Olá!
Colocando em dia as postagens de livros lidos, começando por janeiro de 2025!
Você já leu algum desses livros?
Fernanda Luz
Olá!
Colocando em dia as postagens de livros lidos, começando por janeiro de 2025!
Você já leu algum desses livros?
Fernanda Luz
Editora: Lux
Número de páginas: 265
Ano: 2024
SINOPSE:
As noites eram quietas e entediantes em uma pequena casa em Bravesville, na Inglaterra, onde morava Tristan Avallon, um homem solitário que vivia de forma simples e despreocupada. Seus dias eram rotineiros, apenas na companhia de sua adorável cadela Luli, porém, não sabia que sua vida estava prestes a tomar um novo e inimaginável rumo.
Ao encontrar um misterioso anel esverdeado, ele passou a viver uma incrível aventura, a acreditar em um amor impossível e em amizades das quais jamais pensou em desfrutar em sua vida.
Enquanto Tristan corria atrás de seus sonhos, uma outra história se desenrolava concomitantemente, na qual quatro misteriosas criaturas portavam um minúscula ampulheta. O que irá acontecer quando a areia atingir o outro lado?
"Tristan Avallon e o Mistério do Labirinto" é um livro cheio de mistérios, uma história com reviravoltas impressionantes e um romance impossível. É a obra que reúne fantasia e suspense em um universo original criado pelo autor.
Eu gosto muito do gênero fantasia e graças a uma mensagem recebida no Skoob, descobri este e-book, que li no Kindle.
A história é sobre a vida de Tristin, iniciando pelo relato breve de seus pais, algo importante na história. Ele é uma pessoa solitária, a não ser pela companhia de uma cachorrinha, e com a vida bastante limitada devido aos escassos recursos financeiros, mesmo assim ele é feliz, mas almeja momentos mais tranquilizadores financeiramente.
Em uma noite que teve uma tempestade, ele tem sonhos estranhos, que pareciam reais. Quando acorda percebe que surgiu em sua casa um anel e um livro. De onde vieram? Quem colocou? Ele não sabe, mas recorda bem do sonho estranho que teve.
Esse anel lhe dá uma força que sem usá-lo ele não tem, esse anel lhe protege, e o livro lhe instiga a ir atrás de uma história de seres em outros mundos que ao mesmo tempo que parece tudo fruto da imaginação, parece também fazer tanto sentido que ele deixa toda a sua vida para trás e junto com sua cachorrinha se atira no mundo para encontrar essas respostas. Aí inicia-se uma reviravolta em sua vida, que de pacata se torna cheia de aventuras, mistérios e revelações.
Essa história é cheia de ação, de mistérios e aventura, e termina em uma cena que provoca uma enorme necessidade de saber o que vai acontecer, sim, essa história tem continuação, ainda bem, hehehe. Continuação essa que o autor ainda não liberou (na data da escrita dessa resenha: 15/03/2025).
Pensando na perspectiva de ser o primeiro livro do autor, eu acredito que ele foi muito competente, pois escreveu uma história bem organizada quanto aos personagens e acontecimentos amarrados uns aos outros, não há pontas soltas digamos assim. Apenas o início que achei um pouco confuso, mas depois que inicia o relato sobre Tristin, então sim, a história fica mais fluída.
Acredito que o autor fez uma ótima estreia com esse primeiro livro que eu particularmente adorei! E tanto gostei que assim que sair o segundo, quero ser uma das primeiras a ler.
Editora: Alta Novel
Número de páginas: 512
Ano: 2023
Série: Knockemout # 1
SOBRE A AUTORA:
Lucy Score é autora best-seller do Wall Street Journal e nº 1 da Amazon que escreve comédias românticas e romances contemporâneos. Ela cresceu em uma família de escritores que insistia que a mesa de jantar servia para ler e se formou em jornalismo. Escreve em tempo integral na sua casa na Pensilvânia, que ela e o marido dividem com seu gato irritante, Cleo. Quando não passa horas criando heróis destruidores de corações e heroínas incríveis, Lucy pode ser encontrada no sofá, na cozinha ou na academia. Ela espera um dia escrever de um veleiro, condomínio à beira-mar ou ilha tropical com Wi-Fi confiável.
