Resenha: Nós Somos A Mudança Que Buscamos - Os discursos de Barack Obama

terça-feira, 18 de maio de 2021


Autor: Barack Obama (Autor), E. J. Dionne Jr., Joy-Ann Reid (Editores)

Editora: Best Seller

Número de páginas: 322

Skoob

Sinopse:

Reunindo 27 dos seus melhores discursos, “Nós somos a mudança que buscamos” é um livro tocante e contundente que nos permite ter contato com a essência do pensamento do ex-presidente

Barack Obama entrou para a história dos Estados Unidos da América por muitos motivos, entre eles, ser o primeiro presidente negro de um país que registou uma das mais longas e infames segregações raciais do planeta e por sua eloquência comparada a poucos dos seus antecessores. Impulsionado pela própria capacidade de mudança e capaz de persuadir outros tantos a mudar, Obama marcou uma era de ressignificação do ideal americano e busca por um mundo mais justo e igualitário. Seus discursos são um convite para a esperança em um contexto atribulado que só será transformado com a firme crença na melhora e pelo desejo de mudança vivo em cada um de nós.


Este foi o primeiro livro sobre Barack Obama que eu li. 

Começar por este livro, lendo os discursos dele considerados mais impactantes, os melhores, foi uma boa forma de começar a entender os ideais, valores dele. Ao ler esses discursos aprendemos muito com os argumentos que ele usa buscando despertar nas pessoas o senso de importância de assuntos como racismo, religião, melhoria de vida das pessoas. 

Ele tenta despertar nos ouvintes a importância do querer mudar, do sentimento de que os cidadãos unidos em prol de uma américa melhor podem sim ser a mudança que tanto sonham. Ele acredita nessa união, acredita que todos são iguais, também fala da igualdade nas religiões. Nesses discursos ele compartilha um pouco de sua vida, de sua infância, de sua jornada de vida. 

Obama tem um talento nato para convencer pessoas, para despertar nas pessoas o apoio nas causas que defende através de sua fala e ler os discursos dele dá uma amostra desse talento e desperta mesmo para nós que não somos norte americanos, a vontade de lutar por mudanças, a vontade de vestir a capa da esperança e se dedicar a construir um mundo melhor.  

Lendo esse livro, que li no Kindle, senti em certo momento uma sensação que não estamos fazendo nem 20% do que poderíamos, tive uma sensação de desperdício de dias com tarefas tão irrelevantes e tive a vontade de repensar minhas tarefas, tive vontade de repensar minhas leituras, meu tempo no celular, meu tempo de lazer (que sim é de extrema importância) e de tentar fazer minha parte para um mundo melhor, mesmo que minha parte seja bem pequena mas, ter algo maior na vida, um objetivo que vá além do meu mundo particular. Não sei se foi esse o objetivo desse livro, mas em mim despertou tudo isso. 

Super recomendo a leitura que é muito construtiva e realmente vale a pena cada minuto gasto nela. 

Resenha: A Origem

segunda-feira, 3 de maio de 2021


Autor: Dan Brown

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 432

Skoob

Sinopse:

De onde viemos? Para onde vamos?

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".

O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.

Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo. 


Dan Brown, sou suspeita para comentar sobre os livros dele pois gosto muito da escrita desse autor. Inclusive ele é um dos autores que faço questão de ter todos os livros na minha estante. 

Nesse livro em particular, eu gostei, mas não entrou para minha lista de "Top livros de Dan Brown", talvez a narrativa detalhada de obras de arte, área que tenho quase nenhum conhecimento, tenha sido a responsável por isso. 

Sobre os personagens:

Robert Langdon é um personagem muito interessante, culto, observador e que não foge das aventuras quando o motivo tem boas justificativas. 

Edmond Kirsch é o personagem que reina em toda a história e isso devido "apenas" à descoberta dele, não necessitando de sua atuação até o final da narrativa, apesar que, ele atua não atuando...bom, vocês vão entender quando lerem.

