Resenha do livro: O sucesso é ser feliz

sexta-feira, 28 de março de 2025


 Autor: Roberto Shinyashiki

Editora: Gente

Número de páginas: 198

Ano: 1997

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SOBRE O AUTOR:

É médico-psiquiatra com pós-graduação em Gestão de Negócios (MBA - USP) e doutor em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP). Profundo conhecedor da alma humana, ele tem a capacidade de entender a realidade e as necessidades dos indivíduos, isso faz de Shinyashiki uma referência em temas como carreira, felicidade e sucesso.

Como consultor, palestrante e autor, Roberto Shinyashiki ministrou cursos de especialização nos EUA, na Europa e no Japão. Também participou dos congressos de desenvolvimento e treinamento mais importantes no mundo, palestrando inclusive no Congresso ASTD - American Society for Training & Development, nos EUA.


SINOPSE:

Mais uma Vez, Roberto Shinyashiki adianta-se no tempo e traz um tema fundamental que tem sido deixado de lado pelo ser humano em busca do sucesso: a felicidade. Se você questiona se a sua vida tem sido do jeito que merece... Se gostaria de encontrar opções com maior realização pessoal, este livro é fundamental. Aqui, encontrará temas como: O que é a felicidade? Por que as pessoas desperdiçam as suas vidas? Quais os caminhos para uma vida mais plena? Estes assuntos são abordados de uma maneira serena e profunda, como se você estivesse tendo uma conversa real com o Dr. Shinyashiki. Neste livro, você ainda encontrará novas idéias que abrirão os seus horizontes, orientações que propiciarão uma nova visão da sua vida e principalmente, alimento para motivar essa transformação. Leia este livro enquanto é tempo. Existem muitos tesouros não explorados em sua vida. Afinal, a felicidade também é lucro.


MINHA OPINIÃO:

Este livro eu ganhei de uma correspondente de cartas e quando o recebi achei o título um tanto reflexivo sobre nossas formas de ser feliz. 

Enquanto eu lia, fazia paralelos com minha vida, minha opinião sobre ser feliz e sobre o que eu estou fazendo para sorrir mais, levar a vida mais leve. 

No livro é falado sobre como a vida está corrida e muitas vezes sem alegria, sem emoções boas. Para alcançar metas no trabalho, para conquistar estilo de vida confortável, para poder comprar bens materiais de qualidade, acabamos que nos sobrecarregando de rotinas intermináveis que nem sempre caminham junto com a tal da felicidade. 

Mas será que podemos ter essas metas e ainda sermos felizes? Será que precisamos abrir mão delas? Esse questionamento é feito no livro e também respondido que não, mas precisamos ver como estamos indo atrás dessas metas, é a forma como estamos fazendo. 

Mas e a infelicidade? O que é? Pode ser um vício? Existe um capítulo só sobre esse assunto, tão importante quanto sabermos o que é felicidade. 

O autor também fala de três personagens da mitologia: Dâmocles, Sísifo e Midas. Ele fala separadamente de cada um deles separando vários aspectos de cada um, tudo por módulos, tudo organizado. Provavelmente vamos nos identificar com algum deles ou com mais de um. O melhor nisso tudo é que apesar de ser levantado as fraquezas de cada um, também é mostrado a saída para a melhoria de cada um, afinal a felicidade não tem a ver com a perfeição, mas sim em como lidamos com os obstáculos e fraquezas nossas. 

Por fim ele fala de sonhos, de aproveitarmos a jornada, de irmos sim em busca de objetivos, sonhos, metas, mas de também curtir cada momento da vida. 

Leituras de janeiro 2025

segunda-feira, 24 de março de 2025

 Olá! 


Colocando em dia as postagens de livros lidos, começando por janeiro de 2025!










Desenvolvimento mediúnico - Edgar Armond
 


Você já leu algum desses livros?