SINOPSE:
Knox Morgan não tolera drama especialmente na forma de uma noiva fugida e desamparada.
Naomi Witt está em fuga. Não apenas do noivo e uma igreja cheia de convidados, mas de toda a sua vida. Mas, se perguntar a ela, Naomi está indo ao resgate de sua afastada e desregrada gêmea, Tina, em Knockemout, uma cidade onde as pessoas nem sempre são educadas e os conflitos são resolvidos à moda antiga… com socos e cerveja. Geralmente nessa ordem.
É uma pena que a gêmea do mal de Naomi não tenha mudado nada. Depois de pôr as mãos no carro e no dinheiro da irmã, Tina deixa para trás algo inesperado: a sobrinha que Naomi não sabia que tinha. Agora ela está sem carro, sem dinheiro, sem planos e é responsável por uma criança de 11 anos.
Há um motivo para Knox não se envolver em relacionamentos complicados ou com mulheres exigentes e carentes demais, especialmente as românticas certinhas, organizadas e perfeccionistas. Mas, já que a vida da Naomi implodiu bem diante dele, o mínimo que Knox pode fazer é ajudá-la a sair da enrascada em que se meteu. E, assim que ela parar de se meter em novos apuros, ele poderá deixá-la em paz e voltar à sua vida pacífica e solitária.
Pelo menos esse era o plano.
MINHA OPINIÃO:
A autora fala de maneira envolvente e divertida da vida de Naomi, que é toda certinha, amante de planilhas, de ter tudo organizado, de ter uma vida aceitável e perfeita pelos olhos dos pais e sociedade. Por outro lado não muito distante, temos a Tina, sua irmã gêmea que é o contrário da irmã, em todos os sentidos de comportamento, tanto que Tina some, tem uma filha que nem a irmã nem os pais conhecem e passa aprontando pelo mundo. Porém, quanto Tina se vê precisando de ajuda, chama Naomi que está vivendo um drama na sua, por razões que são explicadas mais para o final do livro, Naomi, a certinha, deixa seu noivo no altar e foge deixando sua vida de comercial de margarina para trás e vai ao encontro da irmã, nada mais natural do que um bom motivo para sumir no dia do casamento.
Na cidade que a irmã parece morar, Naomi que está com a mente a mil pela vida que ficou para trás, pelo casamento que ela abandonou, ainda tem que lidar com um povo que ODEIA sua irmã e pior: que está confundindo ela, a boazinha, com a irmã má que apronta até com Naomi quando esta chega no local do encontro que sua irmãzinha marcou e não apareceu.
No meio do caos da sua vida, Naomi ainda tem que enfrentar a situação de ter tido seu carro roubado, estar com as economias contadas, com um vicking mal educado que está sempre perto dela, que atende pelo nome de Knox, e uma sobrinha de 11 anos que ela não conhecia e que a partir de agora ela tem que cuidar.
Sem onde morar, sem carro, sem celular (porque sua linda irmã Tina roubou), tendo que se explicar toda hora que ela não é Tina, com uma criança para cuidar, com um ser que a tira do sério mas está sempre em volta dela, com o irmão dele, da polícia, tentando investigar o que aconteceu e com um passado que ela nem mesmo teve tempo de digerir, Naomi começa uma nova vida na pequena cidade onde todos sabem o que acontece com todos e sempre estão dando palpites e sendo uma família, mesmo com os novatos na cidade.
Naomi nesta cidade, começa a trabalhar, faz novos amigos, se apaixona, embora demore para admitir, ela passa por momentos de tensão, ela enfrenta o passado que a machuca, ela amadurece, conquista as pessoas, e ajuda "ogros" a enfrentarem seus maiores fantasmas do passado.
Esta é uma história de superação de traumas do passado, de amor, de amizade, de rever comportamentos porque até mesmo as pessoas aparentemente mais perfeitas, assim o são devido o medo de desagradar, por se sentirem responsáveis em não decepcionar e esta é uma carga pesada demais para carregar.
