muitas caminhadas sozinha na pista de caminhada e outro dia nos caminhos alternativos que passa entre os prédios; fui na farmácia que tinha no campus e que logo depois fechou; conheci a loja da grife da UFSM onde comprei 2 adesivos, um caderno que hoje é meu caderno da gratidão (já comprei com essa finalidade), e de Natal ano passado me dei de presente uma caneca, tudo claro, com a marca UFSM, ainda quero comprar um moletom, mas não sei se vou conseguir ($$), amo moletom! Fui várias vezes aos Correios que tem dentro do campus e abri lá uma caixa postal; fui sozinha duas vezes no evento Descubra UFSM, fui na edição de  2023 e 2024 (aqui fui duas vezes, uma sozinha e outra com minha colega Mariza) e no evento de 2024 conversei em alguns stands de cursos que já desejei cursar na minha vida, bem capaz que anos poucos anos atrás eu ia fazer isso...puxar papo em stands por mais que o assunto dali me interessasse; tirei fotos de lá, estudei na biblioteca, peguei livros na biblioteca, fiz muitos lanches e tomei muitos mocaccinos.

Talvez seja bobagem, mas um tempo atrás eu teria vergonha de fazer muitas coisas dessas, por quê? Não sei, por mais que na minha vida adulta eu tenha aprendido a ser menos bichinho do mato, eu trouxe para meus 30 e tantos anos muitas travas, e sei também que essas travas que chegaram junto nos meus 30 anos e agora 40, foram travas bem mais evoluídas, porque quando nova eu era muitoooo tímida. Acredito que agora, nos 40 anos essas e as que ainda me incomodavam quebraram de vez e eu me senti muito livre! Apesar de eu sentir por antecipação dor de barriga e frio no corpo todo ao pensar que terei que dar aula (objeto da minha última etapa do estágio), sei também que graças a quebra dessas travas que eu carregava, vou conseguir chegar na frente de uma turma e dar uma aula, ou as que eu precisar para fechar 30 horas, hehehehe, isso mesmo eu sentindo o coração acelerar e as mãos suarem.



Precisei ter essa transformação toda para que eu pudesse fazer o estágio 3, precisei ir para UFSM para tirar da minha vida o que ainda me limitava em ser quem sou e em conquistar o que quero conquistar.  E além de tudo o que já falei acima, senti que me tornei mais confiante, mais decidida, mais forte, mais leve em ser quem sou. Hoje sei quem sou de verdade, sei o que quero para minha vida (e eu tenho cada ideia! Hehehehe, algumas coisas que quero vão me exigir muito estudo, mas por enquanto estudos no offline), hoje sei que caminhos quero trilhar mesmo que antes eu já soubesse, mas parece que agora tudo ficou mais claro; hoje sei bem meus valores e estou disposta a defendê-los mesmo que as pessoas próximas não pensem da mesma forma.

Eu poderia ficar falando aqui por muito tempo, mas acredito que tenha conseguido passar a essência das transformações que me aconteceu. Por isso serei eternamente grata a mensagem que a Ju me enviou me apresentando o PEG e agradeço a Fernanda aqui por ter tido coragem de enfrentar tantos bloqueios e ter evoluído tanto nesse tempo.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

O que somos pode ser projetado

 

Durante boa parte da minha vida eu acreditei que éramos o que nos foi ensinado quando éramos crianças, e que podíamos sim mudar, mas com os acontecimentos da vida, por exemplo: uma dificuldade no trabalho poderia nos transformar um pouco; a perda de uma pessoa da família etc.

Nunca pensei na possibilidade de escolhermos como queremos ser e mudar algumas de nossas maneiras independente se nos foram ensinadas na infância ou a vida tenha nos feito aprender.

De uns meses para cá, posso dizer até de uns 2 anos para cá, comecei a perceber que sim, podemos , se quisermos, definir como queremos ser ou sermos apenas quem fomos ensinados a ser e está tudo bem.

