Romantismo

quinta-feira, 21 de agosto de 2014
        
As minhas escolas literárias favoritas são o barroco e o romantismo. Admiro muito o romantismo, em especial, gosto de escrever poesias com as características românticas. Veja algumas características do romantismo a seguir.




O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.

O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América.
As características principais deste período são : valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.

Foi através da poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram : amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe, Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destaca-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.
 
Características do romantismo:




Individualismo
Os românticos libertam-se da necessidade de seguir formas reais de intuito humano, abrindo espaço para a manifestação da individualidade, muitas vezes definida por emoções e sentimentos.
Subjetivismo
O romancista trata dos assuntos de forma pessoal, de acordo com sua opinião sobre o mundo. O subjetivismo pode ser notado através do uso de verbos na primeira pessoa. Trata-se sempre de uma opinião parcelada, dada por um individuo que baseia sua perspectiva naquilo que as suas sensações captam.
Com plena liberdade de criar, o artista romântico não se acanha em expor suas emoções pessoais, em fazer delas a temática sempre retomada em sua obra.

O eu é o foco principal do subjetivismo, o eu é egoísta, forma de expressar seus sentimentos.




Idealização
Empolgado pela imaginação, o autor idealiza temas, exagerando em algumas de suas características. Dessa forma, a mulher é uma virgem frágil, o índio é um herói nacional, e a pátria sempre perfeita. Essa característica é marcada por descrições minuciosas e muitos adjetivos.
Sentimentalismo Exacerbado
Praticamente todos os poemas românticos apresentam sentimentalismo já que essa escola literária é movida através da emoção, sendo as mais comuns a saudade, a tristeza e a desilusão. Os poemas expressam o sentimento do poeta, suas emoções e são como o relato sobre uma vida.
O romântico analisa e expressa a realidade por meio dos sentimentos. E acredita que só sentimentalmente se consegue traduzir aquilo que ocorre no interior do indivíduo relatado.

Emoção acima de tudo.

Outras Características:
EgocentrismoComo o nome já diz, é a colocação do ego no centro de tudo. Vários artistas românticos colocam, em seus poemas e textos, os seus sentimentos acima de tudo, destacando-os na obra. Pode-se dizer, talvez, que o egocentrismo é um subjetivismo exagerado.
Natureza interagindo com o eu lírico
A natureza, no Romantismo, expressa aquilo que o eu-lírico está sentindo no momento narrado. A natureza pode estar presente desde as estações do ano, como formas de passagens, à tempestades, ou dias de muito sol. Diferentemente do Arcadismo, por exemplo, que a natureza é mera paisagem. No Romantismo, a natureza interage com o eu-lírico.A natureza funciona quase como a expressão mais pura do estado de espírito do poeta.

Grotesco e sublime
Há a fusão do belo e do feio, diferentemente do arcadismo que visa a idealização do personagem principal, tornando-o a imagem da perfeição. Como exemplo, temos o conto de A Bela e a Fera, no qual uma jovem idealizada, se apaixona por uma criatura horrenda.

Medievalismo
Alguns românticos se interessavam pela origem de seu povo, de sua língua e de seu próprio país. Na Europa, eles acharam no cavaleiro fiel à pátria um ótimo modo de retratar as culturas de seu país. Esses poemas se passam em eras medievais e retratavam grandes guerras e batalhas.
 
 Confiram um vídeo do poema "Apologia à lua", versos que escrevi para exaltar a lua, essa rainha da noite e das inspirações dos poetas:
 
 
 
Link do meu blog de poesias: http://tatycasarino.blogspot.com.br/
 
Excelente semana a todos! :)
 
Abraços,
 
Taty Casarino

Resenha: Um Certo Verão

sábado, 16 de agosto de 2014
Um Certo Verão




Editora: Arqueiro
Número de páginas: 271

Sinopse:
"Diagnosticado com uma doença terminal, Jack passa seus últimos dias se despedindo da esposa Lizzie e de seus três filhos. Inesperadamente, uma nova tragédia se abate sobre a família: Lizzie sofre um acidente de carro e morre. Com isso, as crianças são obrigadas a morar com outros parentes. Quando tudo parecia perdido, Jack se cura e reencontra seus filhos. Num verão inesquecível, ele luta para reconstruir a família e reaprende a amar."