Moços lindos, uns um tanto ogros, outros gentis, também tem suas histórias de traumas, de cicatrizes da vida, mas algo todos tem em comum: a bondade de ajudar quem precisa, de justiça, de proteção, ainda mais nos momentos mais tensos, nos momentos de ação (porque também tem isso na história).
Essa história me prendeu de uma forma que parecia que eu estava dentro dela e fiquei com o coração apertadinho, quentinho e tranquilo no final do livro. Que livro!
E quando eu estava montando essa postagem eu descobri que este livro faz parte da série Knockemout e que há outros livros depois dele:
Autor: Taylor Adams
Editora: Faro Editorial
Número de páginas: 270
Ano: 2019
SOBRE O AUTOR:
Taylor Adams, norte-americano, escreveu thrillers bestsellers.
Licenciou-se na Eastern Washington University, onde ganhou o Edmund G. Yarwood Award, e vive atualmente naquela cidade. Trabalhou vários anos na indústria televisiva e cinematográfica e, em 2008, realizou a curtametragem And I Feel Fine.
Taylor Adams tem três romances publicados.
SINOPSE:
A universitária Darby Thorne já tinha problemas demais. Sem sinal de celular e com pouca bateria, ela precisava dirigir em meio a uma nevasca para visitar sua mãe que fora internada às pressas e poderia morrer, mas o mau tempo a obriga a fazer uma parada. Num estacionamento no meio do nada, Darby se depara com uma criança presa e amordaçada dentro de uma van. Aterrorizada, ela precisa manter a calma. Mais que descobrir quem é o proprietário do veículo, é fundamental escolher quem, dos quatro desconhecidos no local, pode ser um aliado para ajudar no resgate. O desafio são as consequências: isolados pela neve, qualquer deslize pode ser fatal. É preciso resistir até o amanhecer, mas o perigo aumenta e cada minuto pode ser o último.
MINHA OPINIÃO:
Pensem num livro que tem ação do início ao final! As páginas mais lentas são as primeiras, mas nada que demore muito tempo porque logo começa o suspense, a ação, as emoções que deixam o leitor com o coração na mão!
Uma universitária que tem uma história não tão fofa com sua mãe, mas que próximo ao Natal precisa sair às pressas para a sua cidade natal pois sua mãe é hospitalizada em estado grave. Mas, no meio do caminho tinha neve, muita neve e começa a cair mais neve ainda. Se aventurar pelas estradas sendo que poderia ficar no meio da estrada, por horas e horas parada no meio de uma nevasca trancada dentro do carro com certeza não é uma boa opção, e por isso quando ela vê uma área de descanso na estrada, com lancheria, ela decide parar.... a sorte estava ao lado dela, ou não.
Lá ela não está sozinha, mas sim com 4 desconhecidos que escondem passados que não demonstram na aparência, os não tão amistosos podem ser amistosos, os que parecem inofensivos nem sempre são. Mas para piorar ela na tentativa de falar com a irmã para saber notícias da mãe, sai para fora do local, da lancheria e no meio da neve tenta encontrar sinal de celular sem sucesso, no retorno ao local fechado ela resolve passar entre os carros estacionados e em uma van ela descobre uma criança trancada, amordaçada. E agora? De qual dos 4 é aquela van? Qual das pessoas está mantendo uma criança escondida?
Ela poderia muito bem fingir que não viu, até mesmo pela sobrevivência dela mesma, porém a atitude de reagir é mais forte do que ela e quando ela vê, está no meio de um jogo de tentar salvar essa criança ao mesmo tempo que tenta descobrir quem fez isso e defender também sua própria vida.
A madrugada é longa e cada minuto que passa é uma vitória no meio de tanta tensão, de tanto perigo e cada hora que passa ela se vê mais perto de não conseguir preservar a própria vida e de salvar aquela criança.
Confesso que nunca li algo tão eletrizante e que me prendeu a atenção em todas as páginas. Adorei esse livro! Foi uma maravilhosa surpresa do início ao fim.
Se gosta de cenas de ação, leia este livro!
Agradeço demais a Caroline, minha colega do PEG que me doou esse livro.
