Seres de luz que nos transformam...

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Hoje, dia 17 de agosto de 2020, fazem 3 meses que o meu eterno filhote de 4 patas virou literalmente 1 anjinho de 4 patas. 



Ainda dói muito não ter ele ao meu lado fisicamente. Ainda choro quando penso nele, quando pego a fotinho dele e converso com ele e faço isso seguido, conversar com ele me conforta. 


Para quem não conhece a história, eu tinha um cocker spaniel inglês, de 16 anos, o orelhudo mais lindo do planeta, vejam fotos espalhadas nessa postagem. Em abril desse ano de 2020 ele fez 16 anos, ele estava velhinho, não enxergava mais e lidava com sequelas de um avc que deu nele em novembro de 2018. 



Desde esse episódio do avc, eu sempre segui as recomendações de medicação e cuidados que deveria ter com ele e fui além: beijei mais do que eu beijava antes, fiquei mais tempo ainda abraçada com ele, deixei ele fazer tudo o que queria e que não colocava ele em risco, levantei diversas vezes durante todas as noites (de novembro de 2018 até maio de 2020) para atender ele sempre que me chamava e continuei fazendo outras coisas que eu já fazia antes: coloquei bolsas de água quente na caminha dele para ele não ficar com frio (devidamente enroladas no cobertor para ele não me queimar) nos rigorosos invernos do sul do nosso país, encurtei o tempo de passeios para chegar logo em casa, deixei de viajar para não deixar ele longe de mim muito tempo, sai do computador sempre quando ele me chamava para ir para o pátio fazer companhia para ele, interrompi meus estudos para simplesmente acompanhá-lo quando queria ir na frente da casa (ele não ia sozinho), etc. Fiz isso e muito mais e ainda acho que fiz pouco. 

Mas em maio desse ano de 2020, quando eu vi que ele estava indo embora aqui da Terra, fiz uma promessa a São Francisco de Assis que, se meu fiinho desencarnasse em paz sem sofrer, eu ia lutar, eu ia ajudar a causa animal pelo resto de minha vida. E ele desencarnou como o anjo que sempre foi e portanto, aos poucos, vou pesquisando sobre projetos de resgate de animais abandonados, vou lendo, vou acompanhando perfis nas redes sociais de pessoas que se envolvem com a causa animal, aos poucos vou montando minha rede de projetos que quero ajudar a divulgar e de outras formas dentro do que posso fazer. 


Mas voltando ao filhote...o primeiro mês sem ele foi dor pura, éramos um grude, sempre fomos. Onde

um estava dentro de casa o outro estava junto, cada vez eu passava por ele eu beijava a testa dele, muitas vezes eu abraçava até ele fazer uns sons tipo dizendo: "tá mãe, me larga". Eu cuidava do que ele precisava primeiro para depois cuidar de mim, isso desde a hora que eu saia da cama. Não é de se surpreender que a ia dele para a morada dos anjos fez eu chorar muito, o meu peito parecia se abrir, mas com o passar do tempo, comecei a me acalmar e refletir e hoje estou vendo qual foi a missão dele na minha vida:

Quando vivo, ele me ensinou a amar sem pedir nada em troca, ele me mostrou que também sou amada, que sou importante e o quanto o carinho puro, uma brincadeira sem maldade, um abraço (porque ele quando estava no meu colo, colocava os bracinhos ao redor do meu pescoço) ou a eterna alegria de viver (quando ele pulava e se mostrava feliz da vida pelo simples fato de correr no pátio) podem fazer bem para todos ao redor. Isso quero levar para a vida: quero amar mais as pessoas e não guardar mágos, quero abraçar mais (quando essa pandemia passar claro), quero ter meus momentos de descontração, de dançar sozinha em casa, de brincar mais, sorrir mais e dar carinho para as pessoas ao meu redor, quero ser leve como ele foi. 


