Trilhas Entrevista com Graciele Ruiz

quarta-feira, 9 de abril de 2014
Olá leitores! O Trilhas Culturais traz entrevista com o escritora Graciele Ruiz, autora do  livro "O Senhor da Luz". Abaixo vocês podem conhecer um pouco mais sobre a escritora e também do livro. Vamos conferir?


1 - Como você se definiria em uma frase?
Sou antes de qualquer coisa feita de sonhos e desejos, uma pequena mistura de criatividade, dedicação, curiosidade e uma pitada de perfeccionismo, porque são os detalhes que fazem a diferença.

2 - De onde veio a inspiração para escrever "O Senhor da Luz"?
Ela veio de um conjunto de coisas. Eu sempre li muitos livros de fantasia, sempre fui apaixonada por filmes do gênero e para completar era viciada em animes.

3 - Se pudesse escolher ser uma personagem de seu livro, qual seria? Por quê?
Escolheria a Nahya, porque ela é determinada e forte, uma grande guerreira.

4 - Como se deu a escolha do nome do livro?
O nome do livro iria ser Datahriun, mas isso gerava confusão porque as pessoas não conseguiam entender/gravar o nome do livro sem levar algum tempo. E, eu acho que um livro (principalmente o primeiro de um autor) tem que ter um nome fácil de lembrar e de escrever.

Então, eu acabei escolhendo O Senhor da Luz.

Senhor da Luz é como era chamado Selaizan, um mago muito poderoso que viveu em Datahriun. E apesar de ele somente ser citado na estória, ele tem um papel muito importante, porque se Selaizan não tivesse morrido a saga nunca teria começado.

5 - E como foi o processo de publicação?
Como eu demorei cinco anos para terminar de escrever o livro, eu tive muito tempo para procurar na internet dicas para publicar, como fazer para enviar os originais para as editoras, que tipo de editoras publicavam livros de fantasia e também fiz um curso na faculdade sobre o mercado editorial. Em todas as minhas pesquisas eu cheguei a conclusão de que entrar para as grandes editoras de início, é praticamente impossível e se eu realmente quisesse ser publicada eu teria que começar com as pequenas editoras ou programas para novos autores. Então, o selo Novos Talentos da Literatura da editora Novo Século, foi uma das minhas primeiras opções. Eu sabia que eu ia ter que pagar pela publicação, mas eu estava disposta, afinal, é para isso que eu trabalho desde os meus 16 anos: para realizar os meus sonhos.
Eu preenchi o formulário no site dos Novos Talentos da Literatura no final de Julho e em torno de duas semanas depois eu já tinha assinado o contrato.
     
6 - Qual a dica que você daria para futuros escritores?
Acreditem em vocês e não desistam dos seus sonhos. Caprichem no primeiro capítulo e principalmente no primeiro parágrafo, ele pode decidir se o leitor irá ou não ler o seu livro.

7 - Você esta trabalhando em algum novo projeto? Pode contar?
Por enquanto não. O Senhor da Luz é uma trilogia, então, por enquanto estou trabalhando no segundo livro.

8 - Uma frase?
“Talento é dom. É graça. E sucesso nada tem haver com sorte, mas com determinação e trabalho.” – Augusto Branco.

9 - Gostaria de deixar um recado aos leitores do blog?
Acredite na magia dos seus sonhos, para alcançar algo o primeiro passo é querer.



SINOPSE - O Senhor da Luz: A Saga de Datahriun
Lícia se sentiu muito sozinha quando o seu avô morreu, deixando uma chave e um pedido. Essa chave abria uma caixa muito poderosa, capaz de fazer viver, novamente, um planeta já morto: Datahriun. Porém, ela só poderia ser aberta por cinco chaves. A de seu avô era somente uma delas, e o seu pedido era para que Lícia as reunisse e encontrasse os seus guardiões. Desse modo, eles poderiam fazer o que ninguém havia feito antes. O Senhor da luz é uma estória sobre sonhos, guerras, amizades, tristezas e amor. Uma saga insana pela recuperação de Datahriun, onde vivem criaturas misteriosas com poderes fantásticos. Um lugar onde a magia é somente o começo!

Onde encontrar a autora:


Agradeço  à Graciele por responder com tanta presteza as perguntas e lhe desejo muito sucesso!

Fernanda Y.

Quotes #65




Eu ter pensado que poderia assumir o papel de uma garota normal com um namorado normal, eu ter pensado que poderia viver as histórias que li em tantos livros quando criança.