Editora: Camelot
Número de páginas: 208
Ano: 2019
SOBRE O AUTOR:
Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha. Com a ascensão de Hitler ao poder, Anne, que contava com apenas quatro anos, e sua família, de origem judaica, se mudam para Amsterdã, na Holanda. Em 1942, com a crescente perseguição aos judeus também em território holandês, a família Frank esconde-se no sótão da empresa de Otto, pai de Anne. Neste ano, a jovem inicia a escrita de seu diário e conta sua vida durante o período em que estiveram escondidos, até as vésperas do infeliz dia em que os nazistas os encontram. Anne é levada ao campo de concentração em 1944 e morre de tifo, aos 15 anos. Alguns anos depois, Otto reorganiza o diário da filha e publica a obra que ficaria conhecida em todo o mundo, tornando-se uma das principais vozes de um dos capítulos mais traumáticos da nossa história.
SINOPSE:
Imagine um confinamento de mais de dois anos, num tempo em que não havia celular, internet e nem mesmo televisão. Foi essa a saída que um grupo de oito judeus buscou, no auge da Segunda Guerra Mundial, para escapar dos nazistas. Tempos difíceis, porém cheios de esperança. Os detalhes de como passavam o dia, o que comiam, como faziam sua higiene e até se divertiam, foram registrados por uma garota em seu diário. Ela não sobreviveu ao Holocausto. Porém o Diário de Anne Frank sobreviveu ao tempo. Foi publicado pela primeira vez em 1947 e se tornou um dos livros mais lidos do mundo, traduzido para mais de 60 idiomas.
Anne Frank relata em seu diário situações inimagináveis, em que até um ovo pode se tornar um presente de aniversário. Eram dias sem escolhas. Mesmo confinada, ela descobre o amor e percebe as mudanças no corpo e na alma. Devorava livros, fazia cursos por correspondência e esperava retomar os estudos logo que a guerra acabasse. Ela queria ser jornalista e escritora. Conseguiu se tornar escritora famosa, autora deste best-seller.
MINHA OPINIÃO:
O que dizer deste livro?
Emocionante, revoltante, inacabado.
Por mais que já saibamos o final da história da autora, durante a leitura deste livro, não sentimos tanto a tristeza da morte dela, digo isso porque os relatos que ela faz no diário nos levam para o dia a dia dela mesmo, para a alegria das primeiras páginas quando ela se mostra muito feliz com um menino que ela conhece e para a angústia de estarem, dias depois, trancados num local onde nem quem trabalha no local pode saber que estão ali, me revoltou muito o comportamento de alguns colegas de esconderijo, mas em outros momentos eu senti um aperto no peito em pensar nas tantas coisas que estavam privados, na insegurança de não saber o dia de amanhã, na falta de privacidade de dividir um pequeno local com outras pessoas.
Ao mesmo tempo me encantei com a rotina que tiveram, com a tentativa de levarem uma vida o mais normal possível, de conviverem dividindo tarefas, estudando, sonhando com a libertação.
Outro ponto que marca muito é o poder das amizades, sem elas esse grupo não tinha sobrevivido. As pessoas certas, os amigos verdadeiros que permitiram que esses judeus tivessem o que comer, o que vestir, e até mesmo a possibilidade de comemorarem aniversários. O poder dos amigos, estes foram imprescindíveis para sobreviverem tanto tempo no esconderijo.
Foi emocionante também ver o quanto a Anne amadureceu nesse tempo escondida, em como ela chegou naquele lugar e nas mudanças de atitudes e pensamentos que teve, e também nos sentimentos, sentimentos de jovem se descobrindo, descobrindo a paixão, o amor... e também a atitude dela de registrar tudo no diário, muitas vezes evitando falar da guerra, de assuntos ruins.
Dói ver que a esperança dela de voltar ao colégio não se concretizou, e emociona saber que o pai dela foi quem procurou publicar as palavras da sua jovem filha.
Um dos sonhos de Anne Frank era se tornar escritora e jornalista. e ela conseguiu ser uma grande escritora, infelizmente depois que não estava mais aqui nesse mundo, mas graças aos relatos dela, podemos tentar imaginar o sofrimento que eles passaram.