Fernanda Luz

Resenha do livro Tristan Avallon e o mistério do labirinto

quarta-feira, 19 de março de 2025


Autor: Álvaro Felipe Mesquita Monteiro

Editora: Lux

Número de páginas: 265

Ano: 2024


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SINOPSE:

As noites eram quietas e entediantes em uma pequena casa em Bravesville, na Inglaterra, onde morava Tristan Avallon, um homem solitário que vivia de forma simples e despreocupada. Seus dias eram rotineiros, apenas na companhia de sua adorável cadela Luli, porém, não sabia que sua vida estava prestes a tomar um novo e inimaginável rumo.

Ao encontrar um misterioso anel esverdeado, ele passou a viver uma incrível aventura, a acreditar em um amor impossível e em amizades das quais jamais pensou em desfrutar em sua vida.

Enquanto Tristan corria atrás de seus sonhos, uma outra história se desenrolava concomitantemente, na qual quatro misteriosas criaturas portavam um minúscula ampulheta. O que irá acontecer quando a areia atingir o outro lado?

"Tristan Avallon e o Mistério do Labirinto" é um livro cheio de mistérios, uma história com reviravoltas impressionantes e um romance impossível. É a obra que reúne fantasia e suspense em um universo original criado pelo autor.

 

Eu gosto muito do gênero fantasia e graças a uma mensagem recebida no Skoob, descobri este e-book, que li no Kindle. 

A história é sobre a vida de Tristin, iniciando pelo relato breve de seus pais, algo importante na história. Ele é uma pessoa solitária, a não ser pela companhia de uma cachorrinha, e com a vida bastante limitada devido aos escassos recursos financeiros, mesmo assim ele é feliz, mas almeja momentos mais tranquilizadores financeiramente. 

Em uma noite que teve uma tempestade, ele tem sonhos estranhos, que pareciam reais. Quando acorda percebe que surgiu em sua casa um anel e um livro. De onde vieram? Quem colocou? Ele não sabe, mas recorda bem do sonho estranho que teve. 

Esse anel lhe dá uma força que sem usá-lo ele não tem, esse anel lhe protege, e o livro lhe instiga a ir atrás de uma história de seres em outros mundos que ao mesmo tempo que parece tudo fruto da imaginação, parece também fazer tanto sentido que ele deixa toda a sua vida para trás e junto com sua cachorrinha se atira no mundo para encontrar essas respostas. Aí inicia-se uma reviravolta em sua vida, que de pacata se torna cheia de aventuras, mistérios e revelações.

Essa história é cheia de ação, de mistérios e aventura, e termina em uma cena que provoca uma enorme necessidade de saber o que vai acontecer, sim, essa história tem continuação, ainda bem, hehehe. Continuação essa que o autor ainda não liberou (na data da escrita dessa resenha: 15/03/2025).

Pensando na perspectiva de ser o primeiro livro do autor, eu acredito que ele foi muito competente, pois escreveu uma história bem organizada quanto aos personagens e acontecimentos amarrados uns aos outros, não há pontas soltas digamos assim. Apenas o início que achei um pouco confuso, mas depois que inicia o relato sobre Tristin, então sim, a história fica mais fluída.

Acredito que o autor fez uma ótima estreia com esse primeiro livro que eu particularmente adorei! E tanto gostei que assim que sair o segundo, quero ser uma das primeiras a ler.

Resenha do livro: As coisas que nunca superamos

domingo, 16 de março de 2025

 


Autora: Lucy Score

Editora: Alta Novel

Número de páginas: 512

Ano: 2023

Série: Knockemout # 1


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SOBRE A AUTORA:

Lucy Score é autora best-seller do Wall Street Journal e nº 1 da Amazon que escreve comédias românticas e romances contemporâneos. Ela cresceu em uma família de escritores que insistia que a mesa de jantar servia para ler e se formou em jornalismo. Escreve em tempo integral na sua casa na Pensilvânia, que ela e o marido dividem com seu gato irritante, Cleo. Quando não passa horas criando heróis destruidores de corações e heroínas incríveis, Lucy pode ser encontrada no sofá, na cozinha ou na academia. Ela espera um dia escrever de um veleiro, condomínio à beira-mar ou ilha tropical com Wi-Fi confiável.