Minha opinião:
Eu fiquei muito curiosa para ler este livro desde que ele foi lançado e li a resenha.

O livro começa com uma situação bem definida: Jack com doença terminal (sem esperanças de curar-se) que é casado com Lizzie que tenta cuidar do marido e dos 3 filhos. Cada linha da história onde mostra a situação de uma pessoa doente se despedindo em silêncio das pessoas que ama realmente emociona. Porém essa situação recebe um toque de mais tristeza, Lizzie, cheia de energia acaba morrendo. Impossível não pensar antes mesmo de ler como ficará essa família com o pai contando os dias para morrer enquanto os 3 irmãos ficam perdidos sem saber o que fazer agora sozinhos sem a mãe e com o pai em cima de uma cama esperando a morte.

A solução é Jack ir para uma casa que cuida de doentes terminais até eles realmente morrerem e os filhos em casas de parente...mas que história é esse onde só acontece tragédias? Mas aí que esta, quando todos esperam a notícia oficial da morte de Jack, ele se recupera totalmente, algo que nem os médicos sabem explicar. Agora sim Jack começa sua luta, buscando seus livros e tentando viver em paz numa cidade litorânea.

Jack porém tem diversos desafios: como se aproximar dos filhos e principalmente da filha adolescente, como criar uma nova rotina na casa onde sua esposa passou a infância e principalmente como recomeçar a viver sem o grande amor da sua vida.... E como se não bastasse muitas pessoas tentam destruir essa família ainda em construção.

O livro é ótimo, sempre com algo acontecendo, sempre com uma nova emoção nascendo em algum personagem, sempre destacando a luta para viver mesmo com dores das perdas sofridas.

Eu super recomendo esse livro cheio de emoção, cheio de lutas, cheio de sentimentos de amor e superação.

OBS: esta resenha é uma republicação aqui do blog Trilhas Culturais.

O que virá

quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Leitores do Trilhas, voltei para conversar com vocês... informar o que anda acontecendo aqui nos bastidores e contar o que virá.



Voltei com o blog e vocês podem conferir diversas resenhas de livros que estão sendo republicadas, mas não se preocupem, voltarei com as resenhas inéditas sim (apenas preciso que passe a ressaca literária que me encontro).  Também vocês podem conferir a colunista Taty Casarino, ela começou aqui recentemente e ela esta falando da área de literatura, mas temos planos de nos aventurar juntas em outras àreas também.

Outra coisa que eu estou devendo à vocês são os vídeos, prometo, prometo e não volto, mas acreditem: voltarei a gravar sim, preciso apenas de um tempinho a mais. Não estou tendo muito ânimo para fazer vídeos como vocês merecem, ou seja, com vontade e capricho. Mas logo essa fase passa e eu gravo sim, tenho material para vários já.

Começarei a fazer posts sobre o que foi colocado no Instagram. Já vou agendar alguns posts. 

De resto, fiquem aguardando...espero ir trazendo novidades aos poucos. 

Resenha: O Chamado Selvagem

sexta-feira, 8 de agosto de 2014
O Chamado Selvagem



Autor: Jack London
Editora: Dracaena
Número de páginas: 116

Sinopse:

"Buck vivia tranqüilamente no sítio do juiz Miller, no vale da Santa Clara, na Califórnia. Filho de um são bernardo com uma pastora escocesa, ele era um cão imponente, com músculos firmes, pêlos quentes e compridos. Entretanto, não fazia nada além de passear pelos vales, acompanhando os netos de seu dono. Até que um dia, Buck foi roubado e vendido a exploradores de ouro que partiam para uma aventura pelo Alasca. A partir daí, sua vida sofreu uma reviravolta e ele foi obrigado a trabalhar duro, num ambiente inóspito. O que seus novos donos não esperavam era que, ao adaptar-se à nova realidade, Buck começava a fazer parte dela e a descobrir sua verdadeira natureza. "

Minha opinião:

Quando escolhi este livro para ser lido, imaginei que se tratava de um personagem humano e que tivesse um cachorro ou lobo como companheiro e que assim se desenrolasse a história. Mas o que me deixou bem surpresa e de certa forma ajudou a me conquistar foi o fato do livro se tratar da vida de um cachorro, o Buck.