Eu posso dizer que sou uma leitora, fazem anos que trouxe
para minha vida o hábito de ler livros, mas por uns poucos diminui essa minha atividade
de forma bem drástica e é sobre isso que vou escrever hoje.
Desde que adquiri o hábito da leitura, não deixei de ler,
mas por um período de tempo, li o mínimo do mínimo, não chegava a ler um livro
por mês. Pandemia? Depressão? Ansiedade? Pode ter sido um deles ou todos misturados.
O fato é que quando eu ingressei no PEG e me deparei com artigos sobre educação,
área que até então não tinha ainda estudado, senti uma dificuldade grande em
compreendê-los, uma parte pela área que não me era conhecida, e por outra parte
porque eu tinha quase que parado de ler, quase!
A falta de leitura constante como eu havia adquirido o
hábito há anos, me fez ter uma caída na compreensão de artigos acadêmicos de
uma forma que nunca pensei que pudesse, uma coisa interferir na outra.
Eu, que já li muito na vida tive essa dificuldade de compreensão de textos e também em escrever os trabalhos, resumo, análises de textos que eu tinha que entregar, imagina então quem nunca teve esse hábito! Imagina quem nunca teve a prática do ler!
O que parece que está acontecendo é que essas pessoas ao
precisarem escrever um texto seja ele da forma que for, estão apelando para a Inteligência
Artificial. Ok, usá-la para ajudar a ter ideias para desenvolver em um texto,
mas usá-la de forma que ela faça mesmo o texto, ou melhor, a pessoa usar o que ela
gerou e entregar aquele texto tal qual a IA fez, aí eu já considero atividade
de quem não tem capacidade de raciocinar, o que não é nosso caso né?
Mas independente do que cada um escolhe para si, eu senti
muita falta da leitura como base para compreender artigos acadêmicos, para
escrever os textos que eu precisava e até para argumentar sobre assuntos
diversos. E não estou dizendo para lermos livros de política, atualidades etc,
mas livros de ficção, romance, suspense.... todos ajudam o cérebro fazer ginástica
e consequentemente ajudam no nosso raciocínio.
Sim, senti muita falta da leitura nesse sentido e por isso
neste ano voltei a ler e também a fazer ginástica com os neurônios, ou seja, a
escrever por hobby.
E você? Tem o hábito da leitura? Se sim, quando passa um
tempo sem ler, sente falta? Se sim, em que sentido?
Editora: L&PM
Número de páginas: 207
Ano: 2019
SOBRE O AUTOR:
Cirurgião Torácico, diretor do Centro de Transplantes da Santa Casa, professor de Cirurgia Torácica da UFCSPA, membro da Academia Nacional de Medicina. Foi pioneiro em transplante de pulmão na América Latina em 1989 e o primeiro a realizar transplante de pulmão com doadores vivos fora dos EUA, em 1999. É autor também dos seguintes livros: Felicidade é o que conta; O que cabe em um abraço; A tristeza pode esperar e Não pensem por mim.
SINOPSE:
O encanto de viver é um privilégio reservado, com exclusividade, aos bem-amados.
A delicada morte dos sentidos, sim, é o anúncio mais sutil do fim de todas as coisas.
A alma que envelhece só fica oca.
A vida bem que podia, esporadicamente, dar uma trégua. Não
precisava ser sempre tão real.
“Viver e não ter a vergonha de ser feliz”, como na música de Gonzaguinha, é o que nos diz este conjunto de mais de setenta crônicas de J.J. Camargo. O autor, cronista consagrado e uma referência internacional na área de cirurgia torácica, se depara diariamente no seu consultório – e também no trabalho no hospital – com casos muito graves. Mas, em vez de histórias de dor, o que se vê são pessoas que lutam para aproveitar cada momento, não deixando que a doença as impeça de viver. Aqui você encontrará relatos de gratidão, amizade, solidariedade e, acima de tudo, valorização da vida, com o olhar de um médico que está sempre disposto a acolher seus pacientes, nem que o único tratamento possível seja ouvi-los.
MINHA OPINIÃO:
OBS: As crônicas deste livro foram originalmente publicadas no jornal Zero Hora de Porto Alegre RS.