Agora ele desencarnado, ele está me ensinando a ser forte, a enfrentar as dores de frente (elas podem ser da falta dele, ou de ver animais sofrendo precisando de ajuda, ou de ver a realidade ao meu redor, etc), ele está me ensinando a viver por um propósito maior que eu mesma. Ele está me mostrando que por mais que eu ainda chore de saudade dele eu sou forte sim e que a dor pode ser o impulso de olhar para quem precisa.  Ele está reforçando os sonhos de vida que eu já tinha mas que agora não serão apenas para mim, mas conforme eu for conquistando o que desejo, serão sonhos que eu vou transformar em ajuda para nossos nossos amigos de 4 patas em homenagem a ele. Dessa forma, vou cumprir a promessa que fiz a São Francisco e a ele também em uma das nossas últimas conversas com ele ainda vivo. 




O meu eterno filhote, mesmo em outro plano, ainda está me ensinando coisas, agora é a de transformar a dor da saudade em garra para lutar pelos meus sonhos e pelo meu novo propósito de ajudar os amigos dele. Pelo Lyon, pelo ser que transformou a minha vida: vou transformar sim a vida de outros seres de luz como ele... 



Fique em paz meu amor... fique sempre na luz... te amarei por toda a eternidade. 


Quer mudar o mundo?

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Para quem deseja um mundo melhor, aconselho a começar pelo item: encarando a realidade. Realidade de sua própria vida; realidade da situação geral do mundo; realidade de como muitos animais são mal tratados; realidade das pessoas que não tem condições mínimas de sobrevivência e vivem de formas...desumanas; realidade sobre a destruição do planeta que começa dentro de nossas casas com comportamentos copiados de outras gerações que só destruíram o que o planeta oferece.

Porém, muitas pessoas dizem que não tem estômago para ver animais sofrerem, que choram em ver como muitos seres humanos vivem, que dizem que na sua casa não tem nada que possa mudar pois quem tem que fazer é o governo, que não se interessam por coisas que "não podem mudar". 

Mas e quem tem estômago para ver animais sofrendo? Quem não se sente mal ao ver pessoas em condições desumanas? É claro que não é fácil de encarar muitas coisas mas fugir delas só faz a gente criar um mundo onde "não conseguimos ver as coisas ruins", pessoas se fecham em bolhas porque tem pessoas mais preparadas para encarar essas verdades de frente, porque tem outras pessoas envolvidas nessas causas mas essas mesmas que falam isso, que usam tais respostas são muitas vezes cidadãos que reclamam do jeito que está o mundo, das inundações, da fúria da natureza. 


Gente: quem quer ver o mundo melhor tem que agir pois é das atitudes individuais que é criado a força para mudar o que precisa!! Não é a atitude de uma, de 2, de 200 pessoas que vai fazer o mundo um lugar melhor de viver, é a atitude de todos!! Somos milhões, milhões de vozes que precisam se posicionar para transformar esse planeta num lugar melhor de viver!! E não são somente os governos que precisam fazer algo, nós também precisamos nas atitudes de todos os dias. 

Vamos mudar o mundo para melhor no instante que nos preocuparmos com o que consumimos, com o que descartamos e na forma como fazemos isso. 

Vamos mudar o mundo no instante que comprarmos o que precisamos e que vamos usar e não somente itens para ficarem atirados no fundo do armário. 

Vamos mudar o mundo no instante que denunciarmos maus tratos de animais, que ajudarmos as pessoas envolvidas no resgate deles (aquelas que tem estômago para ver um bichinho em condições ... terríveis de maus tratos), vamos mudar o mundo quando tivermos a coragem de enxergar essa realidade e fizermos nossa parte e não precisa ser vendo eles em condições de sofrimento, mas o fazer nossa parte também inclui em apoiar ONGs, em doar valores em dinheiro para projetos sérios e que salvam da morte muitos animais (sim doações em dinheiro pois medicamentos precisam ser comprados, ração também), em compartilhar nas redes sociais ações sérias e que lutam para se manterem ativas.