Divulgando Novo Século

terça-feira, 8 de abril de 2014

Alguns lançamentos e outros livros publicados pela Editora Novo Século.



 O legado da poderosa bruxa Morgana ainda não teve fim. Conta a lenda que Merlin e Morgana foram amantes e conceberam uma menina. Sarah, a descendente dessa história, teve sete ­lhas, que se distanciaram depois de um tempo, cada uma levando consigo um colar com um cristal. Mas este segredo não se manteve guardado para sempre. Após séculos, os cristais sobrevivem e vão parar nas mãos de sete garotas ruivas, que acabam se conhecendo quando esta antiga lenda vem à tona. E com ela, um terrível inimigo: Cien, o bruxo das trevas, está de volta, e desta vez mais forte. As guerreiras partem para a aldeia dos Dracheroter, afim de aprender a usar seus poderes e lutar contra este feiticeiro e seus demônios no Stonehenge. Dessa forma, elas impedirão que uma magia torne a luz do sol negra, e transforme o mundo em escuridão por toda a eternidade.

Sete ruivas, sete cristais. Um bruxo, um anel. E o mundo da magia em perigo. Neste segundo livro da série A Lenda dos Cristais, as sete ruivas se reúnem novamente na aldeia dos Dracheroter, já que uma delas, Meredith, acredita que o temível Cien está de volta. Contudo, desta vez, elas precisarão de um plano infalível, e é com esse mesmo objetivo que o povo de Dracheroter e seu novo protetor, Dean, procuram reunir mais seis bruxos para um ritual a fim de acabar de uma vez por todas com a ameaça do mago das trevas. Cien, por sua vez, planeja vencer a qualquer custo esta batalha, buscando auxílio de seus aliados e o poder de um misterioso anel. Além disso, ele pode ter um grande trunfo em mãos por unir-se a uma poderosa e enigmática bruxa. 

 Tudo começara com a percepção vaga de um pálido brilho no céu. Analisar os sistemas estelares pode ser bem arriscado. Dezoito de Escorpião, identificada como uma estrela gêmea do nosso Sol, é uma descoberta astronômica sem precedentes. Contudo, tal revelação põe em risco o maior segredo da Terra: Muhipu, uma comunidade secreta no coração da selva, protegida por tribos indígenas ancestrais, guardando experiências para além do conhecimento comum: a tentativa de contato com superinteligências cósmicas. Oscilando no tempo, de 1929 a 2070, o leitor é apresentado a fatos científicos reais, reconstruídos ficcionalmente. Neste impressionante romance, o autor Alexey Dodsworth se vale de seu largo conhecimento em Astronomia e Filosofia para compor um intrigante drama que explora a antiga pergunta: “estamos sós no universo?”. 





Conheça os primeiros anos e o aprendizado do mago Merlin, o mais enigmático e cativante personagem das lendas arthurianas. Tocado pela escuridão, mas protegido pelo Senhor da Luz, Myrddion Merlinus, a Semente de Demônio, se vê às voltas com as maiores batalhas de seu tempo, influenciando o destino de reis e seus povos. Com uma narrativa encantadora e embasada em profunda pesquisa, M. K. Hume apresenta sua versão deste maravilhoso profeta e curandeiro: um jovem ao mesmo tempo tocado pela magia e atento à ciência de seu tempo e de épocas anteriores, sem, contudo, se deixar limitar pelas convenções e paradigmas de seu mundo. Aqui começa a jornada de um homem cujo nome estará marcado para sempre como uma das mais belas e fantásticas lendas da História. “Esse primeiro livro da trilogia Merlin chamará atenção de todos os que se empolgaram com Guerra dos Tronos e outras histórias envolvendo linhagens nobres e suas intrincadas genealogias e intrigas.”

Neste livro, que conta a história de Catherine Ponder, você acompanhará o caminho da ministra, desde a sua juventude pobre até sua vida de sucesso e prosperidade na Califórnia. Aprenderá, ainda, a conquistar o amor e o bem-estar por meio da oração. A autora, em sua biografia, ensina o caminho do sucesso e da felicidade por meio do amor e da oração. Prospere em todos os aspectos de sua vida! Deseje o amor a todos os que o cercam!