Ambra Vidal, mulher forte, independente e ao mesmo tempo delicada, noiva do príncipe da Espanha, passa por cima de certas convenções para ir em busca das respostas que acredita serem importantes. 

E não podemos esquecer de Winston, o computador! Isso mesmo, há um personagem que é uma máquina, brilhantemente inteligente, sempre disposto a ajudar seu inventor e todos aqueles que estão ao lado dele, buscando em segundos soluções rápidas para todos os problemas que aparecem, eu simplesmente achei muito gut gut o Winston durante grande parte da história, é... pois é, mas não é totalmente verdade isso. 

Entre outros personagens, todos têm espaço especial cada um com sua importância, o que causa uma dinâmica nada cansativa de acontecimentos.

A história descreve, aos poucos, a vida de Kirsch, da paixão dele por tecnologias e sobre a descoberta que a princípio seria mostrada num grande evento no início do livro, porém, acontecimentos inesperados ocorrem e a partir daí começa a corrida contra o tempo, ou contra os guardas, para revelar o que não foi, para revelar o que o mundo está querendo saber. 

Nessa corrida, tecnologia, história e arte se misturam, alguns personagens aparentam ter relação com tudo de ruim que está acontecendo, não se sabe em quem confiar, ou se está confiando demais em outros. Lugares conhecidos mundialmente são descritos em detalhes, e a lealdade para com os amigos é colocada em prova todo o tempo. 

O final do livro me surpreendeu muito principalmente numa parte específica (mas claro que não vou dar spoiler), e todas as questões levantadas na tão esperada revelação me fez refletir durante e após a leitura.

Apesar, de como eu já mencionei, este livro não estar na minha lista top, eu gostei muito dele, vale muito a pena a leitura e reflexão de todos os temas abordados nele. 




Cai no planeta errado, só pode!

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Até quando o ser humano vai achar que é invencível? Até quando vai achar que com ele não acontece nada, ou que ele não se importa se algo ruim acontecer? Até quando o ser humano vai achar que tudo é culpa dos partidos, dos políticos, do governo, do tempo, da natureza, do Gasparzinho, dos gnomos? Até quando o ser humano vai achar que não tem controle sobre si mesmo e que tudo o que acontece é sinal divino?

De uma vez por todas o ser humano precisa acordar para muitas coisas: 

- que NÃO é invencível coisa nenhuma;

- que com ele pode acontecer muitas coisas sim;

- que ele tanto se importa se algo de ruim acontecer com ele sim que quando a coisa aperta, que quando está hospitalizado e os médicos expressando sem querer no rosto um "não tem mais volta", ai rezam e fazem promessas que não vão cumprir para voltar a vida normal;

- que os partidos políticos podem ter muita coisa para evoluir mas partidos são compostos por pessoas e que não tem responsabilidade pelos atos que o ser humano em questão pratica;

- que os políticos só vão nos explorar se deixarmos;

- que o governo não é uma pessoa mas que escolhemos pessoas para governar onde vivemos;

- que o tempo, a natureza são influenciados por nossas atitudes e se estamos destruindo a natureza, como queremos que ela nos retribua com doçura?

- Gasparzinho, gnomos e turminha não tem nada a ver com a falta de responsabilidade e noção de comunidade que devemos ter. 

O ser humano tem um péssimo hábito de culpar os outros, de quando faz algo bom quer receber os méritos, mas que quando faz merda joga a culpa em qualquer coisa o mais rápido possível. O ser humano quer ser tratado com educação, respeito, maturidade sendo que age sem educação, sem respeito nem com outras pessoas, nem com animais, plantas e que as atitudes mostram que está longe de ser um adulto de verdade. O ser humano age como uma criança mimada que se nega a crescer. 