Vamos mudar o mundo quando ajudarmos pessoas que não tem o básico para viver, quando damos oportunidade para alguém que quer ser alguém e quer sustentar sua família, quando não ficamos calados e tentamos acordar pessoas de nosso convívio da necessidade de enxergar o outro, aquela pessoa sofrendo que na sua frente que muitas vezes ignoramos.

Vamos mudar o mundo quando pararmos de mascarar os problemas que estão na nossa frente mas que quando estamos no conforto de nossas casas, ou num almoço com a família com a mesa farta de comida comentamos sobre aquele caso pavoroso da cena de preconceito que esteve na mídia dias atrás ou das postagens daquela ONG que resgatou um animal que não sabem como sobreviveu, e conversamos sobre isso e segundos depois falarmos sobre como estamos com as pancinhas lotadas e até pedindo um chá pois comemos demais. O simples comentar não adianta! 

Claro que vamos conversar sobre coisas aleatórias e boas mas não podemos nos desviar da realidade e além de ver, precisamos fazer algo! Não é só atirar para o governo fazer, é nossa tarefa cobrar atitudes de quem colocamos no governo, e não interessa se votamos nas pessoas que estão lá, o fato é que estão lá e sim, precisamos cobrar delas. Mas também precisamos nos cobrar, fazer nossa parte que pode ser de tantas formas: compartilhando em nossas redes sociais o trabalho de quem está fazendo algo, ajudando essas causas das formas como podemos, é mudar nossos comportamentos que não estão de acordo com nossa ideia de mundo bom para viver. 



O mundo que queremos viver não vai aparecer do nada e nem está nas mãos de poucas pessoas, o mundo que queremos viver está nas nossas mãos, é nós que vamos construir ele! Mas para isso é necessário união, é necessário primeiro ter coragem de encarar a realidade, é fazer algo!! 

Abra os olhos para a realidade! Comece vendo o que te rodeia! Reaja!

Resenha: Casa Organizada

terça-feira, 11 de agosto de 2020
Autor: Thaís Godinho
Editora: Gente
Número de páginas: 222



Sinopse:

Uma casa deve nos servir – e não o contrário! Este livro veio para desmitificar a ideia de que é preciso investir muito tempo na casa para deixá-la organizada. Thais Godinho defende que a organização da casa não precisa – nem deve – ser uma tarefa desgastante. Você também se sente frustrado por ver seu tempo perdido em arrumações que logo serão perdidas? Sua casa vira uma bagunça pouco tempo depois de você colocar tudo no lugar? Aqui você verá que organizar a casa é fazer dela um lugar que funcione para você. É transformar o lugar no qual você mora em um refúgio para aproveitar os dias e que faça você ter vontade de voltar. Aqui você verá que é possível ajustar as expectativas em relação à casa de acordo com o seu estilo de vida sem deixar de lado a satisfação de ter um lugar com a sua cara. Depois de ler este livro, você terá a certeza de que é possível ter uma casa organizada mesmo com uma rotina cheia de compromissos e sem precisar contratar alguém para ajudar. Aprenda a manter sua casa organizada por meio de simples ações diárias; Crie um sistema de organização em que todos participem; Saiba como aliar cuidados com a casa ao trabalho e aos estudos; Tenha, de uma vez por todas, a casa que sempre sonhou.



Ao ler o título do livro logo se pensa em: organização de objetos, limpeza, tudo em seu devido lugar... e sim, é sobre isso e muito mais. 

Quando analisamos nossa casa e observamos armários, a própria decoração e o famoso quartinho da bagunça podemos achar que precisamos dar uma boa organizada em tudo, porém na leitura desse livro vimos que há um ponto bem importante além do organizar: o de destalhar. A arte da casa organizada vai além de colocar objetos em lugares específicos e no decorrer das páginas teremos muitas dicas de como fazer isso, ter tudo organizado também envolve se desfazer de tudo o que não precisamos mais, tudo que não usamos mais. 