Neferet está agora mais poderosa do que nunca, e sua busca por vingança ameaça as vidas não apenas de Zoey e seus aliados, mas de toda a humanidade. O caos impera em Tulsa, e todos passam a culpar a Morada da Noite por isso. Poderá Zoey impedir os planos terríveis de Neferet a tempo, antes que seu ódio possa desencadear uma guerra de consequências devastadoras? A série House of Night é um dos maiores fenômenos do mercado editorial, tendo alcançado a primeira posição na lista dos mais vendidos em países como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, mantendo-se na lista de best-sellers do The New York Times por cerca de 150 semanas consecutivas. Agora, no penúltimo capítulo dessa aclamada série, a ação é ainda mais eletrizante, e os riscos são ainda maiores na batalha de Zoey e de seus amigos para proteger sua escola – e seu lar – da destruição. Ao mesmo tempo, os cativantes personagens criados por P. C. e Kristin Cast têm de lidar com seus sentimentos, com o jogo de amizades e traições e com o dia a dia entre as paredes da Morada da Noite. 




Cantando no banheiro

      

                                                                                                                                para Eduardo Dussek

        Se eu contar, vocês vão dizer que eu estou inventando, que escritor é assim mesmo, que fica na frente do computador de madrugada com uma xícara de chá ou café do lado escrevendo loucuras e transformando a vida alheia, que somos exagerados e sem coração. Em um certo sentido, isso é até verdade, mas o caso é que isso aconteceu mesmo. Eu não quero perder a minha credibilidade - conquistada croniquinha por croniquinha (viu, que íntimos que já estamos, leitores?) - então vou dizer que aconteceu com um amigo meu. Vocês bem sabem que quem começa uma história com "Aconteceu com um amigo meu" está contando uma história que aconteceu com ele, mas ele tem vergonha de assumir. Ou ela, sei lá. Começo:

      Fui ao cinema hoje, para relaxar. Tenho certeza decisões muito importantes para tomar que estão me consumindo noites de sono e preocupação. Preciso então acalmar e uma coisa que sempre ajuda é ir ao cinema ver qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo, eu topo. Gosto de chegar antes da luzes se apagarem para ver tudo, desde os trailers até o último segundo dos créditos. Às vezes tem alguma cena escondida ou algo assim. Tenho certeza que os limpadores das salas de cinema devem ter um certo odiozinho de gente assim, mas não ligo muito na verdade. Fui ver um filme brasileiro bacana - "SOS Mulheres ao Mar" - com a Giovana Antonelli e o Reynaldo Gianecchini. É a história de uma escritora que é abandonada pelo marido que sai em um cruzeiro com a outra. Ela resolve ir atrás dele com sua irmã e a empregada da casa (dona das falas mais hilárias). Filme com confusões, idas e vindas amorosas e tudo o mais. Engraçadíssimo. 

      Depois do filme, fui ao banheiro. Enquanto estava lá (ocupado, digamos), ouvi uma voz feminina cantando. Já vi faxineiras que cantam enquanto trabalham. Eu mesmo às vezes me pego cantando arrumando livros. Mas essa cantava alto e bem até. As músicas eram um terror, eu não conhecia nenhuma, mas devia ser algo da moda, um sertanojo-breganeja. Tentei prestar atenção na letra, mas não consegui. Fiquei curioso com esse fato porque geralmente quem faz a limpeza do banheiro dos homens são homens e o das mulheres são mulheres, então estranhei uma mulher dentro de um banheiro masculino, mesmo para a limpeza. 

       A música ficava cada vez mais intensa, com direito a agudos e tudo o mais, um pouco desafinados, mas honestos. Tudo isso durou poucos segundos, mas agora escrevo em câmera lenta. Fiz o que tinha que fazer, puxei a descarga e saí da cabine procurando a voz com os olhos. Não vi ninguém. Da cabine em frente à minha, saiu um guri, de um 13 ou 14 anos, de óculos, com uma mochila na mão, acabando o agudo, provavelmente esperando os aplausos. 

          Minha dúvida estava resolvida. Isso não diminuiu meu espanto, claro. Não era uma mulher, era um menino que ainda não passou pela troca da voz. Ele era - definitivamente - um cantor de banheiro! Olhei para ele com uma cara surpresa e ele sorriu. 

         -  A acústica é boa, né, tio? - e foi embora, nem um pouco envergonhado. 

         E eu fiquei pensando, pensando. E respondi, uns minutos depois:

        - Tio é a mãe!


Eduardo Dussek "Cantando no Banheiro". - Ouçam! É genial!!



Lançamento do Livro - Memórias de um Lugar Chamado Onde


       Estou chegando aqui toda esbaforida, pois prometi pra chefa que colocaria uma notinha ontem, sobre o livro "Memórias de um Lugar Chamado Onde", só que já é 00h20 de terça-feira. Detalhe, a chefa não gosta de ser chamada de chefa, mas eu adoro ter uma chefa...que coisa louca parece papo de bebado, mas eu estou super lúcida, passei o dia todo na água com gás.