 

SINOPSE:


Knox Morgan não tolera drama especialmente na forma de uma noiva fugida e desamparada.

Naomi Witt está em fuga. Não apenas do noivo e uma igreja cheia de convidados, mas de toda a sua vida. Mas, se perguntar a ela, Naomi está indo ao resgate de sua afastada e desregrada gêmea, Tina, em Knockemout, uma cidade onde as pessoas nem sempre são educadas e os conflitos são resolvidos à moda antiga… com socos e cerveja. Geralmente nessa ordem.

É uma pena que a gêmea do mal de Naomi não tenha mudado nada. Depois de pôr as mãos no carro e no dinheiro da irmã, Tina deixa para trás algo inesperado: a sobrinha que Naomi não sabia que tinha. Agora ela está sem carro, sem dinheiro, sem planos e é responsável por uma criança de 11 anos.

Há um motivo para Knox não se envolver em relacionamentos complicados ou com mulheres exigentes e carentes demais, especialmente as românticas certinhas, organizadas e perfeccionistas. Mas, já que a vida da Naomi implodiu bem diante dele, o mínimo que Knox pode fazer é ajudá-la a sair da enrascada em que se meteu. E, assim que ela parar de se meter em novos apuros, ele poderá deixá-la em paz e voltar à sua vida pacífica e solitária.

Pelo menos esse era o plano.

 

MINHA OPINIÃO:


A autora fala de maneira envolvente e divertida da vida de Naomi, que é toda certinha, amante de planilhas, de ter tudo organizado, de ter uma vida aceitável e perfeita pelos olhos dos pais e sociedade. Por outro lado não muito distante, temos a Tina, sua irmã gêmea que é o contrário da irmã, em todos os sentidos de comportamento, tanto que Tina some, tem uma filha que nem a irmã nem os pais conhecem e passa aprontando pelo mundo. Porém, quanto Tina se vê precisando de ajuda, chama Naomi que está vivendo um drama na sua, por razões que são explicadas mais para o final do livro, Naomi, a certinha, deixa seu noivo no altar e foge deixando sua vida de comercial de margarina para trás e vai ao encontro da irmã, nada mais natural do que um bom motivo para sumir no dia do casamento. 

Na cidade que a irmã parece morar, Naomi que está com a mente a mil pela vida que ficou para trás, pelo casamento que ela abandonou, ainda tem que lidar com um povo que ODEIA sua irmã e pior: que está confundindo ela, a boazinha, com a irmã má que apronta até com Naomi quando esta chega no local do encontro que sua irmãzinha marcou e não apareceu. 

No meio do caos da sua vida, Naomi ainda tem que enfrentar a situação de ter tido seu carro roubado, estar com as economias contadas, com um vicking mal educado que está sempre perto dela, que atende pelo nome de Knox, e uma sobrinha de 11 anos que ela não conhecia e que a partir de agora ela tem que cuidar. 

Sem onde morar, sem carro, sem celular (porque sua linda irmã Tina roubou), tendo que se explicar toda hora que ela não é Tina, com uma criança para cuidar, com um ser que a tira do sério mas está sempre em volta dela, com o irmão dele, da polícia, tentando investigar o que aconteceu e com um passado que ela nem mesmo teve tempo de digerir, Naomi começa uma nova vida na pequena cidade onde todos sabem o que acontece com todos e sempre estão dando palpites e sendo uma família, mesmo com os novatos na cidade. 

Naomi nesta cidade, começa a trabalhar, faz novos amigos, se apaixona, embora demore para admitir, ela passa por momentos de tensão, ela enfrenta o passado que a machuca, ela amadurece, conquista as pessoas, e ajuda "ogros" a enfrentarem seus maiores fantasmas do passado. 