Há uma grande diferença entre fazer coleção de algo e acumular esse algo, além disso a quantidade de itens na coleção também precisa ser proporcional ao tamanho do espaço que temos disponível. O tamanho da nossa casa, de cada cômodo também interfere na decoração e são nessas dicas que percebemos que organizar uma casa vai além do: colocar itens nas gavetas e prateleiras.

Até aqui já tratamos de tópicos como: ser acumuladores...ou não, ter o que somente o que precisamos ... minimalismo, decoração,  aproveitamento de espaços, então você que achava que o livro só ia falar sobre dicas práticas de organização, se enganou, aqui o assunto evoluiu para muitas áreas. 

E não são somente os objetos que recebem as atenções, mas também: sentimentos, nossos relacionamentos e decisões. Além disso, é levantada a importância do trabalho conjunto de todos os integrantes daquela moradia. Como envolver todos que moram ali contrariando a ideia de ter somente uma pessoa responsável pela dinâmica da casa. 

Todo esse trabalho tem finalidades maiores do que envolver as pessoas que moram juntas em tarefas domésticas, a satisfação de morar num lugar com boa energia, funcional e aconchegante deve ser um dos motivos principais dessa rotina, que sim é diária. 

Portanto o livro vai além de orientações práticas de como guardar o item x, de como organizar objetos Y, ele engloba também os sentimentos de satisfação, de bem estar, de ter tempo para dar atenção para quem amamos. 

O conteúdo me surpreendeu por não ser superficial como eu imaginei que seria. Recomendável para todos. 

Resenha: Arrume sua cama

terça-feira, 4 de agosto de 2020
Autor: William H. McRaven
Editora: Academia
Número de páginas: 128


Sinopse:

Dez lições de um almirante das forças especiais para mudar sua vida.
Quando foi convidado para proferir a aula inaugural dos alunos de graduação da Universidade do Texas, o almirante William McRaven pensou em compartilhar suas lições sobre liderança. Afinal, em 37 anos de carreira na marinha norte-americana, ele exerceu o comando em vários níveis – inclusive tendo sido o responsável pela missão que capturou Osama bin Laden. O que ele não imaginava é que o discurso fosse parar nas redes sociais, viralizar e ter mais de 10 milhões de visualizações!
Impressionado com o impacto e com o apelo universal, McRaven transformou a palestra em livro no qual resume as 10 lições que aprendeu no treinamento das forças especiais. Assim como o vídeo, o livro virou um best-seller: ficou meses em primeiro lugar na lista do jornal The New York Times.


Sobre o autor:

O almirante William H. McRaven serviu na Marinha dos Estados Unidos com grande distinção. Em seus 37 anos como SEAL, exerceu o comando em vários níveis. Como almirante de quatro estrelas, seu último cargo foi o de comandante de todas as Forças de Operações Especiais.

Sobre o livro:

O almirante relata no livro aprendizados que teve no  treinamento das forças especiais, um deles é o arrumar a cama logo que acordar.  Pode ser uma abordagem um pouco estranha mas se pararmos para pensar, quantos de nós clica várias vezes no soneca cada vez que toca o despertador? Quantos de nós  antes de sair da cama fica enrolando vendo as redes sociais e mensagens no WhatsApp? E quem tem horário para cumprir logo pela manhã, quantos que acabam levantando na correria para não se atrasar? E esse corre corre dá ou não uma sensação de cansaço e desânimo? E isso aconteceu porque provavelmente o tempo que poderia ter sido reservado para arrumar a cama foi gasto com redes sociais antes mesmo de sair da cama.

A tarefa de arrumar a cama logo que acordar teria o "poder" de transformar a nossa energia logo cedo, com isso nos sentiremos mais motivados para o restante do dia e também mais disciplinados. Seria o estímulo que precisamos para enfrentar com mais disposição nossas outras atribuições. 