Será que só com transplante de cérebro para o ser humano perceber que não é ninguém sozinho, que precisamos um dos outros para viver e que precisamos sim ter esse senso de comunidade onde um vai ajudar o outro, onde um será educado com o outro e as diferenças serão tratadas com uma boa conversa? Tudo é tão óbvio, tudo está na nossa frente, a saída para acalmar o ódio, a saída para acalmar esse dito vírus que só fica cada vez mais forte graças a irresponsabilidade de muitos, a evolução chegou, as informações chegaram, mas é preciso que cada um se mexa, saia da zona de conforto e faça sua parte. Será que é tão complicado cada um ver que todos nós temos responsabilidade pelo o que acontece na nossa volta?  

Não sou perfeita, ninguém é, e mudar, sair da zona de conforto dói, machuca, é desconfortável mas precisamos passar por isso!! Precisamos ir lutar e fazer nossa parte, a evolução do mundo depende de todos nós e não somente de alguns. Não adianta, precisamos vestir a roupa, "pegar as armas" e ir pro campo de batalha, não tem jeito não, precisamos tomar consciência da nossa parcela de responsabilidade. 

Porém ao ver a grande maioria ignorando tudo isso me pergunto: será que cai mesmo no planeta certo? Porque vendo achando que meu destino era outro, que a nave espacial fez uma curva brusca, que a porta estava aberta e eu despenquei lá de cima aqui. Não sou mais evoluída que ninguém mas tenho mais consciência da minha responsabilidade se me comparo a muitas pessoas sim. 

Próxima nave espacial que passar aqui no planeta: me dê uma carona, porque o povo aqui não quer entender nem através de desenho, nem diante de pandemia. 

Resenha: Vivendo a Comunicação não-violenta

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021


Autor: Marshall Rosenberg

Editora: Sextante

Número de páginas: 192

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Sinopse:

A Comunicação Não Violenta (CNV) é um dos temas mais transformadores e fundamentais que nós da Sextante já publicamos. Ela é tão essencial que deveria ser ensinada a todas as pessoas, assim como ler, escrever e fazer as quatro operações matemáticas. Mais do que uma técnica para resolver conflitos, é um modo de ser, de pensar e de viver que, como diz Marshall Rosenberg, “nos ensina a expressar o que está vivo em nós e a enxergar o que está vivo nos outros. Assim podemos descobrir o que fazer para enriquecer essa vida”.

Comunicação não violenta vai além da talvez ideia que tenhamos de não brigar, não gritar, ela engloba o melhor entendimento do que o outro está comunicando e das formas mais esclarecedoras que podemos transmitir o que queremos. 

O livro trata disso, das vantagens de ter uma melhor comunicação com todos ao redor e o que isso pode ocasionar de positivo em nossa vida. 

O autor conta das suas experiências como mediador de conflitos e separa os capítulos em assuntos: Podemos dar um jeito: como resolver conflitos de forma pacífica e eficaz; Amar sendo eu mesmo: como criar relações amorosas sem abrir mão de nossos valores e integridade; Superando a dor entre nós: como alcançar a reconciliação e a cura sem fazer concessões; O propósito surpreendente da raiva: para além do gerenciamento da raiva, como encontrar sua virtude; Criando filhos com compaixão: como educar de acordo com a CNV; Espiritualidade prática: reflexões sobre a base espiritual da CNV.

Além disso ele traz exemplos reais de situações das mais diversas esferas. A leitura é um pouco longa, mas certamente saímos com outra visão sobre comunicação. 

A leitura desse livro, no caso li em e-book, foi uma leitura muito esclarecedora para mim, me ajudou a analisar como eu mesma  me comunico com pessoas próximas a mim e até mesmo na reação delas a cada gesto meu dentro da conversa. Vi algumas falhas que estava cometendo, enfim, é um livro que sem querer, acabamos refletindo sobre nosso próprio comportamento. 

A parte que não gostei é que achei um tanto cansativo para ler, talvez se eu tivesse lido em livro físico não fosse. Como há diversos exemplos de diálogos das mais diversas áreas da vida, em alguns momentos desejei sair desses bate papos que foram longos em muitos casos, por mais que eles ajudassem a compreensão do assunto. 