Com isso não digo de nós renunciarmos o que nos foi ensinado pelos nossos pais, pela comunidade, não é nada disso! O que quero dizer é agregarmos comportamentos e valores que não aprendemos na infância e nem com os desafios da vida, mas que acreditamos que poderiam agregar em nossa vida.

Digo em refletir sobre quem somos e quem queremos ser e ver se para ser quem queremos ser, temos a bagagem para tal, se temos os valores necessários, se temos comportamentos necessários. Mas aqui não digo para imaginarmos um tipo de pessoa que está na moda ser e a gente construir rotinas, mudar formas de falar, de agir de maneira forçada para se tornar aquele tipo de pessoa da “moda”, também não é isso.

Falo aqui em desejarmos de coração sermos pessoas melhores, conquistarmos várias coisas sim que queremos ser realmente e observarmos em nós mesmos se temos os pré-requisitos para atingir tais objetivos.

Por exemplo: você é uma pessoa que dorme até meio dia, estuda de tarde, não trabalha, mas quer ter uma posição de destaque numa empresa que tu não é nem funcionário ainda, mas tu sonha em fazer parte daquela empresa, mas será que dormindo até meio dia, estudando de tarde e de noite talvez vendo filme ou jogando até a madrugada tu vai atingir esse objetivo? Talvez você tenha que começar a organizar melhor tua hora de lazer e em vez de entrar madrugada vendo filme, você estabeleça ver até meia noite, em vez de dormir até meio dia você defina levantar as 8 horas e estudar o que é dado nas tuas aulas da tarde, fazer um currículo, descobrir o que a empresa que tu sonha em trabalhar valoriza, por exemplo: que a pessoa saiba falar inglês... e tu ir atrás dessas atribuições. Entendem?

No meu caso em particular, eu me considero uma pessoa do bem, que tem acesso a educação e que teve uma educação no tempo que era exigido saber da matéria para passar de ano, me considero uma pessoa educada e procuro respeitar todos ao redor, procuro ser uma melhor versão de mim, isso com base no que me foi ensinado na vida e no que eu aprendi com os obstáculos que enfrentei.

Porém eu não estava satisfeita comigo, eu sentia que precisava melhorar mais, eu queria melhorar mais, mas eu não via que eu poderia definir quem eu queria ser, qual melhor versão de mim eu queria e ir atrás disso. Quando eu tive essa visão eu escrevi quem quero ser, os valores que quero manter e os que quero adquirir, defini o que sou que me orgulha e permanecer com as coisas boas que tenho, mas também defini o que quero melhorar.

No meu caso, eu quero melhorar minha oratória, quero saber trabalhar com minha timidez de forma que ela não me impeça mais de ir atrás de sonhos que tenho, quero me vestir melhor, quero aprender a me maquiar e ser uma pessoa que presta mais atenção na imagem que transmite, quero me aproximar mais das pessoas, quero ter um padrão de vida confortável, quero falar inglês com nativos e mesmo que eu erre uma coisa ou outra, quero que eu seja compreendida por eles.

Quero aprender a me vestir de forma que eu passe o que sou, inclusive nunca tinha pensado que o modo de vestir reflete o que somos e eu percebia isso só olhando para os outros, nunca tinha parado para pensar no que eu estou/estava transmitindo.

Quero refinar minha educação, quero ser mais gentil, quero ser uma pessoa que vai poder viajar para vários lugares, quero ter uma vida social novamente, mas sem exageros, quero ser objetiva sem deixar de ser humana.

 Eu consegui definir quem eu quero ser, eu escolhi a versão da Fernanda do futuro, e quando eu me dei conta que podia fazer isso, eu comecei a em seguida ver como eu poderia me transformar nessa Fernanda idealizada.