Porém não é somente isso que pode transformar nossa vida, ter a consciência que não estamos só no mundo e que precisamos sim de outras pessoas ao redor também faz diferença. Pessoas que nos ajudarão nas dificuldades, que caminharão conosco e que tem bom coração, sim isso é muito importante: ter um  bom coração. 

Mas ele não fantasia a vida pois admite que a vida é injusta sim, que enfrentaremos muitas dificuldades, enfrentaremos pessoas tiranas que vão querer nos intimidar, porém, mesmo esses momentos nos são benéficos pois evoluímos e aprendemos muito nessas fases, nos tornamos mais fortes. 

Coragem, disciplina, esperança, ousadia são alguns sentimentos que precisamos ter para mudar nosso mundo, para fazer diferença na nossa vida e na dos outros. 

Os tópicos tratados não são muito aprofundados, mas podemos ter a ideia da diferença que cada um pode fazer em nossa jornada.  Apesar do autor ser do meio militar, achei totalmente possível inserir tais ensinamentos na vida de qualquer pessoa. São "detalhes" que fazem a diferença.

Gostei do livro, na verdade, li ele no Kindle. Recomendo para quem quer ler algo leve e breve. 







Resenha: COT - Por dentro do grupo de operações especiais da Polícia Federal

quinta-feira, 16 de julho de 2020
Autores: Eduardo Maia Betini, Fabiano Tomazi
Editora: Ícone
Número de páginas: 284

Sinopse:

"Charlie, Oscar, Tango. Não poderia ser outro o título desse livro escrito por Eduardo Betini e Fabiano Tomazi que, com a profundeza necessária, coloca o leitor por dentro de toda complexidade que envolve as atividades dos policiais que atuam no Grupo de Operações Especiais da Polícia Federal. Os bastidores dos treinamentos, os casos concretos, a adrenalina das missões fazem com que o leitor não consiga deixar de lado a leitura desse livro que, certamente, passará a ser referência nacional e internacional sobre o assunto. Muito pouco se tem discutido sobre o profissional de operações especiais, que dedica sua vida aos treinamentos para manter em segurança a nossa sociedade. Charlie Oscar Tango vem a preencher essa lacuna, permitindo, aos demais policiais, como também ao público em geral, que tomem conhecimento da seriedade do trabalho desenvolvido, principalmente, pela Polícia Federal. Ficam registrados, aqui, os meus agradecimentos aos policiais federais Betini e Tomazi que, com maestria, souberam trazer para dentro do texto aquilo que existe de mais importante e atual sobre Operações Especiais."

Segurança pública, bastidores da Polícia Federal, mais especificamente do COT  - Comando de Operações Táticas, é sobre isso que este livro trata e quem gosta do assunto vai adorar. 

O livro na sua fase inicial trata do histórico, das atribuições, das áreas de atuação do COT assim como faz uma breve descrição de algumas missões realizadas citando nome, ano de realização de cada uma delas e em quais estados. Quem tem interesse em fazer parte do grupo vai estar ciente sobre o ingresso e como é estruturado.  Para mim foi uma parte  bem completa e e esclarecedora da leitura. 

O livro é escrito por 2 integrantes do COT, e até por esse motivo, eles contam a vivência deles antes, durante as fases de ingresso e durante os anos de atuação.  São relatadas diversas operações vividas por ambos, cada operação em um capítulo distinto. 

Na parte final, o apêndice chamado: A sociedade e a violência, é estruturado em sub-títulos tais como: como evitar furtos e  roubos em residências, na rua, cuidados com crianças e em caixas eletrônicos. Há diversos outros sub-títulos e em cada um deles há orientações bem sucintas e diretas para que nós, leitores, possamos colocar em prática aumentando dessa forma a nossa própria segurança. 