Quando comecei a ler este livro não sabia o que esperar, porém confesso que o título me deixou curiosa e durante minha leitura eu vi que o livro é um conjunto de crônicas muito bem feitas sobre diversos assuntos ligados a saúde, a humanidade, a pessoas.
O autor enfatiza muito sobre a maravilha da tecnologia estar auxiliando a medicina em vários sentidos, porém podemos dizer que ele lamenta a frieza e talvez até indiferença que a nova geração de médicos está mostrando na execução de seu trabalho. Óbvio que há exceções, mas no geral, a nova geração de médicos não tem paciência para ouvir os pacientes, para dar um abraço, um toque respeitoso de pele transmitindo uma mensagem silenciosa de "estou aqui, vou lhe ajudar no que for preciso, conta comigo".
O olhar médico especialista e muito, muito humano foi o que me encantou nessa leitura, quem dera que todos os médicos tivessem essa visão da medicina e dos pacientes.
Neste livro ele fala sobre: medos, doenças, morte, saudade, vida, saúde, sobre médicos que são acolhidos pelos pacientes, sobre pacientes que escolhem o médico, sobre respeito. São relatos de vidas, de seres humanos que merecem serem acolhidos no seu medo, nas suas angústias e também na sua coragem, na sua humanidade.
Um livro que me surpreendeu, positivamente e que recomendo muito sim, principalmente para os estudantes de medicina, este sim, precisam ler este livro!
Vamos começar falando o que é PEG.
PEG é a sigla para o nome do curso: Programa Especial de
Formação de Professores para a Educação Profissional, isso na UFSM,
universidade federal da cidade onde moro.
Em 2023, mais precisamente em agosto, eu iniciei este curso,
sendo que 2 meses antes eu nem sabia que ele existia, mas graças a minha amiga
Juliana, eu soube, fiz a inscrição, a prova de redação para poder ingressar e
fui aprovada, eu e minha amiga Ju.
Amei o curso, que só não concluí ainda porque está me
faltando o estágio, no meu canal do Youtube eu já fiz vídeo comentando sobre o
terceiro semestre do curso e expliquei o detalhe que me impediu de me formar
agora em janeiro.
Mas tirando o que aconteceu no semestre, venho aqui hoje
falar do que eu aprendi não só no PEG, mas na UFSM como um todo nestes três
semestres que eu já cursei.
O primeiro ponto que quero ressaltar é: sair da zona de
conforto. Desde minha formatura na graduação bacharelado, eu não tinha mais feito
cursos presenciais, somente online, então meio que fiquei numa zona de conforto
de estar em casa atrás do meu computador, longe de muitas interações humanas. O
PEG foi presencial, apesar de ter também online, e a Universidade Federal de
minha cidade fica um tanto longe de minha casa, tanto que eu vou lá só de carro.
Me arrumar, sair de casa, caminhar, conhecer prédios novos, lugares novos,
conhecer a UFSM como aluna me abriu a mente e me fez me senti mais leve, despertou
mais minha curiosidade, fez eu treinar minha comunicação verbal com
desconhecidos pedindo informações, hehehehe, fez eu estar na presença dos meus
colegas, pessoas que eu nunca tinha visto na vida, com exceção da Ju, fez eu
mexer o corpo que antes estava apenas sentado numa cadeira na frente do
computador, fez eu ver o céu, sentir o cheiro das árvores, das flores. Isso só
me fez bem.
Outra coisa que me fez fazer foi dirigir bem mais, mas isso
foi ótimo, porque adoro dirigir, e descobri que amo dirigir de noite.
Aprendi a me aventurar sozinha no sentido de descobrir
lugares sozinha. No início do meu curso, uma querida conhecida minha que é professora
lá na UFSM, me levou de carro para fazer um tour pela universidade, algo que
amei. Nesse tour eu anotei mentalmente e depois no papel, lugares que eu queria
conhecer pessoalmente, com calma. E comecei a fazer isso, na maioria das vezes sozinha.
