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Resenha do livro: Diário de Anne Frank

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Autora: Anne Frank

Editora: Camelot

Número de páginas: 208

Ano: 2019

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SOBRE O AUTOR:

Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha. Com a ascensão de Hitler ao poder, Anne, que contava com apenas quatro anos, e sua família, de origem judaica, se mudam para Amsterdã, na Holanda. Em 1942, com a crescente perseguição aos judeus também em território holandês, a família Frank esconde-se no sótão da empresa de Otto, pai de Anne. Neste ano, a jovem inicia a escrita de seu diário e conta sua vida durante o período em que estiveram escondidos, até as vésperas do infeliz dia em que os nazistas os encontram. Anne é levada ao campo de concentração em 1944 e morre de tifo, aos 15 anos. Alguns anos depois, Otto reorganiza o diário da filha e publica a obra que ficaria conhecida em todo o mundo, tornando-se uma das principais vozes de um dos capítulos mais traumáticos da nossa história.


SINOPSE:

Imagine um confinamento de mais de dois anos, num tempo em que não havia celular, internet e nem mesmo televisão. Foi essa a saída que um grupo de oito judeus buscou, no auge da Segunda Guerra Mundial, para escapar dos nazistas. Tempos difíceis, porém cheios de esperança. Os detalhes de como passavam o dia, o que comiam, como faziam sua higiene e até se divertiam, foram registrados por uma garota em seu diário. Ela não sobreviveu ao Holocausto. Porém o Diário de Anne Frank sobreviveu ao tempo. Foi publicado pela primeira vez em 1947 e se tornou um dos livros mais lidos do mundo, traduzido para mais de 60 idiomas.

Anne Frank relata em seu diário situações inimagináveis, em que até um ovo pode se tornar um presente de aniversário. Eram dias sem escolhas. Mesmo confinada, ela descobre o amor e percebe as mudanças no corpo e na alma. Devorava livros, fazia cursos por correspondência e esperava retomar os estudos logo que a guerra acabasse. Ela queria ser jornalista e escritora. Conseguiu se tornar escritora famosa, autora deste best-seller.


MINHA OPINIÃO:

O que dizer deste livro? 

Emocionante, revoltante, inacabado. 

Por mais que já saibamos o final da história da autora, durante a leitura deste livro, não sentimos tanto a tristeza da morte dela, digo isso porque os relatos que ela faz no diário nos levam para o dia a dia dela mesmo, para a alegria das primeiras páginas quando ela se mostra muito feliz com um menino que ela conhece e para a angústia de estarem, dias depois, trancados num local onde nem quem trabalha no local pode saber que estão ali, me revoltou muito o comportamento de alguns colegas de esconderijo, mas em outros momentos eu senti um aperto no peito em pensar nas tantas coisas que estavam privados, na insegurança de não saber o dia de amanhã, na falta de privacidade de dividir um pequeno local com outras pessoas. 

Ao mesmo tempo me encantei com a rotina que tiveram, com a tentativa de levarem uma vida o mais normal possível, de conviverem dividindo tarefas, estudando, sonhando com a libertação.

Outro ponto que marca muito é o poder das amizades, sem elas esse grupo não tinha sobrevivido. As pessoas certas, os amigos verdadeiros que permitiram que esses judeus tivessem o que comer, o que vestir, e até mesmo a possibilidade de comemorarem aniversários. O poder dos amigos, estes foram imprescindíveis para sobreviverem tanto tempo no esconderijo.

Foi emocionante também ver o quanto a Anne amadureceu nesse tempo escondida, em como ela chegou naquele lugar e nas mudanças de atitudes e pensamentos que teve, e também nos sentimentos, sentimentos de jovem se descobrindo, descobrindo a paixão, o amor... e também a atitude dela de registrar tudo no diário, muitas vezes evitando falar da guerra, de assuntos ruins. 

Dói ver que a esperança dela de voltar ao colégio não se concretizou, e emociona saber que o pai dela foi quem procurou publicar as palavras da sua jovem filha. 

Um dos sonhos de Anne Frank era se tornar escritora e jornalista. e ela conseguiu ser uma grande escritora, infelizmente depois que não estava mais aqui nesse mundo, mas graças aos relatos dela, podemos tentar imaginar o sofrimento que eles passaram.



Resenha: Marco Aurélio - Meditações

domingo, 6 de agosto de 2023


Autor: Marco Aurélio

Editora: Camelot

Número de páginas: 132

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Sinopse:

"Tida como uma obra única na história da Filosofia, Meditações contém as mais profundas e reveladoras reflexões espirituais e éticas já registradas. Apresentados de maneira direta, os insights reúnem os fundamentos do Estoicismo que guiaram os pensamentos do imperador filósofo Marco Aurélio, um dos líderes mais inteligentes e bem-sucedidos de sua época. Uma obra-prima essencial para gestores, curiosos e qualquer pessoa que já tenha enfrentado momentos difíceis, porém, sem deixar de cultivar a esperança em dias melhores."


Marco Aurélio, imperador romano, claro que eu já tinha ouvido falar, mas confesso que não sabia que tinha um livro com suas reflexões, tanto é que encontrei por acaso, no corredor de um shopping quando eu me dirigia ao hipermercado que há nele. Nesse corredor haviam vários livros em promoção da Livraria Santos, e este livro da resenha de hoje, pequeno, fininho, me chamou atenção no meio de tantos outros, tive que comprar. 

Ao iniciar a leitura já gostei do prefácio de Lúcia Helena Galvão Maya, e olha que apesar de ler, não costumo gostar muito dos prefácios. A introdução é curtinha, mas de muita importância, eu não sabia, por exemplo, que esse imperador tinha sido um excelente administrador e um dos maiores líderes da História, bom isso sim eu já tinha lido. 

O livro em si é dividido entre 12 livros, como os capítulos foram chamados. Em cada livro há pequenas frases ou parágrafos, reflexões de Marco Aurélio. Os temas dessas reflexões são vários, mas vejo que algo que ele fala muito é da brevidade da vida, do quanto o material é efêmero, e da importância de cultivarmos a bondade dentro de nós. Ele também fala muito sobre autodisciplina, humildade, racionalidade. 

O livro 1 ele inicia falando o que aprendeu com pessoas ao redor, exemplo, com a mãe. A importância de cuidarmos de nosso corpo, de tratarmos bem os amigos, se seguirmos nossa própria natureza, sobre sermos correto perante a vida, sobre como lidar com quem nos prejudica, ele compara situações existindo e não existindo deuses, ele raciocina sobre o que é verdadeiro, o que pode ser ou não ser, enfim, são tantas anotações breves sobre tantos assuntos. 

Mas não se engane, esse livro fininho não é uma leitura rápida não, isso porque cada frase possui reflexões e dicas de atitudes, que é impossível ler correndo, isso na minha opinião. Porém, mesmo a leitura não sendo tão rápida, vale a pena cada página, cada lição passada nesse diário desse imperador romano chamado Marco Aurélio.

Se recomendo a leitura? Com certeza que sim!! Aliás, esse livro me deixou com vontade de saber mais sobre ele.