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Sobre  o autor:

Marshall Bertram Rosenberg foi um psicólogo americano que criou com uma equipe o método comunicativo chamado Comunicação Não-Violenta (CNV).

A Comunicação Não-Violenta destina-se para a resolução de conflitos nas mais diversas áreas levando em consideração uma comunicação atenta ao que falamos e ao que ouvimos baseada em empatia. Segundo o autor, a CNV é a chave para o problema das desavenças e discórdias.

Resenha: Me Poupe!

Autora: Nathalia Arcuri   

Editora: Sextante         

Número de páginas: 175

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 Sinopse: 

Ela começou a poupar aos 8 anos, de olho no carro que teria aos 18. Com 24, comprou seu primeiro apartamento à vista e ainda bancou todas as obras de acabamento. Aos 30, pediu demissão do emprego dos sonhos e montou o próprio negócio, um canal no YouTube. Tinha 32 quando conquistou o primeiro milhão de reais – e também o primeiro milhão de inscritos. Aos 35, pretende ter pelo menos 5 milhões (bem) investidos, garantia de independência financeira, ou seja: só trabalhará se quiser, no que quiser e quanto quiser.
A história da jornalista e youtuber Nathalia Arcuri é ao mesmo tempo inspiradora, divertida e instrutiva. Dona de uma inteligência financeira extraordinária, lapidada com cursos de especialização e coachings, Nathalia começou a compartilhar suas táticas para poupar e investir primeiro no blog poupecomSara, em 2014. No ano seguinte, valendo-se de sua familiaridade com as câmeras – foi repórter e apresentadora no SBT e na Rede Record –, lançou o Me Poupe! no YouTube, inaugurando o conceito de entretenimento financeiro.
Neste livro, pela primeira vez, Nathalia explora as causas da dinheiro fobia, um mal identificado por ela que corrói o relacionamento das pessoas com o dinheiro. 

O livro começa tratando sobre a relação que temos com o dinheiro, sobre o que normalmente trazemos de crenças de nossos familiares e como mudar essa visão. Essa parte já faz uma quebra de possíveis pensamentos preconceituosos que podemos ter ou não em relação ao dinheiro, isso traz uma leveza interna nos deixando mais "abertos" para continuar lendo os outros capítulos. 

Seguindo a leitura nos deparamos com a importância dos "não", importância de ter objetivos e disciplina. Vejo essa parte como a base para posteriormente sabermos trabalhar melhor com o dinheiro. 

Durante o restante do livro temos esclarecimentos sobre os tipos de metas, sobre como economizar da melhor forma, organizar as finanças, há exemplos de situações em que uma pessoa fictícia tem dívidas e como ela pode resolver e a importância do conhecimento. 

Em todo o livro há exercícios para serem preenchidos pelo leitor, portanto não é uma leitura totalmente passiva, mas sim dinâmica onde ao mesmo tempo que estamos realizando a leitura também estamos sendo incentivados a pensar em nossa situação, em o que queremos através de exercícios, perguntas. 

Apesar de ser uma leitura rápida, é muito prazerosa e com informações realmente úteis que podem ser aplicadas em seguida. Nathalia Arcuri tem canal no Youtube também, onde consegue transformar um assunto um tanto complicado para muitas pessoas em um tema mais simples de ser compreendido. 

Leitura que recomendo a todos que estão iniciando seus estudos sobre finanças pessoais ou que precisam urgente organizar o orçamento de sua casa. 

A chave de meu mundo está com vocês

sábado, 2 de janeiro de 2021

O texto abaixo foi escrito ao som da seguinte música:




Se quiser ler ouvindo a música que deu forma às palavras abaixo, clique no link acima ou procure por ela no Spotify. Há! E coloque no repeat.  