Logo em seguida de eu pensar em como poderia colocar isso em prática, essa busca por esta Fernanda, a produtora de conteúdo Vitória Portes lançou o curso O Código da Elegância e mesmo com poucos recursos financeiros me matriculei logo após a live de lançamento em 2024. Se eu ia conseguir pagar, não sabia, mas sabia que eu precisava daquele conteúdo pois era a resposta para minha pergunta: como me transformar na pessoa que quero ser?

Graças ao universo estou quase concluindo o pagamento do curso, que claro, parcelei. E digo: valeu a pena cada centavo investido! Aprendi muitooooo! Sobre a parte de elegância que eu nem sabia que queria ter, mas ao ver as aulas do curso, vi que era um outro ponto que eu quero agregar para minha vida, aprendi que elegância não tem a ver somente com a roupa que usamos, mas sim, também com nossos gestos, nosso ambiente, a maneira como falamos, gesticulamos, tem a ver com cabelo também, tom de voz... enfim... inúmeras outras coisas que eu não tinha parado para pensar. Não coloquei tudo em prática, porque consegui a pouco tempo colocar as aulas em dia e fazer anotações sobre elas, mas ainda nesse mês vou imprimir e evisar tudo o que eu anotei e ir colocando em prática conforme minhas possibilidades financeiras (o que depende de investimentos, exemplo: mudança nas peças do guarda roupa), mas o restante que eu puder colocar em prática já, assim farei. E não farei isso para ser uma pessoa fria, pré-definida, não...nada disso, farei isso porque eu escolhi melhorar nesse sentido, eu escolhi melhorar além do que me foi ensinado e aprendido com os desafios da vida.

Outros pontos além do curso é que quero ler mais, quero ser mais culta, quero estar informada sobre o que acontece no mundo, o que acontece de relevante, quero um dia ter um bom padrão de vida vindo do meu trabalho, desejo um dia ser uma empresária sim. Quero ser uma pessoa saudável que pratica atividade física todos os dias, ou quase todos, porque é importante para nosso corpo e sei que é importante para meu coração; quero ter uma alimentação saudável apesar de eu curtir comer besteiras.

E  o que estou fazendo para alcançar isso tudo? Comecei a me desafiar, com muita calma, a incluir salada e frutas na minha semana, por exemplo: durante duas semanas tenho que comer uma fruta e salada duas vezes na semana, depois mais duas semanas comendo três vezes e aumentando aos poucos até atingir todos os dias. Confesso que isso não vai ser tão difícil porque amo frutas, mas confesso que tinha deixado de comer e salada eu curto também, mas nem sempre havia no meu almoço, agora eu vou atrás dela e faço ela estar presente.

Atividades físicas eu estou começando com a mesma estrutura de desafios, começando duas vezes por semana e depois ir aumentando até chegar em todos os dias. E aqui estou começando com alongamentos que preciso fazer e abdominais porque não quero ter pança saltada não.

Estou procurando ser mais calma e não reagir sem pensar quando algo me irrita, isso tem me ajudado também na questão de saúde mental também e a diminuir minha ansiedade. Estou aprendendo a ouvir mais e falar menos, estou filtrando mais as conversas que tenho evitando perder tempo com embates desnecessários que não vão me agregar coisa alguma. Estou me controlando ao gravar vídeos para o Youtube para que eu gesticule menos, estou procurando novos hábitos sadios, como voltar a escrever em blogs, estou mantendo minhas unhas bem cortadas, e com esmalte, nem que seja transparente, estou comprando produtos para minha pele e pequenas makes para que eu comece a treinar em casa a me maquiar.

Enfim, estou focada em construir a Fernanda que projetei sim, e aos poucos estou mudando, melhorando e sei que vou chegar na versão que quero, logo logo. Estou saindo do “culpa do destino”, “culpa da criação que tive” para “eu quis ser assim, eu projetei a Fernanda que sou hoje, eu fui atrás do que eu precisava aprender para ser quem sou agora”.


domingo, 26 de janeiro de 2025

Reflexões sobre minha folga + quero ser um ser humano que PENSA

 Olá leitores (será que existe algum?)