Esta é uma história de superação de traumas do passado, de amor, de amizade, de rever comportamentos porque até mesmo as pessoas aparentemente mais perfeitas, assim o são devido o medo de desagradar, por se sentirem responsáveis em não decepcionar e esta é uma carga pesada demais para carregar. 

Moços lindos, uns um tanto ogros, outros gentis, também tem suas histórias de traumas, de cicatrizes da vida, mas algo todos tem em comum: a bondade de ajudar quem precisa, de justiça, de proteção, ainda mais nos momentos mais tensos, nos momentos de ação (porque também tem isso na história). 

Essa história me prendeu de uma forma que parecia que eu estava dentro dela e fiquei com o coração apertadinho, quentinho e tranquilo no final do livro. Que livro!


E quando eu estava montando essa postagem eu descobri que este livro faz parte da série Knockemout e que há outros livros depois dele:

Este livro fala do Nash, policial. Adorei ele na história (obviamente do livro que li, ou seja o 1).  Quero conhecer o Nash pessoalmente, hehehehe. 

Fala do Lucian, amigo dos irmãos Knox e Nash. Confesso que a minha primeira impressão de Lucian não foi das melhores, mas depois acabei simpatizando com ele. 

Se eu irei atrás desses livros e adquirir assim que eu puder? CLAROOO QUE SIM! Terei os três na minha estante, devidamente lidos e resenhados para vocês!

Resenha do livro: Sem saída

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

 

Autor: Taylor Adams

Editora: Faro Editorial

Número de páginas: 270

Ano: 2019

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SOBRE O AUTOR:

Taylor Adams, norte-americano, escreveu thrillers bestsellers.

Licenciou-se na Eastern Washington University, onde ganhou o Edmund G. Yarwood Award, e vive atualmente naquela cidade. Trabalhou vários anos na indústria televisiva e cinematográfica e, em 2008, realizou a curtametragem And I Feel Fine.

Taylor Adams tem três romances publicados.


SINOPSE:

A universitária Darby Thorne já tinha problemas demais. Sem sinal de celular e com pouca bateria, ela precisava dirigir em meio a uma nevasca para visitar sua mãe que fora internada às pressas e poderia morrer, mas o mau tempo a obriga a fazer uma parada. Num estacionamento no meio do nada, Darby se depara com uma criança presa e amordaçada dentro de uma van. Aterrorizada, ela precisa manter a calma. Mais que descobrir quem é o proprietário do veículo, é fundamental escolher quem, dos quatro desconhecidos no local, pode ser um aliado para ajudar no resgate. O desafio são as consequências: isolados pela neve, qualquer deslize pode ser fatal. É preciso resistir até o amanhecer, mas o perigo aumenta e cada minuto pode ser o último.


MINHA OPINIÃO:

Pensem num livro que tem ação do início ao final! As páginas mais lentas são as primeiras, mas nada que demore muito tempo porque logo começa o suspense, a ação, as emoções que deixam o leitor com o coração na mão!

Uma universitária que tem uma história não tão fofa com sua mãe, mas que próximo ao Natal precisa sair às pressas para a sua cidade natal pois sua mãe é hospitalizada em estado grave. Mas, no meio do caminho tinha neve, muita neve e começa a cair mais neve ainda. Se aventurar pelas estradas sendo que poderia ficar no meio da estrada, por horas e horas parada no meio de uma nevasca trancada dentro do carro com certeza não é uma boa opção, e por isso quando ela vê uma área de descanso na estrada, com lancheria, ela decide parar.... a sorte estava ao lado dela, ou não. 