O livro mostra a realidade de policiais federais que em muitas ocasiões nos é distorcida, às vezes por comentários do "primo da amiga da tia do fulano" que diz trabalhar lá dentro e também  pelas informações passadas através da mídia.  Ter a noção que existem pessoas anônimas, altamente treinadas nos protegendo provoca uma reflexão dos nossos próprios comentários feitos em rodas de amigos em que reclamamos da falta de segurança no nosso país. 

É claro que não moramos em um lugar perfeito, há pessoas sem caráter em todas as esferas de atuação, mas aqui temos um relato de como é o dia a dia desses homens e mulheres que precisam, em muitos momentos, abrir mão do convívio com a própria família para proteger o povo brasileiro. São homens e mulheres que escolhem uma profissão arriscada sim, que exige disciplina,  atenção máxima, responsabilidade para que, no momento em que cada um deles faz seu trabalho individual da melhor maneira possível,  isso impacte no sucesso do coletivo, no sucesso de toda a missão em que estarão atuando naquele momento. 

Eu particularmente já tinha um respeito imenso e admiração por esta área de atuação, ao finalizar a leitura, isso só aumentou.  Recomendo a todos lerem e se permitirem conhecer um pouco do dia a dia desses anônimos que nos protegem todos os dias. 

Este livro faz parte de uma trilogia e quem quiser saber mais sobre o soutros livros é só acessar o site sobre as operações especiais e anfíbias da Polícia Federal. 

Resenha: Quando Você Voltar

segunda-feira, 15 de junho de 2020
Autora: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 339
Skoob

Sinopse: "Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra."


Pensem em um livro emocionante. Quando comecei a ler, não imaginei que ia adorar tanto essa história pois pensei que ia ser mais um casal com problemas que iam brigar por um motivo qualquer e iam ser felizes no final. 
Óbvio que lendo a sinopse verificamos que não é um "motivo banal", mas sim é um conjunto de razões para que a personagem principal se veja em uma situação desesperadora: crise no casamento, convocada para a guerra e as 2 filhas, uma pequena e outra pré-adolescente. 

Durante a leitura vemos valores sendo debatidos: o amor à família, atenção aos filhos, amor entre um casal, o debate da base familiar é forte, a união entre pais, filhos. Situações delicadas também são debatidas como o luto, as formas de lidar com ele; profissões que exigem um esforço a mais, que exigem passar tempo longe da família, profissões que literalmente...os integrantes podem morrer a qualquer momento. O que é uma guerra? Como lidar? Como é importante o papel de quem fica para tranquilizar quem é convocado. 

Outro ponto que achei muito interessante que foi debatido é o comportamento do pós-guerra, parece tão simples imaginar soldados que voltaram vivos da guerra e isso é motivo suficiente para todos estarem sorrindo, comemorando mas isso, no nosso ponto de vista... o que raramente analisamos é o lado de quem está chegando da guerra, de quem viveu lá, dos traumas físicos e psicológicos.

Enfim, um livro emocionante do início ao fim e com tantos assuntos importantes tratados...um livro maravilhoso e que recomendo a leitura. 


Coronavírus - Por mais humanidade

domingo, 5 de abril de 2020
Da agitação diária e agendas lotadas para uma vida sem agito algum. Quem ia imaginar que um vírus, algo tão pequeno ia mudar a vida de todos, do rico ao pobre, das pessoas com "mil" graduações e pós-graduações, doutorados até as pessoas analfabetas?
O mundo parou, ou quase, pois há os profissionais que continuam trabalhando, da área de saúde aos funcionários das farmácias, supermercados, postos de combustíveis, da segurança pública. As notícias são alarmantes, os números de suspeitos com o Coronavírus só crescem assim como o número de infectados. Mas saindo do foco dos números, há um outro lado que poucos notam: de algo muito maior que eu chamo de Universo, tentando mais uma vez nos ensinar algo.