Venho aqui falar sobre a semana de folga que me dei semana passada. Já tem vídeo no Youtube onde falei que semana foi essa, porque eu decidi fazer e as reflexões que tive dela. Prometi a parte 2 do vídeo e como agora os roteiros de vídeos sairão dos textos aqui, então vamos de texto da parte dois desse relato. 

Bom, resumindo a primeira parte, eu tinha chegado na conclusão que sim, as tarefas de todo dia faziam eu cansa sim, mas cansaço mental mesmo era o Instagram, não era as telas em geral, mas sim o Instagram.

É visto que as pessoas no geral estão ficando menos inteligentes, será que podemos definir assim? As pessoas estão ficando com preguiça de raciocinar, de pensar, de refletir! Você posta no Instagram uma imagem falando de uma festa: local, data, valor e sempre tem mais de uma pessoa que pergunta qual o valor ou a data ou o local...isso porque as pessoas não leem mais! Esse é um exemplo de dezenas e dezenas de outros que eu poderia dar. Além disso, essas postagens rápidas e superficiais mexem com nossas emoções, nos deixam numa zona de conforto de bem estar que não queremos sair dela, doses de dopamina no cérebro, isso né? A sensação de bem estar causa a liberação dessa substância que temos no corpo e que nos causa bem estar, mas em excesso nos vicia, nos torna presos dentro de uma sensação que nos tira do mundo real, que nos tira o livre arbítrio, o poder decisório, o poder sobre nossas vidas.

Outra situação que eu percebo é no WhatsApp, tudo bem escrever algumas coisas abreviadas, mas estou vendo principalmente com o pessoal mais jovem que estão usando abreviações demais! Muitas tem que ser traduzidas por quem não abrevia tanto. E eu não acho bonitinho isso, pois no instante que deixamos de escrever direito, mesmo usando uma abreviação ou outra, vamos esquecendo como se escreve mesmo! Vamos esquecendo nosso idioma, vamos esquecendo de raciocinar e começamos a aceitar tudo o que vimos como verdades absoltas, começamos a idolatrar qualquer pessoa que faça vídeos curtíssimos e que escrevem quase só com abreviações ou símbolos, começamos a aceitar o que nos é apresentado sem questionar. Um povo que não questiona, que não reflete, é um povo que não quer pensar, que desaprendeu a exercitar os neurônios e eles são uma parte do nosso corpo que tem que ser exercitada sim!

Mas o que isso tem a ver com minha semana de folga? No instante que eu percebi que o que estava me causando maior cansaço mental, no caso, o Instagram, eu vi que estava entrando nessa onde de pessoas acomodadas cerebralmente (existe essa palavra?). 

Eu conheci o outro lado, o lado de assistir vídeos longos, de pensar, refletir e escrever da melhor maneira, meu corpo conheceu esse lado e no instante que eu deixei de exercitar meus neurônios eu comecei a sentir falta de algo que eu procurava rolando infinitamente os vídeos do Instagram sem sucesso. 

A resposta não estava lá, a resposta estava dentro de mim, a resposta estava em eu voltar a escrever textos aleatórios, resenhas de livros, simplesmente escrever e voltar a ler com seriedade meus livros. A parte da leitura eu já tinha começado a pegar ritmo bom no segundo semestre de 2024, mas o escrever não e foi por isso que eu decidi voltar com o blog, mesmo que seja somente para eu ler, escrever, postar. 

Ficar assistindo informações vazias por meia hora, uma hora....várias horas, além de fazer perdermos uma boa parte de nossa vida vendo os outros sendo felizes e conquistando coisas, perdemos a nossa vida, perdemos a chance de fazermos algo por nós!