Lá ela não está sozinha, mas sim com 4 desconhecidos que escondem passados que não demonstram na aparência, os não tão amistosos podem ser amistosos, os que parecem inofensivos nem sempre são. Mas para piorar ela na tentativa de falar com a irmã para saber notícias da mãe, sai para fora do local, da lancheria e no meio da neve tenta encontrar sinal de celular sem sucesso, no retorno ao local fechado ela resolve passar entre os carros estacionados e em uma van ela descobre uma criança trancada, amordaçada. E agora? De qual dos 4 é aquela van? Qual das pessoas está mantendo uma criança escondida? 

Ela poderia muito bem fingir que não viu, até mesmo pela sobrevivência dela mesma, porém a atitude de reagir é mais forte do que ela e quando ela vê, está no meio de um jogo de tentar salvar essa criança ao mesmo tempo que tenta descobrir quem fez isso e defender também sua própria vida. 

A madrugada é longa e cada minuto que passa é uma vitória no meio de tanta tensão, de tanto perigo e cada hora que passa ela se vê mais perto de não conseguir preservar a própria vida e de salvar aquela criança.

Confesso que nunca li algo tão eletrizante e que me prendeu a atenção em todas as páginas. Adorei esse livro! Foi uma maravilhosa surpresa do início ao fim. 

Se gosta de cenas de ação, leia este livro!

Agradeço demais a Caroline, minha colega do PEG que me doou esse livro.

Resenha do livro: Diário de Anne Frank

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Autora: Anne Frank

Editora: Camelot

Número de páginas: 208

Ano: 2019

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SOBRE O AUTOR:

Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha. Com a ascensão de Hitler ao poder, Anne, que contava com apenas quatro anos, e sua família, de origem judaica, se mudam para Amsterdã, na Holanda. Em 1942, com a crescente perseguição aos judeus também em território holandês, a família Frank esconde-se no sótão da empresa de Otto, pai de Anne. Neste ano, a jovem inicia a escrita de seu diário e conta sua vida durante o período em que estiveram escondidos, até as vésperas do infeliz dia em que os nazistas os encontram. Anne é levada ao campo de concentração em 1944 e morre de tifo, aos 15 anos. Alguns anos depois, Otto reorganiza o diário da filha e publica a obra que ficaria conhecida em todo o mundo, tornando-se uma das principais vozes de um dos capítulos mais traumáticos da nossa história.


SINOPSE:

Imagine um confinamento de mais de dois anos, num tempo em que não havia celular, internet e nem mesmo televisão. Foi essa a saída que um grupo de oito judeus buscou, no auge da Segunda Guerra Mundial, para escapar dos nazistas. Tempos difíceis, porém cheios de esperança. Os detalhes de como passavam o dia, o que comiam, como faziam sua higiene e até se divertiam, foram registrados por uma garota em seu diário. Ela não sobreviveu ao Holocausto. Porém o Diário de Anne Frank sobreviveu ao tempo. Foi publicado pela primeira vez em 1947 e se tornou um dos livros mais lidos do mundo, traduzido para mais de 60 idiomas.

Anne Frank relata em seu diário situações inimagináveis, em que até um ovo pode se tornar um presente de aniversário. Eram dias sem escolhas. Mesmo confinada, ela descobre o amor e percebe as mudanças no corpo e na alma. Devorava livros, fazia cursos por correspondência e esperava retomar os estudos logo que a guerra acabasse. Ela queria ser jornalista e escritora. Conseguiu se tornar escritora famosa, autora deste best-seller.


MINHA OPINIÃO:

O que dizer deste livro? 

Emocionante, revoltante, inacabado. 

Por mais que já saibamos o final da história da autora, durante a leitura deste livro, não sentimos tanto a tristeza da morte dela, digo isso porque os relatos que ela faz no diário nos levam para o dia a dia dela mesmo, para a alegria das primeiras páginas quando ela se mostra muito feliz com um menino que ela conhece e para a angústia de estarem, dias depois, trancados num local onde nem quem trabalha no local pode saber que estão ali, me revoltou muito o comportamento de alguns colegas de esconderijo, mas em outros momentos eu senti um aperto no peito em pensar nas tantas coisas que estavam privados, na insegurança de não saber o dia de amanhã, na falta de privacidade de dividir um pequeno local com outras pessoas. 