Antes do vírus eram as catástrofes naturais que não pediam licença e iam destruindo tudo pela frente, quantos momentos de pânico tiveram pessoas do mundo todo ao ver suas casas serem destruídas e a vida dos que amavam serem levadas ou pelo vento ou pela água? Por que será que tudo isso ocorre? Por que mais uma vez somos vítima de algo que não podemos controlar (apenas tentar evitar)?
Porém, para mim não somos vítimas de nada, somos pessoas com uma responsabilidade imensa nas costas isso sim. Vejamos os anos de destruição da natureza, dos recursos que o planeta nos oferece para desfrutarmos com equilíbrio mas que nem damos importância, destruímos tudo mesmo e não devolvemos nada ao planeta. Quantas árvores arrancadas e nem uma plantada no lugar! Quantos rios poluídos, quanto lixo produzido, quanto plástico lançado nos oceanos! Quanto consumismo desenfreado sem necessidade! E tudo isso para preencherem vazios internos que nenhum carro, que nenhuma casa de luxo, que nenhum dinheiro vai preencher. Famílias não se falam mais e nem mesmo fazem pelo menos uma refeição junto. Pais que não abraçam seus filhos, que não conversam amigavelmente e ao invés disso sentam um ao lado do outro cada um olhando para uma tela de celular. Amigos deixam de se ver porque a agenda do dia está sempre lotada, e a agenda da semana, do mês, do ano, da vida. Casais terminam a relação porque não cedem ao outro em nenhum momento, casais que cada um só pensa em si mesmo e não no outro que está ali ao lado. Crianças não sabem mais o que é natureza e brincar com coisas que não sejam eletrônicas, adultos não conhecem lugares lindos perto de onde moram porque preferem se esconder em shoppings com ar condicionado no modo flocos de neve. Cadê a humanidade nisso tudo? Onde está a preocupação com o meio onde vivem e com as pessoas ao redor?


No lugar do amor, do carinho, da compreensão, do abraço, do sorriso estão a ganância, o orgulho, a raiva, a falta de paciência, a arrogância, o desprezo. Pois é povo de nariz empinado, agora vocês estão no mesmo barco que todos os outros que tanto desprezam, ricos e pobres, doutores e analfabetos, velhos e novos, todos estão no mesmo barquinho lutando pela sobrevivência. Do que vale agora seu dinheiro, sua posição social, seu carro importado, seu apartamento de luxo? Agora todos querem saúde, todos querem ficar longe de um vírus que não aceita suborno, que não se compra, que não faz distinção de classe social.
 E a maioria de nós que reclama da correria diária? Agora a correria não existe, o que faremos? O mundo parou não para ficarmos entediados mas para olharmos para dentro isso sim! O Universo vem há tanto tempo pedindo, implorando para que a humanidade volte a olhar seus corações, para que voltemos a olhar para nós mesmos, para nossos valores, para nossos sonhos, para nossa essência... mas a humanidade estava ocupada demais para perceber esses pedidos. Nesse caso, o Universo nos fez parar na marra, já que era falta de tempo que todos alegavam, agora todos nós temos tempo. O Universo cansou de mandar sinais educados, ele anda nos sacudindo e esfregando na nossa cara a importância da mudança interna, e consequentemente do cuidado com o planeta que vivemos.