E não estou dizendo que ver um vídeo ou outro de besteirinha seja ruim, isso ajuda a descansar, mas com controle, sem excessos, sem gastar horas do nosso dia. No instante que senti meu cérebro pesar e ficar cansado por ficar no vício de assistir micros vídeos no Instagram, eu vi que não queria perder minha vida ali. 

Porém, quem é autônomo, quem é dono de seu próprio trabalho, vendendo produtos físicos ou serviços, precisa estar no Instagram e em outras redes caso queira ter clientes, ter público, porque as pessoas estão lá, com exceções claro. Mas então como equilibrar tudo isso?


Bom, vou dizer o que eu defini para mim: eu tenho mais de um perfil no Instagram e estou pensando em formas de reduzir esse número, mas com calma, sem pressa. Defini também que vou acompanhar apenas alguns perfis específicos de pessoas que eu gosto realmente do conteúdo, depois de conferir o que postaram, posso ficar 1 ou 2 minutos vendo rapidamente outros e acabou, o resto do tempo lá será para eu produzir conteúdo, falar dos livros, das minhas reflexões, falar de trabalho, desapegos e do que faço como autônoma, ou seja, ficar mais tempo lá criando conteúdo do que consumindo. E quero definir períodos do dia para isso, sim.... períodos para que eu não me perca mais no mundo encantado do relógio parado, onde não percebemos o tempo passar.

Além disso, nada de X, Tik Tok... tenho conta neles, mas apenas para conhecer e poder explicar para minhas alunas caso me perguntem, como meio de melhorar meu trabalho sim, para ficar a toa lá, não. 

As redes sociais que escolhi estar plenamente é aqui no blogspot com o Trilhas e o Beleza Própria e no Youtube. Aqui será para eu treinar os neurônios, escrever, colocar para fora meus pensamentos, reflexões e treinar o português e porque não também treinar a paciência, porque para escrever precisamos ter paciência e isso era algo que eu já estava perdendo estando tanto tempo nessas redes sociais de conteúdo descartável, rápido. 

Instagram continuarei porque ali é o foco do momento e eu gosto de lá, mas estarei mais produzindo conteúdo e acompanhando perfis específicos do que estar rolando a tela a toa. 

Eu quero continuar sendo um ser pensante, um ser que reflete, que evolui e por isso voltei para cá...para onde me sinto bem compartilhando um pouco de meus pensamentos. 

Mas não estou condenando quem decide ficar nesse mundo de vício em redes sociais, de certa forma eu também fui contaminada por isso, mas eu decidi sair disso e controlar o que vejo, quando vejo, porque vejo. E a sensação que sinto quando venho aqui escrever é maravilhosa, mas é mais calma, é mais natural, é uma sensação que estou PENSANDO, porque para escrever é preciso pensar, e pensar é algo que muitas pessoas estão esquecendo como fazer. 



Eu escolho estar na Internet sim, eu escolho o que ver, eu escolho como usar, eu escolho não ser viciada em conteúdos breves, rápidos, descartáveis. 


EU ESCOLHO SER UM SER PENSANTE!




Fernanda Rocha


terça-feira, 1 de setembro de 2020

Resenha: A sabedoria da transformação

Autor: Monja Coen
Editora: Academia
Número de páginas: 190



Sinopse:

Neste livro, Monja Coen, missionária oficial da tradição Sôtô Zenshû para o Brasil, convida o leitor a lançar um olhar sobre si mesmo e a rever valores e conceitos. Num texto leve e bem-humorado, conta fatos históricos e situações cotidianas, fala de personagens ilustres e de pessoas comuns. A sabedoria da transformação procura nos conscientizar da importância de refletir sobre as nossas atitudes no dia a dia, para que, fazendo o nosso melhor, possamos ser
a transformação que desejamos ver no mundo.

Buscar a paz interior e, consequentemente a felicidade, é uma meta a ser conquistada. Através do desa o da vida humana, podemos encontrar um caminho de prática que nos leve ao nosso eu verdadeiro para desfrutarmos de uma vida simples e feliz.