       Bom chega de blábláblá e vamos ao que realmente interessa...



Projeto Casa dos Escritores

segunda-feira, 7 de abril de 2014

           Quando nasce um projeto, também nasce oportunidades e sonhos, quem nunca sonhou em escrever e fazer crítica madura? A Casa dos Escritores dá início a um projeto, que visa  formar escritores e leitores críticos.

           A cidade escolhida para a primeira edição foi Paracatu no estado de Minas Gerais, dando início em 1º de Junho e vai até 31 de Julho.

           Os acertos finais serão divulgados em 30/03, como os nomes dos escritores que serão os instrutores da primeira temporada. Durante os dois meses, os participantes terão momentos para escrita e, ao final do período, mais dois meses para finalizar um livro, que terá contrato de publicação. As inscrições  poderão ser feitas até 30/03. Boa sorte!!!





Informações:

http://blog.editoraburiti.com.br/2014/03/conhecendo-casa-do-escritor/
Fanpage: http://migre.me/iiCFf

Quotes #64

sábado, 5 de abril de 2014



Porém, o tempo está além de nossa compreensão finita. É interminável, existe fora de nós, não podemos ficar sem ele nem o perder de vista nem achar uma forma de segurá-lo. O tempo continua mesmo quando não continuamos.

Faroeste Caboclo

quarta-feira, 2 de abril de 2014


Hoje resolvi dar uma sacudida e mexer com a estrutura da minha coluna, então não falarei de nenhum livro! A adaptação para as telonas será de uma música: Faroeste Caboclo. Conhecem?
“Não tinha medo o tal João de Santo Cristo, era o que todos diziam quando ele se perdeu,


Deixou pra trás todo marasmo da fazendo só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu


Quando criança só pensava em ser bandido ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu...”


Para os mais jovens e amantes das músicas da moda, talvez eu esteja falando grego. Mas Faroeste é um marco, uma daquelas músicas que definem uma geração, composta por Renato Russo em 1979 e lançada por seu grupo Legião Urbana, fazendo parte do emblemático álbum Que País é Este.



A canção dura nove minutos e conta a história de um cara negro, pobre e revoltado, que escolheu a solidão como parceira. Acabou parando em Brasília, tentou ganhar a vida honestamente, foi seduzido pelo dinheiro fácil do tráfico, fez amigos da alta, caiu na cadeia, se apaixonou, quis mudar, foi corneado por um bandido, desejou vingança e morreu com sangue na garganta.


“Ele queria sair para ver o mar, e as coisas que ele via na televisão,


Juntou dinheiro para poder viajar, escolha própria escolheu a solidão.”


Pois é, nove minutos eletrizantes, um raio x de como as coisas funcionam no lado B da sociedade, motivo pelo qual essa música chegou a ser censurada em épocas mais repressoras. E foi assim que 33 anos depois de ter sido lançada e cantada por jovens e mais jovens nos anos 80 e 90, em 2012 ela virou um filme, e dos bons!


Ouvi alguns amigos fãs da banda, do Renato e da canção, falando supermal do filme dizendo que não foi fiel a história, mas sorry friends, eu discordo. Acho que as mudanças foram necessárias para dar mais consistência a obra. O próprio compositor admitiu em entrevistas que o roteiro da música tem furos e por mais que seja maravilhosa, nove minutos são poucos até para um curta-metragem, imaginem duas horas de película.


“E João aceitou sua proposta e num ônibus entrou pro Planalto Central,


Ele ficou bestificado com a cidade, saindo da rodoviária viu as luzes de natal.


Meu Deus, mas que cidade linda, no ano novo começo a trabalhar! Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro...”



Estrelado por Fabrício Boliveira e Ísis Valverde (sim a Global) o filme nos choca, nos afronta e nos surpreende, mesmo sendo conhecedores da letra da música e do desfecho. Dói, sempre senti que João de Santo Cristo merecia uma chance de redenção.


“O povo declarava que João de Santo Cristo era santo porque sabia morrer...”


Se você ainda não curte Legião Urbana, recomendo que pesquise, pois é uma das bandas que fizeram história em nossa pátria, deixaram marca em nossa cultura. E se você ainda não viu este filme, assista e veja o que uma música de qualidade pode fazer pelo cinema!


Despeço-me deixando uma frase do poeta Renato Russo:


“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há”