Vamos aproveitar esse momento para fazer as pazes com as pessoas que brigamos, para trazer harmonia para nossa família, nossa casa, vamos aproveitar e REFLETIR SOBRE QUEM SOMOS, QUAIS VALORES TEMOS DENTRO DO CORAÇÃO E SE ESTAMOS SEGUINDO ESSES VALORES, VAMOS OLHAR PARA NOSSA ESSÊNCIA E SEGUIR ELA, VAMOS VOLTAR A SONHAR, VAMOS TIRAR DE NÓS (ou identificar o que causa) O ÓDIO, A FALTA DE PACIÊNCIA, O DESPREZO PELO OUTRO (será desprezo pelas pessoas ao nosso redor ou a tristeza de sermos quem somos?). Vamos identificar o que nos entristece, vamos mudar comportamentos, vamos fazer um plano de ação para, quando a quarentena acabar, a gente voltar com uma versão super melhorada de nós. E não há nada de vergonhoso nisso, todos ao redor vão é amar isso sim. Vamos ter mais carinho, amor, paciência pelos outros, vamos conversar olhando nos olhos da outra pessoa, vamos ouvir mais, ajudar mais, motivar mais e criticar, xingar, desprezar menos.
Vamos também parar de produzir tanto lixo, chega de centenas de milhões de copos plásticos que mal foram usados atirados nos lixões, chega de comida desperdiçada, chega de excesso de embalagens, chega de exploração sem limite do lugar que vivemos, do planeta! Precisamos dos recursos naturais para viver, precisamos da natureza para produzir nossa comida, vamos acordar para isso também e fazer nossa parte. O que será que terá que acontecer mais para acordarmos para todas essas questões?


E antes que eu seja apedrejada, deixo claro que não condeno quem tem ótimas condições financeiras de vida, não condeno quem tem carro importado ou more em casas belíssimas, apenas chamo atenção pelo significado que damos a tudo isso, chamo atenção que há mais que o dinheiro, há amor, há a saúde nossa e do planeta em dia, há pessoas que amamos, há a paz em nosso coração e na nossa consciência.
 Que o Coronavírus seja a sacudida final para acordarmos de vez para tantos assuntos que por "falta de tempo" não cuidávamos. Que o Coronavírus traga mais humanidade em nossas vidas.


Foi necessário - Augusto Cury


FOI NECESSÁRIO

Foi necessário um vírus para desacelerar o planeta. E ele veio por uma bofetada na nossa cara.
Foi necessário um vírus para olharmos com cuidado, zelo e percebermos a fragilidade dos nossos idosos.
Foi necessário um vírus para os pais ficarem com seus filhos e não atribuírem essa responsabilidade aos avós.
Foi necessário um vírus para lembrarmos de conversar com Deus, pois isso andava meio fora de moda,
Foi necessário um vírus para fazer a gente rezar, para fazermos orações para o mundo e não só para nós.
Foi necessário um vírus para voltarmos a ter fé.
Foi necessário um vírus para mostrar que classe social, raça, crença, orientação sexual não tem diferença diante de uma epidemia.
O vírus fez a gente perceber que somos um, que o individualismo não resolve nada, que precisamos de todos.
O vírus deu uma trégua na polaridade, afinal estamos todos no mesmo barco, olhando na mesma direção.
O vírus nos privou do abraço para percebermos o quanto ele é valioso.
O vírus fez a gente perceber o quanto nossas mãos precisam ser higienizadas e que com esse hábito evitaríamos muitas doenças.
O vírus desacelerou até o consumismo, pois as pessoas não vão sair por aí comprando, comprando e comprando! Sairemos de casa para comprar apenas o necessário.
O vírus fez cair os pedidos de fast-foof delivery pois percebemos que cozinhar para nossa família é a forma mais segura de alimentá-los. ( isso andava meio fora de moda)
O vírus veio nos mostrar que o ar pode ficar mais puro com a diminuição de carros circulando, e mostrar que as pessoas podem caminhar mais. (estão evitando o transporte público)
O vírus veio nos ensinar a agradecer todos os dias por estarmos saudáveis.
O vírus veio nos lembrar o quanto a vida é frágil e que precisamos cuidar do nosso corpo e da nossa alma.
O vírus veio nos mostrar que não devemos subestimar as coisas pequenas. Afinal ele é tão pequeno, invisível aos olhos e está mudando o comportamento do mundo.
Foi necessário um vírus para a gente acordar.
E aquele tempo que sempre dizíamos que não tínhamos? Então, o vírus nos mostrou que ele existe.  



          Augusto Cury

A LIÇÃO FOI DADA, AGORA SÓ NOS RESTA APRENDER!