Monja Coen, neste livro, nos presenteia com um texto claro e objetivo, recheado de amor ao próximo. Através de re exões sobre acontecimentos ocorridos e experiências vividas, a autora ajuda ao leitor a refletir sobre suas atitudes e a buscar a transformação. O momento é agora, comece, pratique, busque.

Conjunto de pequenas histórias reais, palestras, aulas que ela deu e pensamentos da monja, mensagens pelas quais ela procura nos provocar a pensar sobre nosso comportamento e atitudes, é isso que o livro aborda. 

Atualmente vivemos numa correria e enfrentamos um bombardeio de informações vindas principalmente da internet e o acúmulo destas provocam um comportamento de seguir a multidão, nem sempre filtramos o que lemos, o que escutamos e muito menos analisamos nosso próprio comportamento. Precisamos de leveza, de excluir de nossa vida o rancor, a raiva, os ressentimentos pois estes só nos contaminam de uma forma muito prejudicial. Não somos vítimas de nada, não somos coitadinhos, somos seres humanos responsáveis por cada ação que temos e portanto também pelas consequências que elas geram. 


***
"Céu e inferno estão em nós mesmos. Quando entramos no mundo do ódio, da raiva, do rancor, da vingança, do ciúme, do tédio, da preguiça, da ganância, da ignorância, penetramos o inferno."
***


Estamos passando por uma fase mais de reação e menos de responder com calma com reflexão. O controle sobre nosso comportamento, de nossas emoções e das atitudes com os outros, podem provocar uma reação em cadeia de melhoria do mundo, das relações humanas. Mas isso vem através de treino, não é de um dia para outro, é preciso disciplina e também de silêncio, cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. 


***
" Buda dizia que a mente humana deve ser mais temida que cobras venenosas e assaltantes vingadores. Temos de vigiar a nós mesmos para obter a verdade."
***

Temos pressa para tudo, sendo que a natureza tão linda e sábia possui a paciência necessária para esperar cada planta brotar, crescer, florescer, devemos inserir essa sabedoria nos nossos dias e entender que nossa evolução requer tempo, nossa e das pessoas ao redor e isso também inclui estar presente em cada momento, viver o agora. Nós criamos a realidade que na qual nos encontramos.  "Céu e inferno estão em nós mesmos."


***
" Segundo os ensinamentos budistas, não é necessário que queiramos nos vingar de alguém nem mesmo desejar o mal a quem nos fez o mal. A lei da causalidade é implacável. O mal produzido será recebido de volta. "
***

Monja Coen nos mostra que estamos todos interligados, somos um só e cada atitude boa ou ruim que temos, beneficia ou prejudica as pessoas ao redor e a nós mesmos. 

O livro é de leitura rápida, e como já disse no início é formado por pequenas histórias e esse formato não me prendeu tanta atenção. Mas deixo claro, adorei todas as mensagens do livro, são lições muito ricas e importantes, porém prefiro leituras com capítulos interligados. Recomendo muito a leitura. 


sexta-feira, 3 de março de 2017

Resenha: Eu Sou

Eu Sou



Autor: Jorge Adoum (Mago Jefa)
Editora: Pensamento
Número de páginas: 159

Skoob


Sinopse:

"Neste livro, o Dr. Jorge Adoum reuniu alguns conceitos do esoterismo universal. Suas lições oferecem ao leitor interessado um modo de comungar com as coisas do espírito. EU SOU é um curso iniciático de valor inestimável. Quem guarda bem guardados os seus ensinamentos é um possuidor dos tesouros da Fonte de Vida Plena, que apressa em si o nascimento do Novo Homem Imortal."

Um livro pequeno e cheio de mensagens lindas. 

Esse livro eu adquiri por indicação da minha amiga Taty Casarino (conheçam o blog dela). No início eu não sabia muito o que esperar mas conforme eu fui lendo me encantei com as mensagens. 