Buck tinha uma vida super boa no início do livro até o dia que foi roubado e vendido para donos que fizeram ele trabalhar como nunca tinha feito na vida. Se acostumar com a neve foi o primeiro desafio de Buck. Com o passar do tempo Buck foi passado para outros donos, alguns foram rígidos mas justos, outros foram cruéis, até que Buck conheceu um dono amigo, alguém que o defendeu em uma situação limite, alguém que o amava.

O livro é emoção do início ao fim, fiquei com o coração partido em muitas partes do livro, e me emocionei em outras mais. Depois que terminei de ler o livro eu corri para meu cocker lindo e me abracei nele feliz por ele ser tão cuidado e amado mas também fiquei de coração partido em imaginar que outros cães não tem a mesma sorte. Sim, a história deste livro me fez pensar nos vários cães abandonados que existem, em bichinhos que sofrem, que lutam pela sobrevivência.

Deu para perceber que Buck toca no coração de quem lê. Livro emocionante, livro lindo. Você que gosta de bichinhos leia e se emocione.

OBS: esta resenha é uma republicação aqui do blog Trilhas Culturais.

Heterônimos e o poeta ator

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

                                      
       
     Ao contrário de pseudônimos (falsos nomes que ocultam a verdadeira identidade do escritor ou poeta), os heterônimos constituem uma personalidade diferente do escritor, uma espécie de "personagem" inventado por este que compartilha textos baseados em ideias e sentimentos que, muitas vezes, não pertencem ao próprio criador. O criador do heterónimo é chamado de "ortônimo. Sendo assim, o autor assume outras personalidades como se fossem pessoas reais e escreve segundo essas. Os heterônimos de Fernando Pessoa, por exemplo, nem sempre exprimiam aquilo que ele acreditava.
 
   Em muitos de meus próprios poemas, há sentimentos retratados que não são meus, mas de meus personagens. O poema, muitas vezes, é um desabafo e uma expressão artística de nossos próprios sentimentos. Outras vezes, o poema é simplesmente arte, tocando a dramaturgia, e por que não tentar retratar outras sensações, sensações até desconhecidas? Como diz Pessoa, o poeta é um fingidor...
         

      É bom brincar com o viés lúdico, ser poeta também é ser ator. É incrível poder mergulhar em outros universos, descobrir como pode ser a vida vista sob o ponto de vista de outras mentes, outras, opiniões outras almas. O ilustre poeta Fernando Pessoa costumava dizer: "Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta".
   O maior e mais famoso exemplo da produção de heterónimos é do poeta português Fernando Pessoa. Ele criou os heterônimos Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, entre muitos outros. Também criou o semi-heterônimo Bernardo Soares.
                        

   Outro caso que pode ser citado é o do autor Stephen King, que criou o heterônimo Richard Bachman. Este possuia uma personalidade mais pessimista, e seus trabalhos apresentavam mais cenas de violência mais detalhadas.
 
  Não somos uma pessoa só, não somos apenas o que parecemos. Podemos conviver com várias "personalidades" dentro de nós, e isso não é loucura hehehe. Isso é libertação. Libertação das dogmas que nos prendem em um sentido só. A nossa essência é única, mas pode se manifestar de diversas formas. A mulher, por exemplo, experimenta isso na vida. Ela, muitas vezes, tem de conciliar a mulher-mãe, a mulher-namorada, a mulher-profissional, a mulher-menina, a mulher-mulher e tem de conviver com muitas faces, sentimentos, pensamentos e desejos múltiplos dentro de si mesmo. Seu caráter pode ser único e sua essência coesa, mas, para sobreviver, atuamos em várias "personas" sem que isso possa ser percebido.
   O poeta percebe. E, por isso, escreve. E sua escrita nada mais é que o reflexo da vida.
 
Taty Casarino
 
tatycasarino.blogspot.com