Aos sábados, depois de semanas tentando encontrar onde era, encontrei sozinha a
lancheria/restaurante Pitadella, atrás do hospital e lá descobri um pastel
maravilhoso de massa caseira, de frango claro, que comecei a comer quase todo
sábado, pelo menos nos sábados que eu tinha aula eu ia lá. O café de máquina
deles é ótimo, sempre o mocaccino, suco de frutas também uma delícia e na hora
de pagar, sempre pegando duas paçoquinhas. E eu ia lá sempre sozinha, depois
cheguei a levar uma colega e agora nas férias quando eu fui na universidade,
apresentei para minha mãe também.
Além disso, conheci com a Ju, a lancheria do Centro de Tecnologia,
o Cosmopolita ; experimentei o melhor peixe que comi na vida no restaurante do entro
de Educação Física e Desporto, graças a minha amiga Mariza que foi quem me
levou lá; conheci também graças a Mariza, a floricultura da UFSM (lugar que
estava na minha lista de desejos de conhecer), vimos morangos e as árvores
frutíferas; fiz muitas caminhadas sozinha na pista de caminhada e outro dia nos
caminhos alternativos que passa entre os prédios; fui na farmácia que tinha no campus
e que logo depois fechou; conheci a loja da grife da UFSM onde comprei 2
adesivos, um caderno que hoje é meu caderno da gratidão (já comprei com essa
finalidade), e de Natal ano passado me dei de presente uma caneca, tudo claro,
com a marca UFSM, ainda quero comprar um moletom, mas não sei se vou conseguir
($$), amo moletom! Fui várias vezes aos Correios que tem dentro do campus e
abri lá uma caixa postal; fui sozinha duas vezes no evento Descubra UFSM, fui
na edição de 2023 e 2024 (aqui fui duas
vezes, uma sozinha e outra com minha colega Mariza) e no evento de 2024 conversei
em alguns stands de cursos que já desejei cursar na minha vida, bem capaz que
anos poucos anos atrás eu ia fazer isso...puxar papo em stands por mais que o assunto
dali me interessasse; tirei fotos de lá, estudei na biblioteca, peguei livros
na biblioteca, fiz muitos lanches e tomei muitos mocaccinos.
Talvez seja bobagem, mas um tempo atrás eu teria vergonha de
fazer muitas coisas dessas, por quê? Não sei, por mais que na minha vida adulta
eu tenha aprendido a ser menos bichinho do mato, eu trouxe para meus 30 e
tantos anos muitas travas, e sei também que essas travas que chegaram junto nos
meus 30 anos e agora 40, foram travas bem mais evoluídas, porque quando nova eu
era muitoooo tímida. Acredito que agora, nos 40 anos essas e as que ainda me
incomodavam quebraram de vez e eu me senti muito livre! Apesar de eu sentir por
antecipação dor de barriga e frio no corpo todo ao pensar que terei que dar
aula (objeto da minha última etapa do estágio), sei também que graças a quebra
dessas travas que eu carregava, vou conseguir chegar na frente de uma turma e
dar uma aula, ou as que eu precisar para fechar 30 horas, hehehehe, isso mesmo
eu sentindo o coração acelerar e as mãos suarem.
Precisei ter essa transformação toda para que eu pudesse fazer o estágio 3, precisei ir para UFSM para tirar da minha vida o que ainda me limitava em ser quem sou e em conquistar o que quero conquistar. E além de tudo o que já falei acima, senti que me tornei mais confiante, mais decidida, mais forte, mais leve em ser quem sou. Hoje sei quem sou de verdade, sei o que quero para minha vida (e eu tenho cada ideia! Hehehehe, algumas coisas que quero vão me exigir muito estudo, mas por enquanto estudos no offline), hoje sei que caminhos quero trilhar mesmo que antes eu já soubesse, mas parece que agora tudo ficou mais claro; hoje sei bem meus valores e estou disposta a defendê-los mesmo que as pessoas próximas não pensem da mesma forma.
Eu poderia ficar falando aqui por muito tempo, mas acredito
que tenha conseguido passar a essência das transformações que me aconteceu. Por
isso serei eternamente grata a mensagem que a Ju me enviou me apresentando o PEG
e agradeço a Fernanda aqui por ter tido coragem de enfrentar tantos bloqueios e
ter evoluído tanto nesse tempo.