Este pequeno livro reúne 365 ensinamentos todos iniciando com a frase: "Eu sou o que o criado é. Logo:" Existem ensinamentos de vários temas, cito alguns: caridade, sono, estar presente, medo, saúde, amor, verdade, sentimentos, riqueza, etc. São tanto os temas que surpreende muitos deles. 

Em muitos momentos eu parei a leitura e fiquei refletindo sobre o que eu tinha acabo de conferir no livro. Eu comecei a ler um pouco todos os dias mas como eu queria acabar com a mania de ler mais de um livro ao mesmo tempo, aproveitei o feriadão do carnaval e finalizei ele em poucas horas. 

Esse livro também contém uma introdução chamada "Ao leitor" onde o livro é explicado  e indicado até exercícios de respiração para quem quiser absorver melhor os ensinamentos. Há diversos conselhos para o leitor. 

Com certeza é um livro que traz reflexões valiosas para a vida de todos nós. 

Sobre o autor: 
Jorge Elias Adoum ou Mago Jefa era escritor e médico naturista libanês mas viveu por muitos anos no Equador e no Brasil. Muitas de seus livros falam sobre significados ocultos nas escrituras sagradas de todas as religiões, principalmente do cristianismo e visam a predispor o homem a despertar e a ativar seus pendores superiores, dando-lhe práticas para conquistar saúde física, mental e espiritual. Para saber mais sobre o autor clique nesse link com a biografia detalhada sobre a vida dele, inclusive no site que visa divulgar o trabalho dele  há uma parte com livros para baixar, inclusive esse da resenha de hoje. 


quarta-feira, 2 de março de 2016

Resenha: O Segredo

Autora: Rhonda Byrne
Editora: Ediouro 
Número de páginas: 198
Skoob

Fragmentos de um grande segredo foram encontrados nas tradições orais, na literatura, nas religiões e filosofias ao longo dos séculos. Pela primeira vez, todas as peças do Segredo se juntam numa revelação incrível que transformará a vida de todos que o vivenciarem. Neste livro, você aprenderá como usar o Segredo em cada aspecto da sua vida - dinheiro, saúde, relacionamentos, felicidade, e em cada interação que você tem no mundo. Você começará a entender o poder oculto e inexplorado dentro de você e esta revelação pode lhe trazer muita alegria em cada aspecto de sua vida. O Segredo contém a sabedoria de mestres contemporâneos - homens e mulheres que usaram-no para alcançar saúde, riqueza, e a felicidade. Ao aplicar o conhecimento de O Segredo, eles trazem à tona histórias extraordinárias para curar doenças, adquirir riquezas, superar obstáculos e alcançar o que muitos considerariam como impossível.

O sucesso de O Segredo é tão grande que superou a marca de 4 milhões de livros vendidos em dois meses, pouco depois de seu lançamento oficial e, consequentemente, foi destaque em respeitadíssimas publicações incluindo o The Wall Street Journal, Chicago Sun-Times, USA Today, Newsweek e o The New York Times Sunday Style section. Também apareceu no topo de várias listas best sellers, incluindo The New York Times, USA Today e o Wall Street Journal


Um livro que nos faz ver a vida através de outros ângulos, com outros olhos, de uma forma diferente. 
A maneira como vivemos, os costumes, a forma de pensar...são esses detalhes que influenciam nossa vida, são esses detalhes que atraem as coisas boas e ruins. 

Como atrair coisas boas para a vida da gente? Como fazer a vida da gente caminhar? Dar certo, prosperar?

O Segredo mostra como reativar setores da vida, mostra como podemos atrair energias boas para a vida da gente e consequentemente fazer a vida acontecer em todos os sentidos. 

O Segredo nos faz pensar sobre nossas atitudes e nos faz querer mudar através de caminhos trilhados por diversas pessoas as quais tiveram sucesso em suas vidas em todos os sentidos. 