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A chave de meu mundo está com vocês




Cada um de nós tem seu próprio mundo e lá se encontra nossas qualidades, nossos defeitos, nosso passado e nosso presente, lá está o que temos de mais precioso na vida, há também nossos sonhos, delírios, desejos, traumas, medos, feridas, cicatrizes. 

Podemos ser o tipo de pessoa que nem porta coloca na entrada e deixa todo mundo entrar, fazer o que quiser e sair. Podemos ser do tipo de pessoa que coloca portas e trancas de todo tipo e não deixa ninguém entrar. Podemos ser do tipo que coloca uma porta e deixa entrar somente quem tem ingresso e, somente para alguns que saem, entrega a chave para quando quiserem voltar.

Eu já fui dos dois primeiros tipos de pessoas, mas não me senti bem com esses estilos, por muito tempo eu alternava entre tirar a porta e colocar todas as trancas possíveis, estava perdida pois não encontrava um caminho do meio. 

Depois de alguma caminhada, eu conheci o terceiro tipo de pessoa que citei e me encontrei totalmente nesse estilo de administrar meu mundo. Mas depois de adequar o estilo na minha vida foi preciso organizar o povo lá dentro. Muitas pessoas eu tirei, outras tive que expulsar, algumas pessoas me comunicaram que iam ficar para sempre lá sem negociação, hehehehe, agradeço por esta decisão delas, outras ainda ficaram indiferentes e um último grupo... o laço da amizade continuou forte mas eu sabia que tinham outros caminhos a seguir. Sobre elas, me apeguei ao medo de perder no instante que eu deixasse ir, mas o tempo me contou que elas iam sim independente do meu medo, precisavam voar para as montanhas que desejavam mas que vez ou outra voltariam para me visitar. 

Entendi que só permanece quem tem liberdade de escolha, quem nos conhece realmente, quem nos ama, quem se importa, quem foi marcado pela nossa presença mesmo que rápida, esses nunca nos deixarão. Mas o contato frequente nem sempre é possível pois em muitos trechos da viagem dessas pessoas... não pega Wifi. Mesmo assim sabemos que quando elas estiverem perto de nosso mundo, de nosso caminho, quando estiverem perto de onde estamos viajando... elas nos farão uma visita e nos contarão as maravilhas que encontraram no caminho, nos contarão suas batalhas, suas derrotas e suas vitórias, nos contarão o que viram de diferente e estranho e vamos dar muita risada junto, e ao nosso lado matarão a saudade até que a hora de partir chegue novamente. 


Está tudo bem e para essas pessoas especificamente, entreguei a chave da porta do meu mundo para quando estiverem em locais próximos, poderem abrir a porta de minha vida e entrarem sem precisar se identificarem do lado de fora. Como é libertador ter pessoas assim na vida!! Como é bom saber que durante nossa viagem podemos encontrá-las na próxima curva e quando menos esperamos. Como é bom ter pessoas as quais marcamos positivamente. Como é bom essa rede de amizade sincera e de amor. Como é bom ter no coração pessoas que sentimos saudade sim mas que sentimos que estão bem em algum lugar esse mundão. Mas não mexam com essas pessoas porque quando sabemos que estão em perigo, não pensamos duas vezes em colocar nossa armadura e ir defendê-las. 

Deixar ir nem sempre é fácil, mas é preciso. Se a saudade bate é porque houveram momentos ótimos junto, se a garganta apertar é porque fizeram 1 casinha em nosso coração, se lágrimas rolarem é porque sabemos que o laço da amizade, do carinho e do respeito continua forte. Tudo o que nos é importante mexe com nossos sentimentos. O que não nos importa, não provoca sensações na nossa alma. 

Para quem eu deixei ir e essas pessoas sabem quem são, recebam essa caixinha disfarçada de texto. Dentro dessa caixinha está a chave da porta do meu mundo. Venham quando quiserem, entrem sem pedir permissão, me visitem sempre que estiverem perto. A chave do meu mundo está com vocês. 