Ao mesmo tempo me encantei com a rotina que tiveram, com a tentativa de levarem uma vida o mais normal possível, de conviverem dividindo tarefas, estudando, sonhando com a libertação.

Outro ponto que marca muito é o poder das amizades, sem elas esse grupo não tinha sobrevivido. As pessoas certas, os amigos verdadeiros que permitiram que esses judeus tivessem o que comer, o que vestir, e até mesmo a possibilidade de comemorarem aniversários. O poder dos amigos, estes foram imprescindíveis para sobreviverem tanto tempo no esconderijo.

Foi emocionante também ver o quanto a Anne amadureceu nesse tempo escondida, em como ela chegou naquele lugar e nas mudanças de atitudes e pensamentos que teve, e também nos sentimentos, sentimentos de jovem se descobrindo, descobrindo a paixão, o amor... e também a atitude dela de registrar tudo no diário, muitas vezes evitando falar da guerra, de assuntos ruins. 

Dói ver que a esperança dela de voltar ao colégio não se concretizou, e emociona saber que o pai dela foi quem procurou publicar as palavras da sua jovem filha. 

Um dos sonhos de Anne Frank era se tornar escritora e jornalista. e ela conseguiu ser uma grande escritora, infelizmente depois que não estava mais aqui nesse mundo, mas graças aos relatos dela, podemos tentar imaginar o sofrimento que eles passaram.



Quando a leitura faz falta

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

 

Eu posso dizer que sou uma leitora, fazem anos que trouxe para minha vida o hábito de ler livros, mas por uns poucos diminui essa minha atividade de forma bem drástica e é sobre isso que vou escrever hoje.

Desde que adquiri o hábito da leitura, não deixei de ler, mas por um período de tempo, li o mínimo do mínimo, não chegava a ler um livro por mês. Pandemia? Depressão? Ansiedade? Pode ter sido um deles ou todos misturados. O fato é que quando eu ingressei no PEG e me deparei com artigos sobre educação, área que até então não tinha ainda estudado, senti uma dificuldade grande em compreendê-los, uma parte pela área que não me era conhecida, e por outra parte porque eu tinha quase que parado de ler, quase!

A falta de leitura constante como eu havia adquirido o hábito há anos, me fez ter uma caída na compreensão de artigos acadêmicos de uma forma que nunca pensei que pudesse, uma coisa interferir na outra.


Eu, que já li muito na vida tive essa dificuldade de compreensão de textos e também em escrever os trabalhos, resumo, análises de textos que eu tinha que entregar, imagina então quem nunca teve esse hábito! Imagina quem nunca teve a prática do ler!

O que parece que está acontecendo é que essas pessoas ao precisarem escrever um texto seja ele da forma que for, estão apelando para a Inteligência Artificial. Ok, usá-la para ajudar a ter ideias para desenvolver em um texto, mas usá-la de forma que ela faça mesmo o texto, ou melhor, a pessoa usar o que ela gerou e entregar aquele texto tal qual a IA fez, aí eu já considero atividade de quem não tem capacidade de raciocinar, o que não é nosso caso né?

Mas independente do que cada um escolhe para si, eu senti muita falta da leitura como base para compreender artigos acadêmicos, para escrever os textos que eu precisava e até para argumentar sobre assuntos diversos. E não estou dizendo para lermos livros de política, atualidades etc, mas livros de ficção, romance, suspense.... todos ajudam o cérebro fazer ginástica e consequentemente ajudam no nosso raciocínio.

Sim, senti muita falta da leitura nesse sentido e por isso neste ano voltei a ler e também a fazer ginástica com os neurônios, ou seja, a escrever por hobby.

E você? Tem o hábito da leitura? Se sim, quando passa um tempo sem ler, sente falta? Se sim, em que sentido?