O Segredo é algo que está ao alcance de todos, e este livro mostra isso com dicas, tarefas, explicações. São diversos 

Recomendo a leitura!!! 


Chinelo de Pano

Autora: Maria Edna Holer de Oliveira
Editora: Íthala
Número de páginas: 160
Skoob

Quando perdemos pessoas a quem amamos profundamente, nos fazemos perguntas que nos colocam diante de emoções e conflitos existenciais jamais experimentados. As respostas a essas perguntas podem ser surpreendentes, sobretudo quando estamos dispostos a seguir em frente, apesar das dores da alma. O livro Chinelo de Pano é a descoberta da espiritualidade como ferramenta para uma vida mais plena, trata da luta constante para alcançar o equilíbrio, a paz e a alegria de viver.


Uma história real que fala da superação de uma mulher diante de cada dificuldade da vida. Dona de um dom que vê, prevê certos acontecimentos, ela se vê em voltas de muitos acontecimentos que tiram sua base, que abalam sua estrutura de vida. 

Com a ajuda de um grupo de orações, ela aos poucos se recupera mas cada dia é um novo desafio, cada dia é um passo no processo de se auto conhecer, de se fortalecer como pessoa e de acreditar em si mesmo.

É lindo ver a autora superando cada desafio e aos poucos se conhecendo melhor, se valorizando mais e buscado o que realmente lhe faz bem.

Um livro lindo que mostra que não tem época, nem idade, nem status social para que os obstáculos batam à porta e que todos nós somos capazes de fazer muitas mudanças e enfrentar muitas batalhas na vida sem desistir de viver.

Para quem se interessar em ler, comprar, fale diretamente com a filha da autora pelo Skoob (http://www.skoob.com.br/usuario/697117-monica) ou por e-mail: monica8184@hotmail.com



terça-feira, 6 de outubro de 2015

Resenha: A Jornada do ser humano

A Jornada do ser humano




Médium/espírito: Osho
Editora:  Academia
Páginas: 246


Sinopse:

Já faz muitas décadas que Osho serve de inspiração para o ser humano do mundo contemporâneo. Neste quinto livro da excelente série “Questões Essenciais”, ele discute inúmeras questões a respeito de um tópico essencial: o que é o homem? Segundo ele, o homem é uma ponte entre o animal e o divino – e é o fato de termos consciência dessa nossa dualidade o que nos torna humanos. Mas é isso também o que nos deixa agitados e cheios de conflito com nossa própria natureza, e é muito comum que nos encontremos diante de encruzilhadas de egoísmo e generosidade, de amor e ódio, de fragilidade e força, esperança e desespero.

Em A jornada de ser humano, Osho analisa como podemos aceitar essas aparentes contradições. Segundo ele, essa é a chave para transformar cada problema da jornada de nossa vida em uma nova descoberta sobre qual é nosso verdadeiro destino.


Seguido escuto falar nesse autor e nas maravilhas dos livros dele tanto que ano passado (2014) comprei esse livro mas só fui ler agora em Setembro de 2015. Comecei a ler mas não me apaixonei não, não achei tudooo o que falam, talvez seja a fase que eu esteja. Acredito muito que a fase que cada um esteja passando influencie diretamente na qualidade da leitura. Acredito mesmo que não esteja numa fase para leituras estilo Osho. 

Mas admito que o livro fala de muitas verdades, fala de nosso costume de não vivermos o presente, de não curtimos nós mesmos, de ir em busca da felicidade em sonhos em vez de ser nas conquistas reais. Fala da agonia que muitos sentem, do que realmente queremos, da maneira como costumamos educar as crianças, e do papel que cada criança deve ter. 

O livro é bom sim, mas achei algumas partes longas demais para explicar algo que considero simples. Como já disse, acredito de verdade que eu não esteja na fase de ter esse tipo de leitura, não desse autor. Mas recomendo sim para quem gosta (deem uma lida com calma na sinopse).