2019 em 19 dias - dia 19

 No final do ano de 2019, eu fiz uma série chamada "2019 em 19 dias" e postei no meu Facebook. Hoje resolvi compartilhar aqui no blog. 

Mas há uma recomendação: leia na sequência dos dias, dia 1, dia 2... a minha trajetória em 2019 aconteceu nessa sequência. 

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Sempre fui uma pessoa que sonhou muito com muitas coisas, desejei, me vi em muitas situações do futuro. Também sempre fui uma pessoa que pedia aos céus muitas oportunidades específicas. Mas nesse ano descobri o poder do entregar, nesse ano descobri o quanto é forte o poder do confiar no universo.  Continuo sonhando sim com algumas coisas mas estou mais é vivendo o meu presente, planejando o hoje ou a semana. Além disso, deixei de pedir aos céus as coisas mas comecei a entregar a ele cada situação de minha vida que necessite de uma direção ou solução. Comecei a confiar nas estrelas, na minha origem cósmica, comecei a entregar mais meu destino aos espíritos de luz que cuidam de mim. Me coloco dentro do Universo, me coloco como integrante dessa imensa força e passei a agarrar nas mãos de quem não vejo com os olhos físicos, mas que sinto com os olhos do coração. Faço o melhor que posso todos os dias, sempre me desafiando a melhorar como pessoa em todos os sentidos, procuro corrigir o que não me fez bem. Comecei 2019 como uma pessoa cheia de traumas, feridas, medos e receios mas assustadoramente desesperada por socorro. Termino 2019 como uma pessoa mais leve, totalmente dona de minha essência, hoje eu me amo, confio em mim e não tenho mais medo algum do futuro. Sou outra pessoa, me descobri, me encontrei e serei eternamente grata por este ano de 2019 e por todas as pessoas envolvidas no meu processo de "cura". Nasci novamente. Durante anos tentei me encontrar sem sucesso, mas lá fora, agora me encontrei aqui dentro. Sou uma eterna aprendiz que aprendeu a confiar nas estrelas, na lua, nas constelações... que aprendeu a confiar no infinito, no universo. Gratidão infinita...meu lindo Universo!


2019 em 19 dias - dia 18

 No final do ano de 2019, eu fiz uma série chamada "2019 em 19 dias" e postei no meu Facebook. Hoje resolvi compartilhar aqui no blog. 

Mas há uma recomendação: leia na sequência dos dias, dia 1, dia 2... a minha trajetória em 2019 aconteceu nessa sequência. 

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Algo me incomoda faz tempo: a mania das pessoas em geral em reclamarem, em postarem em suas redes sociais críticas negativas sobre um produto, um atendimento ruim, porém quando há elogios para se dar a algo ou alguém o pessoal fica calado.  Em vez de espalhar energia positiva no mundo, as pessoas espalham energia negativa e depois não sabem porque a energia do planeta está pesada! Oi? Elogiar, compartilhar bons acontecimentos, boas ações, contar para os amigos sobre um bom produto, uma compra de qualidade, faz bem para quem faz o elogio e para quem recebe. Quantas vezes acordamos jururu onde um elogio durante o dia mudou nossa energia ou simplesmente nos fez sorrir? É nessa vibe que estou apostando cada vez mais, e nem sempre farei nas minhas redes sociais, quero cada vez mais elogiar por mensagem, por WhatsApp, por carta, sinal de fumaça ou seja lá o que for.  Muitas vezes um simples obrigado acompanhado de um sorriso pode salvar literalmente a vida de alguém. Não sabemos da vida, dos problemas, da mente de quem nos atende nos mais diversos lugares, não sabemos como está a vida da outra pessoa e em alguns casos o que falta na vida desses seres é um elogio, um sorriso, uma forma de carinho. Empatia, algo que deve entrar na moda, algo para se colocar na vida em todos os momentos.  Se transmitimos energia ao mundo, que essa energia seja de luz, de amor, de união e de querer viver mais e mais. Por mais elogios e críticas construtivas. Gratidão Universo!